Júnior Cavalcanti

Coronel Carlos Alves ofende ministros do STF em vídeo

Coronel Carlos Alves ofende ministros do STF em vídeoFoto: Reprodução/YouTube

coronel da reserva que ameaçou a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Rosa Weber, usará tornozeleira eletrônica e está impedido de ir a Brasília, segundo informações da Polícia Federal.

Em um vídeo divulgado nas redes sociais, Carlos Alves chama a ministra de “salafrária, corrupta e incompetente” por ela ter se reunido com representantes de partidos políticos que solicitaram uma investigação sobre reportagem da Folha de S.Paulo.

A reportagem revelou que empresas que apoiam o candidato Jair Bolsonaro (PSL) pagaram pelo impulsionamento de mensagens anti-PT no aplicativo de mensagens Whatsapp durante as eleições.

Na gravação, o coronel da reserva fala, se dirigindo à ministra Rosa Weber, que ela “não se atreva” a dar seguimento à ação da campanha do PT contra Bolsonaro.

Em nota, a PF disse que cumpriu nesta tarde de sexta (26) um mandado de busca e apreensão. Computadores e aparelhos celulares foram recolhidos.

A Justiça do Rio de Janeiro determinou ainda que o investigado seja proibido de andar armado ou de possuir arma em casa e que se mantenha distante de ministros do Supremo Tribunal Federal, do TSE e também de Raul Jungmann (Segurança Pública).

Ainda de acordo com o texto divulgado pela polícia, o coronel poderá responder pelos crimes de difamação, injúria, constrangimento ilegal, ameaça, além de crimes previstos na Lei de Segurança Nacional.

Fernando Haddad (PT), em coletiva de imprensa em São Paulo, nesta quinta (25)

Fernando Haddad (PT), em coletiva de imprensa em São Paulo, nesta quinta (25)Foto: Reprodução/Facebook

O ministro Jorge Mussi, corregedor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), decidiu dar seguimento a uma ação da campanha de Jair Bolsonaro (PSL) contra Fernando Haddad (PT). A informação foi publicada pelo site Uol. Assim, a campanha de Bolsonaro pede que Haddad e sua vice, Manuela D’Ávila (PCdoB), sejam declarados inelegíveis por oito anos. A ação terá de ser julgada pelo TSE, mas ainda não há data prevista.

O deputado acusa Haddad de campanha irregular por abuso de poder político praticado pelo governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB). A campanha de Bolsonaro afirma que Coutinhoutilizou jornal vinculado a órgão da administração do estado para publicar reportagens favoráveis a Haddad, além de ter utilizado na campanha a estrutura da Universidade Estadual da Paraíba e de ter coagido servidores públicos a votar no candidato do PT

Ao dar seguimento a ação, o ministro notificou a campanha de Haddad e Manuela para apresentar defesa. O ministro ainda fará uma segunda análise sobre se há elementos para o prosseguimento ou não do processo. 

Universidade de Fortaleza (Unifor)

               Universidade de Fortaleza (Unifor)Foto: Reprodução/Unifor

Polícia Civil do Ceará investiga o estupro de uma estudante universitária de 33 anos, nesta quinta-feira (25), no entorno do campus da Universidade de Fortaleza (Unifor). O crime teria sido motivado por suposta intolerância política.

Na manhã desta sexta-feira (26), estudantes da Unifor, que é uma entidade privada, realizaram protesto em frente à faculdade. A avenida Washington Soares foi fechada pelos manifestantes que entoaram palavras de ordem contra acandidatura de Jair Bolsonaro (PSL).

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública do Ceará informou que o caso está sendo investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher de Fortaleza. Os detalhes do caso foram mantidos em sigilo para não atrapalhar as investigações em curso.

“A mulher foi encaminhada para realização de exame de corpo de delito, na sede da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) e, em seguida, conduzida para uma unidade de saúde para ser medicada”, diz a Polícia Civil.

Em nota, a Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil – Ceará (OAB-CE) comunicou que aparentemente o crime aconteceu por “motivações políticas”.”A aluna já havia comunicado as ameaças que sofria há vários dias às autoridades competentes, mas infelizmente a ameaça se concretizou”, diz a texto. 

A instituição alegou que é repugnante o nível em que o país chegou nessas eleições. “É preocupante o empoderamento de grupos que repercutem o discurso de ódio.”
Também por meio de nota, a Universidade de Fortaleza diz repudiar qualquer ato de violência.

