Júnior Cavalcanti

Inaldo Sampaio

Inaldo SampaioFoto: Colunista

Em 1984 Tancredo Neves renunciou ao governo de Minas para disputar a Presidência da República numa eleição indireta (colégio eleitoral). Pertencia ao MDB, partido de oposição ao governo do general Figueiredo, e fizera aliança com uma dissidência do partido governista (PFL), liderada pelo mineiro Aureliano Chaves e o pernambucano Marco Maciel, para garantir os votos necessários à sua eleição. Pois bem, numa de suas vindas ao Recife, Tancredo foi questionado por jornalistas pelo fato de estar aliado a dois políticos que deram sustentação ao regime de 64. Tirou a pergunta de letra com uma resposta que só um sábio como ele saberia dar. “Meus queridos amigos jornalistas! O movimento militar (evitou a palavra “golpe”) de 64 é um fato político e sociológico que pertence à história. E quem sou eu para julgá-lo? Isso é tarefa para os politólogos, os sociólogos e os historiadores”. A lembrança vem a propósito da inquirição que é feita todos os dias ao candidato presidencial Jair Bolsonaro por ser capitão do Exército e ter dado apoio àquele movimento. Ora, todo mundo sabe que Bolsonaro é um sincero defensor do regime militar e que jamais mudará seu pensamento por ser candidato a presidente da República, com chances inclusive de chegar ao segundo turno. Ele tem que ser questionado sobre a agenda que propõe para o país. Questioná-lo sobre a mesma coisa (64) todos os dias é despreparo político, pobreza jornalística e desconhecimento da história.

O legado de Marília
É uma incógnita o destino dos votos que seriam dados a Marília Arraes (PT), afastada da disputa pelo governo estadual pelo próprio partido a que pertence. Eles tanto podem ir para Armando Monteiro (PTB) como para Maurício Rands (PROS). Armando leva certa vantagem por ser o candidato mais bem posicionado no campo da oposição. Rands entrou tarde demais.

O anúncio > Próxima quinta-feira, o deputado Nilton Mota (PSB) vai anunciar em Surubim, sua terra, o nome do candidato que irá apoiar para a Assembleia Legislativa. Ele desistiu da reeleição para coordenar a campanha de Paulo Câmara. Se o governador ganhar, voltará a ser secretário. Se não, reassumirá seu emprego na Secretaria da Fazenda.

Haja cartas > Quase todos os dias o ex-presidente Lula envia uma carta para alguma pessoa. Se for ele mesmo que redige, deve estar com a mão cansada de tanto escrever. A última foi para os convencionais do PT dizendo que será candidato a presidente da República.

Tal filho > João Campos, candidato a deputado federal pelo PSB, foi um dos políticos mais aplaudidos na convenção da Frente Popular. Os gestos que fez com a mão esquerda, em seu discurso de improviso, lembraram muito o estilo do pai, Eduardo, que falava parecido. Ao final, ganhou um longo e afetuoso abraço da mãe, Renata Campos.

A distância > O deputado Álvaro Porto (PTB) entende que a presença de Luciana Santos (PCdoB) como candidata a vice-governadora de Paulo Câmara afastará os evangélicos desse palanque por ela pertencer a um partido comunista.

Lotofácil

                                           Lotofácil Foto: Benira Maia/FolhaPE

Um apostador acertou as 15 dezenas do concurso 1.698 daLotofácil. O bilhete do Rio de Janeiro vai render ao ganhador o prêmio de R$ 2.035.140,86. Os números sorteados nesta segunda-feira (6), em São Paulo, foram os seguintes: 02, 03, 04, 05, 08, 09, 13, 14, 16, 18, 19, 20, 21, 22 e 25. O prêmio estimado para o próximo sorteio, no dia 8, é de R$ 2 milhões.

Confira o rateio oficial:

15 acertos – 1 aposta ganhadora, R$ 2.035.140,86
14 acertos – 337 apostas ganhadoras, R$ 1.858,15
13 acertos – 12110 apostas ganhadoras, R$ 20,00
12 acertos – 162720 apostas ganhadoras, R$ 8,00

11 acertos – 941220 apostas ganhadoras, R$ 4,00

Quina
Nenhum apostador acertou as cinco dezenas do concurso 4.773 da Quina. Os números sorteados nesta segunda-feira (6), em Ribeirão dos Índios (SP), foram os seguintes: 03, 19, 47, 51 e 61. O prêmio estimado para o próximo sorteio, no dia 7, é de R$ 13,5 milhões.

Confira o rateio oficial:
Quina – 5 números acertados – Não houve acertador
Quadra – 4 números acertados – 115 apostas ganhadoras, R$ 7.275,96
Terno – 3 números acertados – 10865 apostas ganhadoras, R$ 115,80
Duque – 2 números acertados – 276549 apostas ganhadoras, R$ 2,50

Conhecido pelos milhares de seguidores nas redes sociais, a partir de sua participação em shows de artistas como GD e Wesley Safadão, em que aparece tomando doses e doses de whisky no gargalo, José Fagner, o Galeguinho das Encomendas, anunciou que será candidato a Deputado Estadual pelo PP.

Ele disse ter recebido o convite de Eduardo da Fonte e comemorou todo vestido de azul e com texto carregado de erros de português, outra marca sua, em sua conta no Instagram. “É uma nova estoura. Vamos luta pelo os direitos do povo pernambucano”, disse, para na verdade querer afirmar que seria uma nova história e que vai lutar pelo povo do Estado.

Galeguinho saiu da cidade de Maturéia,  interior da Paraíba e veio de uma família humilde. Começou a trabalhar muito novo na cidade. Na adolescência, passou para São José do Egito onde transportava passageiros para Patos. Trabalhou também com entrega de encomendas por 18 anos, o que lhe rendeu o apelido.

Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

G1

A defesa de Luiz Inácio Lula da Silva desistiu nesta segunda-feira (5) de um recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) com o qual tentava suspender a pena de prisão do ex-presidente até que a condenação seja analisada pelas instâncias superiores.

Em junho, o ministro Edson Fachin, relator do caso, negou conceder uma liminar (decisão provisória) para suspender a prisão e pediu que a defesa esclarecesse por qual razão primeiro mencionou a questão da inelegibilidade de Lula no pedido e depois reivindicou a retirada do tema do recurso.

A defesa protocolou o pedido de desistência nesta segunda afirmando que, diante da confusão entre o pedido inicial de suspensão da pena e a discussão em torno dos direitos políticos, “imprevistamente colocada”, desiste totalmente do recurso.

Segundo os advogados, a defesa fará agora um “aprofundamento” sobre “fatos novos” que eventualmente podem vir a ser colocados em um futuro pedido.

Os advogados também reiteraram ao relator que pediram apenas a suspensão da execução provisória da pena de Lula, não discutindo seus direitos políticos no pedido inicial.

Segundo a defesa, as referências à inelegibilidade foram “laterais” e incluídas em razão de o pedido ter sido baseado na lei sobre esse tema.

Com a desistência, na prática, o STF não deve analisar mais a inelegibilidade. Se o plenário decidisse que Lula está inelegível, o ex-presidente não teria outra instância para recorrer.

Mas se a discussão sobre o tema ficar com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a defesa de Lula poderá, em tese, recorrer ao STF.

Na semana passada, Fachin afirmou que é importante dar “celeridade” e julgar o caso até o próximo dia 15 – data final para apresentação de registros de candidatura à Justiça Eleitoral. Agora, Fachin deverá homologar o pedido de desistência. Geralmente, esse tipo de pedido é aceito.

Lula foi preso em 7 de abril, depois de ter sido condenado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) a 12 anos e 1 mês de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá (SP). Lula se diz inocente.

A prisão do ex-presidente foi baseada em entendimento do STF de que a pena pode começar a ser cumprida a partir da condenação na segunda instância, caso do TRF-4. A defesa de Lula, no entanto, argumenta que ele tem direito de ficar livre enquanto houver possibilidade de recursos.

Antônio Campos, advogado

                 Antônio Campos, advogado Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

Afastado do processo eleitoral desde que concorreu, sem êxito, em 2016, ao cargo de Prefeito de Olinda, Antônio Campos (Podemos) tem utilizado seus recursos como advogado e representante do Instituto Miguel Arraes (IMA) para defender o legado político deixado por seu avô, Miguel Arraes. Por isso, entra nesta segunda (6) junto ao Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) com novo recurso judicial contra o atual governador de Pernambuco, Paulo Câmara, e o diretório regional do seu partido em Pernambuco, o Partido Socialista Brasileiro (PSB-PE).

A ação ordinária solicita urgência para que o colegiado do TRE julgue antes do dia 16 de agosto, quando está liberada a veiculação das propagandas eleitorais, o pedido de suspensão de toda veiculação de imagem, nome, voz e demais valores inerentes à personalidade de Miguel Arraes na propaganda partidária de rádio e televisão do PSB estadual. No seu argumento junto ao TRE, o advogado diz que as propagandas questionadas na ação utilizam as imagens de Miguel Arraes e dão a entender que o atual governador seria o continuador da obra de Miguel Arraes, mesmo que subliminarmente.

“Isso não é verdade política e histórica, vivendo Paulo Câmara uma outra circunstância política. Até mesmo porque, também, ele não teve uma relação pessoal ou política relevante com o ex-governador. Assim, se apropria indevidamente da imagem dele, que tem avaliação positiva dos pernambucanos, para obter dividendos eleitorais, daí o viés eleitoreiro de sua propaganda e não de interesse público”, afirma Campos na sua argumentação processual.

Além da ação no TRE, Antônio Campos vai ingressar com processo criminal para apurar e punir o autor de um fake áudio que, segundo ele, tem circulado nas redes sociais de grupos do PSB. “Trata-se de um áudio imitando a voz do meu avô, falecido em 2005, no qual apoia a candidatura do atual governador de Pernambuco”, completa Antônio Campos. Procurada pela reportagem, a coordenação da campanha de Paulo Câmara não quis comentar o assunto.

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen LúciaFoto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) pode julgar nos próximos dias o pedido da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que ele aguarde em liberdade o julgamento de recursos contra sua condenação na Operação Lava Jato. Em função da condenação a 12 anos e um mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, Lula está preso na Superintendência daPolícia Federal (PF) em Curitiba desde 7 de abril.

O julgamento pode ocorrer na próxima quinta-feira (9), antes de o PT registrar a candidatura de Lula na Justiça Eleitoral para concorrer à Presidência da República, fato que deve ocorrer no dia 15 de agosto, último dia previsto pela legislação eleitoral. Na semana passada, após o relator do caso, o ministro Edson Fachin, defender celeridade para definir a situação jurídica de Lula antes das eleições, a presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, responsável pela pauta do plenário, indicou nos bastidores que pode pautar a questão nesta semana.

No entanto, diante da possibilidade de o caso ser julgado pelo plenário, e não pela Segunda Turma, como deseja a defesa do ex-presidente, os advogados podem desistir do recurso e o julgamento poderá ser adiado. De acordo com dois ministros do STF ouvidos reservadamente pela Agência Brasil, o tribunal deverá aceitar o recuo, caso a defesa confirme a desistência.

Eleições 

O pedido de liberdade do ex-presidente também tem implicações na esfera eleitoral. Caso a defesa consiga suspender temporariamente a condenação e a soltura de Lula, o ex-presidente poderá concorrer livremente às eleições sem precisar de uma decisão que avalie sua inelegibilidade.

Com a confirmação da condenação na Lava Jato na segunda instância da Justiça Federal, o ex-presidente pode ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa, que impede a candidatura de condenados pelos órgãos colegiados da Justiça. Se a decisão do Supremo for contrária à pretensão de Lula, o STF pode confirmar a inelegibilidade e levar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a negar o registro de candidatura.

Desde junho, quando entrou com recurso na Segunda Turma da Corte, a defesa de Lula pretende que a Corte julgue somente a concessão de liberdade e tenta evitar que o plenário analise a questão da inelegibilidade para as eleições de outubro deste ano porque o ex-presidente ainda pode ser beneficiado por uma liminar e disputar as eleições caso tenha a candidatura barrada. No entanto, a inelegibilidade não é automática e a questão somente será analisada pelo TSE a partir do dia 15 de agosto, quando o PTpretende protocolar o pedido de registro da candidatura da Lula à Presidência da República nas eleições de outubro.

Recurso 

No dia 22 de junho, Fachin enviou pedido de liberdade do ex-presidente para julgamento pelo plenário, e não na turma, como queria a defesa. Ao justificar o envio, Fachin disse que a questão deve ser tratada pela Corte por passar pela análise do trecho da Lei da Ficha Limpa, que prevê a suspensão da inelegibilidade “sempre que existir plausibilidade da pretensão recursal”.

No entanto, a defesa de Lula recorreu e afirmou que a análise da questão não foi solicitada. “O embargante requereu exclusivamente a suspensão dos efeitos dos acórdãos proferidos pelo Tribunal de Apelação para restabelecer sua liberdade plena. A petição inicial, nesse sentido, é de hialina [límpida] clareza ao requerer o efeito suspensivo para impedir a ‘execução provisória da pena até o julgamento final do caso pelo Supremo Tribunal Federal’”, sustentou a defesa.

Condenação

Lula foi condenado a 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no caso do triplex em Guarujá(SP) e teve a pena executada pelo juiz federal Sergio Moro após o fim dos recursos na segunda instância da Justiça, conforme definiu o STF.

General Hamilton Mourão será o vice na chapa de Jair Bolsonaro

General Hamilton Mourão será o vice na chapa de Jair BolsonaroFoto: Divulgação

Conhecido por manifestações polêmicas, o general da reservaAntônio Hamilton Mourão já defendeu a atuação das Forças Armadas em situação de caos no país e chamou de herói um dos torturadores do regime militar. Após a recusa da advogada Janaína Paschoal, ele foi anunciado neste domingo (5) como candidato a vice-presidente de Jair Bolsonaro, do PSL, que é também defensor do período militar e da atuação do coronel Carlos Brilhante Ustra.

Em fevereiro, quando passou para a reserva após ter criticado o presidente Michel Temer, Mourão disse que o ex-chefe do DOI-CODI do II Exército, um dos principais órgãos da repressão durante o governo militar, é um herói por ter combatido o terrorismo. Ustra é reconhecido pelo Poder Judiciário, em ação declaratória, como torturador e é acusado pelo Ministério Público Federal de crimes como assassinatos e desaparecimentos. A Comissão da Verdade contou ao menos 45 casos relacionados a ele.