“A Unifor está tomando as medidas cabíveis junto às autoridades competentes e coloca a sua estrutura de apoio jurídico e psicológico para acompanhamento, mesmo que o assunto em voga não tenha ocorrido no campus.”

Ministro da Educação Rossieli Soares

Ministro da Educação Rossieli SoaresFoto: José Cruz / Agência Brasil

Ministério da Educação (MEC) do governo Michel Temer abriu mão de comentar as ações da polícia e da Justiça Eleitoral em universidades, a maioria federal e ligada diretamente à pasta. 

Os episódios causaram diversas reações negativas de órgãos como a Procuradoria-Geral da República, o Ministério Público Federal e a Defensoria Pública da União, além de serem rechaçados por ministros do Supremo Tribunal Federal.

Já o MEC preferiu deixar o assunto com as universidades. Em nota, a pasta comandada pelo ministro Rossieli Soares da Silva afirma que as universidades são autônomas e respondem a todos os órgãos de fiscalização e controle como qualquer outro órgão federal. 

“Por conta disso, as instituições possuem consultoria jurídica própria. Desta forma, o MEC não tem como comentar algo que compete à gestão das universidades e que recebe atuação de outros órgãos fiscalizadores também autônomos.”

Há registro de operações em ao menos 15 universidades pelo país, sempre sob o pretexto de que haveria campanha política. Especialistas afirmam que as ações em universidades atacam liberdade de expressão. 

O presidente do STF, Dias Toffoli, elaborou nota em defesa da “autonomia e a independência das universidades brasileiras”. A presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministra Rosa Weber, falou em “eventuais excessos” nas operações. Entidades acadêmicas e universidades, como a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), posicionaram-se contrariamente.

Houve nos últimos dias casos de interrupções de palestras sobre o fascismo, exigência de supressão de nota do site de universidade e até a retirada de bandeiras com a inscrição “antifascistas”. No Pará, policiais entraram armados num campus universitário e ameaçaram prender um professor após ele ter feito menção à produção de fake news.

Jair Bolsonaro

                     Jair Bolsonaro Foto: Tania Rego/Agencia Brasil

Os advogados do candidato à presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) entregaram nesta quarta (24) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) defesa na ação em que o PT pediuinvestigação de suspeitas de uso de sistemas de envio demensagens em massa na plataforma WhatsApp custeados por empresas.

Na defesa, os advogados sustentaram que a campanha de Bolsonaro não precisa pagar por apoio e pediram oarquivamento da ação. Para a defesa, o candidato obteve apoio independente e espontâneo na internet. A defesa também sustentou que a denúncia foi feita com objetivo de desconstruir a imagem de Bolsonaro.

“Não basta a alegação vazia de suposta prática de atos alheios ao conhecimento dos candidatos representados para configuração de abuso de poder econômico. Deve-se demonstrar, de forma inconteste, e não apenas superficial, como fizeram os ora investigantes, que houve, de fato, benefício eleitoral e a gravidade da conduta”, argumentou a defesa.

Na semana passada, o jornal Folha de S. Paulo publicou reportagem segundo a qual empresas de marketing digital custeadas por empresários estariam disseminando conteúdo em milhares de grupos do aplicativo.

Ao abrir a ação contra a campanha de Bolsonaro, o ministro Jorge Mussi rejeitou, no entanto, pedido de diligências feito pelo PT, como quebra de sigilo bancário, telefônico e de prisão dos supostos envolvidos, por entender que as justificativas estão baseadas em notícias de jornal e não podem ser decididas liminarmente.

Haddad (PT) e Bolsonaro (PSL) adotam formas diferentes de lidar com os eleitores e a opinião pública

Haddad (PT) e Bolsonaro (PSL) adotam formas diferentes de lidar com os eleitores e a opinião públicaFoto: Nelson Almeida/AFP

Um dos temas que lidera a preocupação dos brasileiros e figura entre os mais citados como um dos piores pontos na avaliação do atual governo, de acordo com pesquisas realizadas pelo Datafolha e Ibope, ainda no primeiro turno, a Saúde Públicaparece ter ficado de lado dos discursos e entrevistas dos candidatos à Presidência da República Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL) neste segundo turno.