Além da homenagem, Mourão já afirmou que uma intervenção militar poderia ser adotada se o Poder Judiciário não solucionasse “o problema político”, em referência aos casos de corrupção. Ele disse também, em outra ocasião, que o regime em que vivemos é frágil, “onde a moral e as virtudes foram enxovalhadas”. “Até chegar o momento em que ou as instituições solucionam o problema político, pela ação do Judiciário, retirando da vida pública esses elementos envolvidos em todos os ilícitos, ou então nós teremos que impor isso”, afirmou em setembro de 2017.

Apesar de ser respeitado nas Forças Armadas, o militar é criticado por colegas de farda pelo estilo verborrágico. As suas declarações colocaram em saia-justa o comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas, e causaram seu remanejamento tanto no governo Michel Temer como Dilma Rousseff. “Nosso atual presidente [Michel Temer] vai aos trancos e barrancos, buscando se equilibrar, e, mediante o balcão de negócios, chegar ao final de seu mandato”, afirmou em dezembro.

Em 2015, durante o governo petista, ele fez duras críticas à classe política e exaltou a necessidade de “luta patriótica”. “A maioria dos políticos de hoje parecem privados de atributos intelectuais próprios e de ideologias”, disse.

O nome de Mourão foi anunciado após o candidato do PSL ter recebido negativas de três nomes. Além de Janaina, foram considerados o senador Magno Malta (PR-ES) e o general Augusto Heleno, do PRP. Em maio, o PRTB, partido a que Mourão é filiado, cogitou lançá-lo ao Palácio do Planalto, mas depois desistiu. Mourão é gaúcho e entrou para o Exército em 1972, em pleno regime militar. Ele comandou o Comando Militar Sul e, em sua carreira, cumpriu missão de Paz em Angola e foi adido militar do Brasil na Venezuela.

Por mais se uma vez já denunciamos na Rádio Pajeú a compra de prêmios e diplomas para Prefeitos e secretários do sertão feitos pela União Brasileira de Divulgação (UBD) e Instituto Tiradentes.

Como disse o comunicador Anchieta Santos hoje no programa Rádio Vivo: Quantas vezes mulheres de prefeitos, secretárias, já saíram daqui para receber estes prêmios no interior da Bahia, no Recife e até em Brasilia?

Ontem o Fantástico da Rede Globo trouxe a denuncia: Jumento paga empresa e é diplomado como um dos melhores prefeitos do Brasil.

Um jumento como um dos cem melhores prefeitos do Brasil? Para ser eleito, precioso não baixou decreto nem cortou pastos; ele só teve que pagar a uma das empresas que vendem diplomas de melhor gestor para prefeitos, vereadores e secretários municipais.

O PT anunciou o coordenador do Plano Lula de Governo, Fernando Haddad, como vice na chapa de Lula na disputa presidencial

O PT anunciou o coordenador do Plano Lula de Governo, Fernando Haddad, como vice na chapa de Lula na disputa presidencialFoto: Ricardo Stuckert/Divulgação

Com aval do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o PT decidiu oficializar neste domingo (5) o nome do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad como vice na chapa do partido ao Planalto. Com a decisão, o PT deflagrou o chamado plano B, admitindo, mesmo que nos bastidores, que Lula deve ser impugnado antes do primeiro turno, e então poderá ser substituído na cabeça de chapa pelo próprio Haddad.

Após uma negociação que consumiu todo o dia, os petistas conseguiram firmar ainda uma aliança com o PCdoB, que garantirá a vaga de vice ao partido quando o ex-presidente for impedido de concorrer e o ex-prefeito assumir seu lugar. O martelo foi batido depois de horas de reuniões e divergências, e contrariando o plano inicial do próprio Lula, que queria indicar um vice apenas em 15 de agosto, data limite para o registro das candidaturas.

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Em mensagem ao partido neste domingo, o ex-presidente disse que Haddad é a melhor opção para assumir a vaga agora e enfrentar o debate eleitoral pela sigla, mas pediu que o partido não desistisse de um acordo com o PCdoB. E assim foi feito. Durante todo o dia, o PT articulou à espera da aliança.

Petistas queriam que o PCdoB abrisse mão de sua candidatura presidencial agora, coligasse com o PT, e esperasse, “na reserva”, para assumir a vice de Lula quando ele fosse declarado inelegível. Nesse caso, Haddad ficaria com a cabeça de chapa.

De início, integrantes do PCdoB não aceitaram a proposta -feita desde o fim da semana passada- e disseram que petistas chegaram a ameaçar romper acordos regionais no Rio e em outros estados caso a sigla não se aliasse ao PT nacionalmente.

Ainda durante o domingo, o PCdoB avaliava três possibilidades: manter a candidatura de Manuela D’Ávila, se aliar a Ciro Gomes (PDT) ou mesmo ao PT. E então, dizem dirigentes do PCdoB, a pressão petista ficou mais forte.

PCdoB chegou a anunciar a manutenção de Manuela na disputa, com Adilson Araújo, também do partido, como seu vice. Por volta das 22h, uma comitiva petista foi para a sede do PCdoB em São Paulo, para a última tentativa de acordo, que deu certo.

A ata do acordo foi registrada pouco antes da meia-noite deste domingo, limite para que o documento fosse fechado. A partir de agora, Haddad falará em nome de Lula e do partido, com credenciais para defender o programa de governo, do qual foi coordenador, enquanto o ex-presidente não for barrado com base na Lei da Ficha Limpa -ele está preso em Curitiba por corrupção e lavagem de dinheiro desde o início de abril.

A negociação dos últimos dias foi marcada por muita tensão e incertezas mesmo dentro do partido. Com a negativa de Jaques Wagner, cotado como plano B caso o ex-presidente seja impugnado, de assumir o posto de vice, o ex-presidente deu aval para que Haddad ficasse com a vaga. Ele também é apontado como opção quando o ex-presidente for declarado inelegível.

O nome do ex-prefeito, porém, sofria resistências internas no PT. Até os últimos momentos das tratativas, ainda havia dirigentes da sigla que defendiam que a presidente do partido, Gleisi Hoffmann (PR), assumisse a vice de Lula.

Gleisi não fazia autopropaganda abertamente e, inclusive, conversou com Wagner por telefone, na sexta-feira (3), insistindo para que ele aceitasse a missão e fosse declarado vice de Lula.

O argumento do grupo que resistia ao ex-prefeito era o de que lançar Haddad seria como antecipar o plano B do partido, expondo precocemente o nome a desgates e admitindo, mesmo que informalmente, que o PT já não conta com Lula na disputa.

Em contraponto, os defensores de Haddad -que entrou na CNB, corrente majoritária petista, para tentar vencer resistências- diziam que ele poderia representar o ex-presidente nos debates, entrevistas e eventos dos quais Lula não pode participar, inclusive, nacionalizando seu nome e fortalecendo a imagem do partido.

Além disso, afirmam, o ex-prefeito tem o apoio da juventude petista. Seu desafio, porém, é melhorar o discurso -considerado empolado e bastante frio- e crescer entre os eleitores do Nordeste, principal reduto da sigla.

De acordo com advogados do PT especializados em direito eleitoral, com Haddad sacramentado, seria possível indicar um novo nome como vice quando o ex-presidente for declarado inelegível.

O calendário causa divergência dentro do próprio TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Há quem avalie que a oficialização das chapas deve ser feita até o dia final para o registro das candidaturas, como foi até a eleição passada -este ano, a data é 15 de agosto. Mas uma manifestação da corte sobre o fim do prazo das convenções, em 5 de agosto, abriu margem para dúvidas e fez com que os partidos corressem com os prazos para este domingo.

Convenção nacional do PT escolheu Lula para candidato a presidente

Convenção nacional do PT escolheu Lula para candidato a presidenteFoto: Agência Brasil

Após meses de negociações, barganhas, acordos e expectativas, o cenário eleitoral está praticamente definido. Com o final das convenções partidárias, que se encerraram no domingo (5), o brasileiro já sabe quem são os 14 presidenciáveis e os seus vices, e poderá, a partir de agora, ficar atento às suas propostas e postulações. Os registros das candidaturas têm que ser feitas até o dia 15 deste mês. Há informações sobre a possibilidade de a candidata do PCdo B, Manuela D’Áviladesistir de concorrer. Caso isso se confirme, haverá 13 candidatos à eleição para presidente da República no dia 7 de outubro.

Na linha de frente das pesquisas de opinião, dois nomes lideram a preferência dos brasileiros: o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o capitão militar Jair Bolsonaro (PSL). Mesmo preso, Lula, que teve seu nome indicado no último sábado (4) pelo PT, vai tentar concorrer ao cargo. Sua candidatura depende da lei da Ficha Limpa, e tem que ser referendanda pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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O vice do petista deve ser o ex-ministro Fernando Haddad, indicado na noite do domingo por meio de uma carta enviada por Lula à Executiva Nacional da sigla. Contrariando sua assessoria jurídica, inicialmente, Lula era o único presidenciável que havia optado por não indicar o vice, o que poderia lhe trazer mais problemas, pois sua decisão iria de encontro às recomendações feitas pelo TSE.

Na carta, Lula também cogitou a possibilidade de Manuela d’Ávila (PCdoB) compor a chapa, deixando a decisão para a executiva do PT. No caso de Lula, existe um “plano B” em curso para substituição do seu nome, que seria, exatamente, o de Haddad. Outro candidato que lidera as pesquisas – e as polêmicas – é o capitão Jair Bolsonaro (PSL), que, somente no domingo, anunciou o seu vice. Ele apresentará uma chapa “verde-oliva”, pois será acompanhado do general da reserva Antonio Hamilton Mourão (PRTB).

Mourão já causou frisson pelas declarações políticas, como a que sugeriu que os seus “companheiros do Alto Comando do Exército” entendem que uma “intervenção militar” poderá ser adotada se o Judiciário “não solucionar o problema político. Hoje, Mourão admite que foi infeliz na afirmação.

Bem posicionada junto à opinião pública, Marina Silva (Rede) foi outra que demorou a definir seu companheiro de chapa, o verdeEduardo Jorge (PV). Apesar da boa aceitação junto ao eleitorado, ela tem poucos aliados. Marina concorre pela terceira vez à presidência da República. Em 2014, assumiu a vaga do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, morto em acidente aéreo durante as eleições.

Outra opção forte é o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PDSB), que tem como vice a senadora Ana Amélia (PP-RS). Veterano na política, o tucano conta com uma das chapas mais estruturadas, seja em termos de aliança – inclusive com o apoio do bloco conhecido como centrão -, seja em termos de inserção nos guias eleitorais: terá cerca de 5 minutos e meio diários. O senador Álvaro Dias (Podemos) é outro nome que desponta entre os veteranos da política. Seu companheiro de chapa é o ex-presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, que desistiu de ser candidato à presidência e se aliou a Dias.

   Soluções caseiras

Inicialmente cotado como candidato preferencial do PSB – que acabou optando pela neutralidade e favorecendo o PT nacional – o ex-governador Ciro Gomes (PDT) não conseguiu reunir em torno de si o apoio esperado. Apesar de ter lançado sua candidatura no último dia 20, primeiro dia útil das convenções, acabou optando por uma solução caseira para compor sua vice, que será ocupada pela senadora Kátia Abreu (PDT), ex-ministra de Dilma e sua aliada fiel no processo de impeachment.

O ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (MDB), que carrega o peso de ser o “candidato de Michel Temer”, também encontrou no seu partido uma solução: seu parceiro de chapa será Germano Rigotto (MDB-RS). A comunista Manuela D´Ávila (PCdoB) optou por um parceiro na área sindical. O escolhido para seu vice é o sindicalista Adilson Araújo, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil . Outro candidato no campo da esquerda é o líder do Movimento dos Trabalhadores sem Teto, Guilherme Boulos (PSOL). Ele terá como vice a militante indígena Sônia Guajajara.

Outros candidatos que estão no páreo são João Amoêdo (Novo) – que terá como vice o cientista político Christian Lahbauer – ; José Maria Emayel – que seguirá com o pastor Hélvio Costa; e Vera Lúcia (PSTU), que terá como parceiro o professor e ativista Hertz Dias. O filho do ex-presidente João Goulart, João Goulart Filho será o candidato do PPC e o Cabo Daciolo é o cabeça de chapa do Patriota

Eleitores com esperança para as eleições deste ano

Eleitores com esperança para as eleições deste anoFoto: Marri Nogueira/Agência Senado

O alto índice de eleitores sem preferência por candidatos ou partidos eleva as expectativas sobre as pesquisas de intenção de votos a menos de três meses das eleições. Segundo diretores de institutos de pesquisa, as chances de uma reviravolta no cenário político são grandes, a exemplo do que ocorreu em eleições recentes. Fatores como candidaturas não confirmadas e o desconhecimento da população sobre as propostas dos políticos ajudam a explicar os votos brancos e nulos, as abstenções e os eleitores indecisos, cuja soma supera os 30%.

“O objetivo de uma pesquisa eleitoral não é antecipar resultados ou adivinhar quem vai se eleger, mas sim mostrar o cenário naquele momento e organizar a história da eleição”, afirma o diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino. Ele acredita que o quadro atual registrado pela instituição será diferente do resultado do primeiro turno, em outubro.

Mudanças de preferência dos eleitores são comuns. Em maio, a senadora Kátia Abreu (PDT) chegou a liderar pesquisas de intenção de voto quando a campanha das eleições para mandato-tampão no Tocantins estava no início. Tendência mais próxima ao verificado nas urnas foi registrada apenas no fim de junho, quando os institutos de pesquisa apontaram Kátia na quarta colocação, posição que de fato alcançou, com 15,6% dos votos.

Em Tocantins, um terço dos eleitores se absteve e 26% votaram branco ou nulo no segundo turno. A ausência nas urnas disparoualerta para as eleições de outubro, mas pode ser explicada também pela votação fora de época e prazo mais curto de campanha. Trata-se também de um estado com recadastramento total. Segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), dos 147 milhões de eleitores brasileiros, 87 milhões (59%) tinham feito o recadastramento até quinta (2).

biometria será obrigatória em cerca de 2.800 cidades nas eleições deste ano.
Segundo Paulino, a questão do recadastramento já é abordada pelo Datafolha nas pesquisas. O objetivo é saber a real proporção dos que fizeram o registro biométrico e mapear seu perfil socioeconômico. O recadastramento não representa, entretanto, uma dificuldade a mais para os institutos. Pelo contrário, pode facilitar as pesquisas ao atualizar o banco de dados dos eleitores.

No geral, os desafios dos institutos neste ano são maiores. Para Paulino, as trocas de posições dos candidatos nas pesquisas devem acontecer de forma rápida, especialmente a partir do horário eleitoral.Tais oscilações devem se intensificar pela quantidade de informações entregues ao eleitor, que recebe fatos verídicos, mas também fake news.

“Hoje o eleitor toma uma decisão consolidada de voto mais tarde porque ele tem acesso a mais informações”, diz a CEO do Ibope Inteligência, Márcia Cavallari Nunes. Nesse sentido, as técnicas adotadas pelas instituições de pesquisa são determinantes para uma fotografia próxima à realidade. Há proliferação de entrevistas por telefone, que são mais baratas.

Para a Abep (Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa), no entanto, entrevistas que não sejam face a face não são recomendadas, pois “nem sempre retratam com fidelidade a percepção real da maioria dos eleitores”, com amostras não necessariamente balanceadas. O Datafolha é um dos institutos que utiliza o método presencial, além de apresentar ao entrevistado instrumentos que garantem a imparcialidade, como cartões circulares com os nomes dos candidatos -evitando hierarquia.

Ex-presidenta Dilma Rousseff

Ex-presidenta Dilma RousseffFoto: Roberto Stuckert Filho/ PR

Em convenção na periferia de Belo Horizonte, na manhã deste domingo (5), o PT confirmou as candidaturas do governador Fernando Pimentel à reeleição e da ex-presidente Dilma Rousseff ao Senado.

Na ocasião, foi lida uma carta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso em Curitiba após condenação por corrupção e confirmado candidato do PT à Presidência da República no sábado (4).

Num evento marcado por críticas ao PSDB, Lula afirmou que, ao desistir de ser candidato à reeleição, o senador Aécio Neves(PSDB) fugiu do embate com Dilma e lançou um prato novo: o “escondidinho de tucano”.

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“Aécio Neves, que chegou a pedir recontagem de votos após perder em 2014, está lançando um prato novo, meio diferente, que não tem muito a ver com a cozinha mineira nem é muito ecológico: o escondidinho de tucano. O povo mineiro não vai engolir essa receita indigesta nem para presidente, nem para governador, nem para o Senado, nem para deputado federal”, escreveu Lula.

petista disse ainda que Aécio não aceitou a derrota em 2014 e acendeu o pavio do impeachment, o que trouxe de volta a miséria e a mortalidade infantil. “[Ele] achou mais prudente tirar o time de campo para não enfrentar nossa presidenta outra vez nas urnas”, afirmou Lula.

Num palco central, cercado por militantes, apenas Pimentel Dilma tinham cadeiras -outros petistas e aliados não subiram ao palco e não discursaram. O formato da convenção, inspirado em eventos partidários norte-americanos e canadenses, quis evidenciar a proximidade com o povo, em oposição às convenções tradicionais, onde candidatos ficam cercados de outros políticos.

ausência de companhias no palco também evidenciou a falta de alianças de peso na chapa petista, que conta com o apoio de partidos pequenos como o PSDC e o PC do B. A deputada federal Jô Morais (PC do B) foi anunciada candidata, mas pode ocupar o posto de vice ou de postulante Senado dependendo das alianças que o PT pretende atrair ainda neste domingo.

evento foi embalado por jingles e vídeos com as trajetórias de Dilma e Pimentel, além de uma retrospectiva, que exaltou os anos de governo petista no Planalto e atribuiu o impeachment a uma conspiração, associando tucanos ao governo Michel Temer (MDB).

Em seu discurso, Dilma também atacou o PSDB. Em Minas, o partido é o principal adversário de Pimentel, que aparece em segundo nas pesquisas, atrás do senador Antonio Anastasia (PSDB). Anastasia e Aécio governaram o estado, que hoje enfrenta grave crise fiscal, desde 2003 e foram sucedidos pelo petista em 2015.

“Vamos, aqui em Minas, combater esse golpe que tem dois dos principais protagonistas. Um que perdeu a eleição e outro que destruiu o orçamento do estado de Minas e entregou a Pimentel um governo falido”, disse Dilma, referindo-se a Aécio e Anastasia -o segundo foi relator do processo do impeachment no Senado.

Dilma buscou associar sua candidatura à de Lula e Pimentel, afirmando que a eleição do ex-presidente depende do voto nos três. A petista, que lidera as pesquisas ao Senado, quer transferir votos ao governador.

“Eleger Pimentel é muito importante para que possamos eleger também nosso presidente Lula. Aqui vai se travar a luta decisiva, porque, se nós não ganharmos aqui, nós perderemos o Brasil. Esse trio é indissolúvel, ele é necessário ser eleito para que de fato nossa vitória seja completa”, afirmou.

Pimentel adotou o mesmo tom, criticando os tucanos e defendendo a liberdade de Lula ao afirmar que ele foi vítima de armação e de acusações falsas por parte da Polícia Federal e do Ministério Público.

O governador afirmou ainda que grandes obras das gestões tucanas em Minas, como a construção da Cidade Administrativa, nova sede do governo, são inúteis e “um monumento ao desperdício e à arrogância”.

Pimentel atribuiu ao PSDB a responsabilidade pela destruição das finanças do estado, que atrasa salário de servidores e deve repasses a prefeitos.

“Tem problema no governo? Tem. De vez em quando atrasa alguma coisa, mas nós não vamos vender o patrimônio de Minas a preço de banana para fazer ajuste”, disse Pimentel, criticando o pacote de recuperação fiscal proposto pelo governo federal.

Dilma e Pimentel deixaram o evento, que durou pouco mais de uma hora, sem dar entrevistas à imprensa. Durante a pré-campanha, a dupla petista, ao contrário dos adversários, apareceu em poucos eventos e evitou a exposição na mídia.

   Coligações

Com o cenário ainda indefinido em Minas no último dia de prazo para confirmação de coligações junto à Justiça Eleitoral, o PT e outros partidos marcaram reuniões para a tarde de domingo com o objetivo de acertar alianças.

Os petistas conversam com MDB, PV, PR e PSB. O PSB retirou a candidatura de Márcio Lacerda ao governo de Minas em um acordo para beneficiar o PT e isolar o presidenciável Ciro Gomes (PDT).

Lacerda, porém, briga na Justiça pela candidatura e busca manter as alianças com PDT, Pros, MDB, PV e Podemos. Rodrigo Pacheco(DEM) formalizou coligação com mais cinco partidos, enquanto Anastasia, com maior tempo de TV até agora, tem ao seu lado sete siglas, além do PSDB.

Do blog de Jamildo

O deputado federal e presidente estadual do Partido da República (PR), Sebastião Oliveira, comandou, na manhã deste domingo, a Convenção que confirmou a presença da sigla no projeto da Frente Popular de Pernambuco.

Sebastião Oliveira explicou que os 15 candidatos a deputado estadual do PR coligarão com o Partido Progressista.

Já os sete candidatos que buscam vaga para a Câmara Federal integrarão o chapão que apoia a reeleição do governador Paulo Câmara e as candidaturas ao Senado de Jarbas Vasconcelos e Humberto Costa.

“O Governo Federal tem quatro convênios com Pernambuco, sendo três deles firmados com o Ministérios dos Transportes, que é comandado pelo PR. As obras BR-101 e da BR-104 junto com a do Aeroporto de Serra Talhada são de fundamental importância para o desenvolvimento do Estado”, disse Sebastião Oliveira sobre a relevância da continuidade do PR neste projeto que tem o governador Paulo Câmara à frente.

“Se o governador não fez o que queria, fez mais do que podia, diante de uma das maiores crises econômicas que o Brasil já passou”, afirmou Sebastião Oliveira.

Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press

Do Diário de Pernambuco

O governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), oficializou sua candidatura à reeleição, neste domingo, dia 5, na convenção do partido realizada em um clube da zona oeste do Recife. No evento, com direito a orquestra de frevo e clima de Carnaval fora de época, também foi confirmada a presidente nacional do PCdoB, Luciana Santos, como candidata a vice-governadora no lugar de Raul Henry, do MDB, que tentará um vaga na Câmara.

O deputado federal Jarbas Vasconcelos (MDB) e o senador Humberto Costa (PT) completam a chapa concorrendo ao Senado.

Quatro anos depois de ser lançado pelo ex-governador do Estado Eduardo Campos (PSB) – morto em um acidente aéreo durante a campanha daquele ano, com uma base de 21 partidos, Câmara chega à sua segunda eleição com o apoio de 12 legendas. “Ainda estamos conversando com o PROS e com o PDT para aumentar a chapa. Quanto mais gente conosco, melhor. Doutor Arraes dizia que o que ‘os políticos separam e o povo junta’”, afirmou o presidente do PSB em Pernambuco, Sileno Guedes.

No últimos meses, Câmara, que é vice-presidente nacional do PSB, trabalhou nos bastidores para levar o partido a fechar uma aliança nacional com o PT. Sem conseguir conversar com os correligionários, principalmente de Minas Gerais, São Paulo e Distrito Federal, o governador costurou um acordo que garantisse a neutralidade do partido, em troca da retirada da candidatura de Márcio Lacerda (PSB) ao governo mineiro e a da vereadora do Recife Marília Arraes (PT) da disputa em Pernambuco. De quebra, os petistas conseguiram isolar Ciro Gomes (PDT).

Ex-aliados dizem que Câmara não foi capaz de dialogar com a base ao dar prioridade à coligação com o PT, com quem tinha rompido em 2013 e confirmando o posicionamento adversário em 2016, quando ajudou na articulação pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) e, em seguida, ingressou na base do governo Michel Temer.

Além da base mais enxuta, o governador vai enfrentar uma rejeição bem maior do que a de Campos, além de cobranças, sobretudo nas áreas de segurança pública e saúde. A oposição acusa o governador de ter falido o Pacto pela Vida, principal programa de combate à violência deixado por Campos, e calcula que Câmara não cumpriu 70% das promessas feitas na campanha de 2014.

Chapa terá Isabella de Roldão na vice e Silvio Costa (Avante) e Jayme Asfora (PROS) para o Senado

No último dia do prazo de convenções, os diretórios estaduais do PROS, Avante e PDT em Pernambuco decidiram compor uma nova chapa majoritária na tentativa de formar uma terceira via na disputa estadual.

O candidato a governador será o advogado e secretário da Organização dos Estados Americanos (OEA), Maurício Rands (PROS). Na vice, Isabella de Roldão (PDT), que já foi vereadora do Recife.

A chapa para o Senado será composta por Jaime Asfora (PROS) e Silvio Costa (Avante). A princípio, cogitava-se nos bastidores a participação também da Rede, mas o partido pretende manter a candidatura de Júlio Lóssio a governador.

Segundo a Agência Estado, a vereadora do Recife, Marília Arraes (PT), que teve a candidatura retirada pelo partido, daria apoio ao bloco. A informação não foi confirmada pela vereadora.

Pela manhã, Tulio Gadêlha, que deve concorrer a deputado federal pelo PDT, disse que com a saída de Marília da disputa pelo governo, “se faz necessário a criação de um grupo no campo da centro-esquerda” para tentar romper a polarização entre Paulo Câmara (PSB), que tenta a reeleição, e Armando Monteiro Neto (PTB).

Em nota oficial, os nomes que apoiavam a candidatura própria de Marília Arraes confirmaram que o projeto da vereadora do Recife é concorrer a um mandato de Deputada Federal.

“A determinação do Diretório Nacional do PT que retirou a indicação de Marília Arraes como candidata a governadora, feita em nosso encontro estadual, e encaminhou a coligação com o PSB em nosso Estado atropelou o desejo de nossas bases de ter uma candidatura própria, que representasse legitimamente a defesa do presidente Lula, o projeto de resgate do Estado Democrático de Direito e a retomada dos direitos usurpados pelos golpistas. O PT é um partido de massas e de luta”.

E segue:  “de forma coletiva e consciente, decidimos seguir juntos nesta próxima batalha. O lançamento do nome da companheira Marília Arraes para a disputa à Câmara Federal é feito coletivamente. Por vários companheiras e companheiros que também estarão nesta batalha eleitoral”, informam.

“Marília Arraes seguirá candidata a deputada federal pelo Partido dos Trabalhadores, liderando a defesa de Lula, a luta dos trabalhadores e trabalhadoras e desse campo político que reúne os nossos melhores sonhos de mudar o rumo de Pernambuco e trazer de volta o Brasil mais Feliz”, conclui a nota.

Assinam o documento Glaucus Lima, Edmilson Menezes, Múcio Magalhães, Sheila Oliveira, Ivete Caetano, Verones Carvalho,Luciano Duque, Teresa Leitão, Fernando Ferro, Carlos Veras, Liana Cirne,  Flavia Hellen, -Daniel Finizola, João Alfredo, Emidio Vasconcelos, Ernesto Maia,  Cristina Costa, Sylvia Siqueira Campos,  Sinesio Rodrigues, Felipe Rodrigues, Maricleiton Silva e Ricardo Andrade.

Outra informação é de que  os candidatos petistas decidiram disputar sozinhos as eleições proporcionais, sem coligação com partidos como o PSB.

“Nesta decisão não cabe intervenção da executiva nacional. Mesmo que o PT esteja oficialmente ligado à campanha de Paulo, só Humberto Costa deve acompanhar o PSB”, afirmam.

“Marília Arraes, que disputará uma vaga de Deputada Federal, vai liderar esse processo e a defesa de Lula, que certamente terá mais legitimidade que o palanque que o PT nacional escolheu”, concluem.

Funase

FunaseFoto: Aguinaldo lima/arquivo folha

As inscrições para participar da seleção pública simplificada da Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase) se encerram neste domingo (5). Os interessados devem se inscrever pelo site do Instituto de Desenvolvimento Institucional Brasileiro (Idib), banca organizadora da seleção, e pagar uma taxa de R$ 31,90 até a próxima segunda (6).

São ofertadas 496 vagas para agentes socioeducativos, que trabalharão em unidades da instituição na Região Metropolitana do Recife. O salário é de R$ 1.584,00 e escalas de trabalho de 24 horas de serviço por 72 horas de descanso. Do total de vagas, 5% (25) serão reservadas para pessoas com deficiência, que devem enviar declaração comprobatória até a próxima quarta-feira (8).

Para participar, é necessário ter o ensino médio completo. A seleção será feita por meio da análise de experiência profissional e de títulos, sendo 100 a pontuação máxima. A escolha dos profissionais terá como prioridade quem tem o ensino superior completo em qualquer área do conhecimento, quem tiver feito cursos na área de Socioeducação e tiver experiências profissionais anteriores nas áreas de Adolescência e Juventude e de Educação Social, com trabalhos em Centros de Referência de Assistência Social (Cras), Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas) e abrigos.

Entre as funções que competem aos agentes socioeducativos, estão a recepção dos socioeducandos nas unidades, a garantia da integridade física, psicológica e moral deles, o zelo pela disciplina e o acompanhamento e custódia dos adolescentes em consultas médicas, audiências e visitas domiciliares. O edital da seleção está disponível no site da Idib. O resultado final será divulgado em 6 de setembro, de acordo com o edital.

Ministro Dias Toffoli

Ministro Dias ToffoliFoto: Agência Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffolidecidiu nesta sexta (3) não analisar pedido feito pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que a ação penal sobre o sítio em Atibaia (SP) seja retirada da relatoria do juiz federal Sergio Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba.

Na decisão, os advogados pediram que o ministro reconsiderasse sua decisão que negou o mesmo pedido no dia 3 de maio. Ao analisar novamente a questão, Toffoli entendeu que a defesa perdeu prazo de 15 dias para questionar a liminar.

Antes da decisão do ministro, a procuradora-geral da República (PGR), Raquel Dodge, enviou parecer ao Supremo para defender a competência de Moro para julgar o caso.

Segundo a procuradora, o caso deve continuar sob o comando do Moro por se tratar das suspeitas de que as benfeitorias feitas na propriedade foram financiadas pelas empreiteiras OAS e Odebrecht com recursos desviados da Petrobras. Para a procuradora, as suspeitas estão inseridas nas investigações da Operação Lava Jato.

Segundo os investigadores, as reformas no sítio começaram após a compra da propriedade pelos empresários Fernando Bittar e Jonas Suassuna, amigos de Lula, quando “foram elaborados os primeiros desenhos arquitetônicos para acomodar as necessidades da família do ex-presidente”.

Obras no sítio
No laudo elaborado pela Polícia Federal, em 2016, os peritos citam as obras que foram realizadas, entre elas a de uma cozinha avaliada em R$ 252 mil. A estimativa é de que tenha sido gasto um valor de cerca de R$ 1,7 milhão, somando a compra do sítio (R$ 1,1 milhão) e a reforma (R$ 544,8 mil).

defesa de Lula sustenta que a propriedade era frequentada pela família do ex-presidente, mas ele não é proprietário do sítio.

Lula está preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba desde o dia 7 de abril, por determinação do juiz Sérgio Moro, que ordenou a execução provisória da pena de 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro em outro processo, o caso do tríplex em Guarujá (SP). A prisão foi executada com base na decisão do STF que autorizou prisões após o fim dos recursos na segunda instância da Justiça.

Na programação da tradicional festividade do agreste pernambucano, shows gratuitos, Feira da Avicultura e suas irreverentes competições

Na programação da tradicional festividade do agreste pernambucano, shows gratuitos, Feira da Avicultura e suas irreverentes competiçõesFoto: Divulgação

Ainda em clima de Copa do Mundo, a tradicional Corrida da Galinha, realizada em São Bento do Una, chega a sua 21ª edição com várias novidades que poderão ser vistas pelo público. Entre elas, a corrida do ovo no saco, o “beiseovo”, uma nova modalidade de beisebol no galinhódromo, a escolha do Príncipe dos Frangos, versão masculina da musa do poleiro e até o VAR, tão conhecido no mundial da Rússia.

Tentando reproduzir o que aconteceu nos jogos da Copa, os participantes terão o novo recurso do árbitro de vídeo para questionar aos organizadores da corrida se o oponente queimou a largada ou quem foi o primeiro a ultrapassar a linha de chegada.

O bom  humor segue nas premiações. O último colocado recebe como consolação uma panela de barro com condimentos. Os primeiros colocados nas categorias Galo Campeão e Galinha Campeão recebem a medalha de ouro do primeiro lugar, R$ 1500 e um “milhão” (que fique claro, um milho bem grande).

O evento que teve inicio na última quarta (1) e segue até o próximo domingo (5), chega com o tema: “No terreiro dos embargos dos embargos, o galo nega ser ladrão de galinha”.  A Corrida da Galinha que é realizada em uma pista de circuito fechado, conhecida como Galinhódromo, conta com uma arena de capacidade para 5 mil pessoas.

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E para entrar no clima da festa, o público pode dançar ao som de muito forró. Na programação cultural, shows gratuitos dos cantores Xand Avião e Gabriel Diniz, além da banda Asas da América. Atividades culturais, exposição de artesenato e a Feira de Avicultura do Nordeste também faz parte da grade cultural.

Serviço:
Entrada Gratuita
Onde: Parque de Exposições Eládio Porfírio de Macedo- São Bento do Una

Eduardo Jorge

Eduardo JorgeFoto: Reprodução/Facebook

Com discurso de que se trata de uma aliança programática, o acordo firmado entre a Rede e o PV para tentar chegar ao Planalto esbarra em diferenças de posições sobre costumes e histórico de rusgas entre vice e candidata.

Oficializado nesta quinta-feira (2) como vice da pré-candidata da Rede, Marina Silva, o médico Eduardo Jorge (PV) diverge de sua cabeça de chapa em posições como a descriminalização doaborto e da maconha, e já criticou a saída de Marina do PV e a criação da Rede.

“Deixar de considerar criminosas entre 700 e 800 mil mulheres que fazem aborto por ano é acabar com uma lei medieval em pleno século 21. É uma coisa inacreditável que o Brasil tenha uma lei machista e cruel como essa para punir mulheres que, por algum motivo, se submetem ao risco de procedimentos clandestinos“, afirmou ao jornal O Globo o então candidato verde ao Planalto, em 2014.

Marina, que é evangélica, é contra a descriminalização. A pré-candidata costuma dizer que qualquer mudança na lei atual -que permite o aborto em casos de estupro, anencefalia e risco de vida para a mãe- deve ser feita mediante um plebiscito.

Pesquisa Datafolha de janeiro mostrou que 57% dos brasileiros acreditam que a mulher deve ser punida e ir para a cadeia caso interrompa voluntariamente uma gravidez. “Por que alguém vai querer que, se 57% são contra, só 513 decidam?”, afirmou ela, questionada pela Folha de S.Paulo na quinta (2) se propor um plebiscito não é o mesmo que dizer que não mexerá nas regras atuais.

Em outro aspecto, o programa de governo de 2014 do agora vice defendia ainda a “imediata legalização” da maconha como ferramenta no combate ao tráfico de drogas e deixava clara sua posição de apoio ao casamento de pessoas do mesmo sexo, à adoção de crianças por casais homoafetivos e à criminalização da homofobia.

Do outro lado, a presidenciável foi criticada em 2014 por retirar de seu programa trechos que tratavam de questões LGBT, entre elas a promessa de articular a aprovação de leis que regulamentem o casamento gay e a criminalização da homofobia. O recuo levou a baixas na campanha da então pessebista, com a saída do secretário nacional do comitê LGBT do PSB, Luciano Freitas.

A presença de um defensor da legalização do aborto na chapa de Marina repercutiu mal entre o eleitorado evangélico. Nesta sexta-feira (3), um site de notícias gospel avaliava: “A escolha de Jorge colocará a presidenciável ainda mais distante da comunidade evangélica, por conta da defesa de pautas contrárias aos valores cristãos”.

“Todo mundo sabe o que eu penso”, disse Eduardo Jorge à Folha nesta quinta-feira (2), após sua confirmação na chapa. “Minhas posições são claras. Estão no meu programa de governo de 2014 [quando concorreu à Presidência da República].”

Eduardo afirmou que eventuais divergências não prejudicam sua relação com Marina e que opiniões dela poderão prevalecer na candidatura. “É uma coligação em que ela é a cabeça de chapa. Nesses pontos em que há divergências, a gente respeita as posições da candidata”, disse o vice.

O desenvolvimento sustentável é citado por ambos os partidos como ponto de convergência. Segundo o ex-presidenciável, há uma “concordância programática de 90%” entre os dois. “As nossas chances de desafinar são mínimas.”

No entorno da ex-senadora, as desavenças também são minimizadas. A Rede diz que acolhe a diversidade internamente e que visões divergentes convivem na legenda.

“O Eduardo Jorge não chega para trazer problemas. É uma pessoa que tem visões que estão dentro do nosso campo ético”, disse Jane Vilas Bôas, coordenadora de comunicação da sigla.

Segundo ela, a Rede tem outras pessoas que defendem as mesmas bandeiras do aliado. “Marina espera respeito ao pensamento dela e ela respeita o pensamento que não é o dela”, afirmou Jane.

Crítica
A relação entre Marina e Eduardo, porém, não foi sempre afinada. Correligionários na primeira disputa em 2010 e adversários em 2014, já trocaram farpas.

Em um debate na Band, na eleição passada, Eduardo chamou Marina de “magrinha”, instigando uma resposta da concorrente, que gravou um vídeo em que nega ser “magrinha ou fraquinha”.

Depois, o médico afirmou que se tratava de um elogio: “Eu fiz um elogio. A gente defende uma auditoria muito severa na dívida pública, que está oprimindo o nosso orçamento. Depois de examiná-la, ela vai ter outro peso, vai sair magrinha como a Marina e como eu. Talvez ela não tenha entendido”, disse, em atividade de campanha à época.

Em outro momento, à Folha de S.Paulo, ele criticou a saída da ex-senadora do PV e a criação da Rede Sustentabilidade. A sigla, à época, ainda não havia sido homologada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

“Eu acho que nunca tem bom futuro um partido à imagem e semelhança de uma pessoa”, disse. “A presença dela no PV ia ampliar bastante o partido, é preciso paciência”, afirmou, culpando um entorno “antipolítico” da candidata.

Por outro lado, Marina também não poupou o PV quando deixou a legenda e chegou a criticar o que chamou de “apetite do partido” por cargos. “Quatro ministérios pro PV… Caramba! Do jeito que tem gente aí, basta pensar num conselho de estatal, já estaria muito bom. Certo? Tem esse tipo de mentalidade”, ironizou ela em reunião, após oferta da campanha do então presidenciável José Serra (PSDB) de ceder quatro pastas ao partido em troca de apoio no segundo turno.

Manuela D’Avila

Manuela D’AvilaFoto: Evaristo Sa / AFP

O ex-presidente Lula contrariou sua assessoria jurídica e determinou que o PT não indique neste sábado (4) Manuela D’Ávila (PC do B) como vice de sua chapa ao Planalto. Durante reunião com a cúpula petista, na tarde desta sexta-feira (3), a presidente do partido, Gleisi Hoffmann (PR), foi convocada por Lula para ir a Curitiba, onde ele está preso há quatro meses, para receber as orientações sobre a oficialização da chapa do PTna sucessão de Michel Temer.

Embora o partido tivesse manifestado desejo de indicar Manuela D’Ávila como vice de Lula já neste sábado (4), para seguir a recomendação da lei eleitoral, o ex-presidente decidiu brecar as negociações.

Na saída da Superintendência da Polícia Federal, Gleisi anunciou que o PT não iria indicar um vice na chapa neste momento. “Não tivemos jurisprudência que mude a regra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no prazo para apresentação da vice. Vamos encaminhar junto à executiva nacional”, afirmou.

Até o último minuto do encontro, advogados de Lula tentavam acionar Gleisi por telefone para dizer que o mais prudente era seguir a legislação, que determina que a oficialização da chapa deve ser feita até 24 horas após o fim do prazo das convenções partidárias, em 5 de agosto.

Mais cedo, emissários de Lula consultaram dirigentes do PCdoB sobre a hipótese de Manuela desistir da candidatura própria ao Planalto e esperar até 15 de agosto, prazo final para o registro das candidaturas, para ser oficializada vice na chapa do PT. Líderes da sigla aliada, porém, consideraram a proposta “constrangedora”.

Diante da negativa, Gleisi viajou ao lado de Fernando Haddad, cotado como plano B caso Lula seja impedido de concorrer em outubro, para levar ao ex-presidente a proposta de indicação de Manuela já durante a convenção do partido, no sábado, mas ouviu o não como resposta.

Petistas que ficaram em São Paulo disseram que havia “certa insegurança” quanto à reação de Lula com a proposta. O ex-presidente rechaçava qualquer ideia de indicar vice antes do dia 15 de agosto, para evitar especulações sobre opções à sua candidatura.

A ideia ecoada por Gleisi é de que a decisão sobre vice será delegada à executiva nacional do partido que, em 14 de agosto, bateria o martelo, para o registro no dia 15. Não há consenso entre os advogados e dirigentes do PT sobre como se dará o processo a partir de então na Justiça Eleitoral.

Lotofácil

                                          Lotofácil Foto: Benira Maia/FolhaPE

Um apostador acertou as 15 dezenas do concurso 1.697 da Lotofácil. O bilhete de São José do Rio Preto (SP) vai render ao ganhador o prêmio de R$ 2.058.401,06. Os números sorteados nesta sexta-feira (3), em Catalão (GO), foram os seguintes: 03, 04, 06, 07, 10, 13, 17, 18, 19, 20, 21, 22, 23, 24 e 25. O prêmio estimado para o próximo sorteio, no dia 6, é de R$ 2 milhões.

Confira o rateio oficial:
15 acertos – 1 aposta ganhadora, R$ 2.058.401,06
14 acertos – 360 apostas ganhadoras, R$ 1.759,32
13 acertos – 13785 apostas ganhadoras, R$ 20,00

12 acertos – 171141 apostas ganhadoras, R$ 8,00
11 acertos – 1011833 apostas ganhadoras, R$ 4,00

Quina
Nenhum apostador acertou as cinco dezenas do concurso 4.741 da Quina. Os números sorteados nesta sexta-feira (3), em Catalão (GO), foram os seguintes: 03, 11, 17, 31 e 56. O prêmio estimado para o próximo sorteio, no dia 4, é de R$ 10,5 milhões.

Confira o rateio oficial:
Quina – 5 números acertados – Não houve acertador
Quadra – 4 números acertados – 203 apostas ganhadoras, R$ 3.754,06
Terno – 3 números acertados – 15268 apostas ganhadoras, R$ 75,05
Duque – 2 números acertados – 302020 apostas ganhadoras, R$ 2,08

Lotomania
Nenhum apostador acertou as 20 dezenas do concurso 1.889 da Lotomania. Os números sorteados nesta sexta-feira (3), em São Paulo, foram os seguintes: 09, 13, 14, 18, 29, 34, 44, 46, 47, 51, 52, 55, 58, 67, 77, 79, 81, 82, 83 e 93. O prêmio estimado para o próximo sorteio, no dia 7, é de R$ 6,4 milhões.

Confira o rateio oficial:
20 números acertados – Não houve acertador
19 números acertados – 9 apostas ganhadoras, R$ 34.622,32
18 números acertados – 164 apostas ganhadoras, R$ 1.696,43
17 números acertados – 1514 apostas ganhadoras, R$ 128,63
16 números acertados – 9198 apostas ganhadoras, R$ 21,17
15 números acertados – 38777 apostas ganhadoras, R$ 5,02
0 acertos – Não houve acertador