Para o cientista político Antonio Lucena, a ausência de propostas, na segunda fase da disputa, é uma estratégia dos candidatos. Segundo ele, “as pessoas querem frases de efeitos” e “a polarização muito grande do debate entre o petismo e o antipetismo” é o que tem dominado a agenda”. No entanto, as propostas existem e, para o cientista político, são “muito vagas”.

Em suas plataformas, apesar de apresentarem muitas discordâncias, neste quesito, os presidenciáveis apresentam algumas ideias semelhantes, como a adoção de um prontuário eletrônico que permita reunir o histórico do paciente, incluindo consultas realizadas, medicamentos prescritos e resultados de exames e soluções para a regionalização dos serviços de saúde.

Entretanto, os candidatos divergem sobre os recursos para a área. No seu programa de governo, Bolsonaro pontua que “abandonando qualquer questão ideológica, chega-se facilmente à conclusão de que a população brasileira deveria ter um atendimento melhor, tendo em vista o montante de recursos destinado à saúde”. Para ele, “é possível muito mais com os atuais recursos”.

Já Haddad defende que o “Brasil precisa enfrentar a queda proporcional das despesas federais de saúde em relação aos gastos públicos totais da área, assim como criar condições para ampliação do gasto federal em saúde em relação ao PIB”. Para o petista, de acordo com o seu plano de governo, o País deve “aumentar progressivamente o investimento público em saúde, de modo a atingir a meta de 6% em relação ao PIB”.

O diretor da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Pernambuco, Sinval Brandão, ressalta que a expectativa da comunidade científica e da Fundação é a de que o novo presidente “mantenha os investimento necessários” para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) que, segundo ele, “ultimamente tem indicado fragilidades na atenção à população” e que, “ganhe quem ganhar”, tenha esse cuidado de fortalecer as áreas que precisam ser fortalecidas da questão primária e do atendimento de maior complexidade.

O diretor também pontua que espera-se que os recursos na área de Ciência e Tecnologia sejam recuperados. “Nos últimos quatro ou cinco anos, a gente teve uma diminuição de recursos governamentais para a ciência e tecnologia. Então, a expectativa da comunidade científica e nós, da Fiocruz em particular, é que temos a melhor expectativa do governo que for assumir, recupere essas fatias orçamentárias que nós tínhamos nesse período anterior, que representa em torno de 2% do PIB em investimento em ciência e tecnologia.”

Programa

Entre as sugestões de Bolsonaro está a criação da carreira de Médico de Estado, para atender às áreas remotas e carentes do Brasil – demanda antiga da classe médica e defendida fortemente por entidades como o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Médica Brasileira (AMB). O militar da reserva também exemplifica, em seu plano de governo, que a prevenção da saúdebucal e o bem estar das gestantes representa significativa redução de prematuros e promete estabelecer nos programas neonatais em todo o país.

Já Haddad reforça o compromisso com o SUS e sua implantação total para assegurar a universalização do direito à saúde. Ele também defende a regionalização dos serviços de saúde que “deve se pautar pela gestão da saúde interfederativa, racionalizando recursos financeiros e compartilhando a responsabilidade com o cuidado em saúde”. Além disso, o partido propõe explorar ao máximo a potencialidade econômica e tecnológica do complexo industrial da saúde, de forma a atender as necessidades e especificidades do setor, reduzindo custos e aumentando eficiência.

Outro ponto antagônico nas plataformas é o programa Mais Médicos. Enquanto Haddad promete retomar e ampliar o programa, Bolsonaro defende alterações. Para o capitão reformado, os médicos podem atuar no País, “caso sejam aprovados no Revalida (Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior Estrangeira)”, e as famílias poderão imigrar para o Brasil. 

Fernando Haddad

                                Fernando HaddadFoto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A pesquisa Ibope, mostrando aumento da rejeição do presidenciável Jair Bolsonaro, do PSL, (de 35% para 40%) e diminuição da aversão do eleitorado de Fernando Haddad, do PT, (de 47% para 41%), trouxe um gás extra para a visita do postulante petista a Pernambuco, nesta quinta-feira. Na reta final, o ex-ministro da Educação vai mirar o eleitor do Nordeste e da periferia para tentar conquistar votos na derradeira semana de campanha. Apesar da concentração de esforços, a leitura nos bastidores é que a vantagem conquistada pelo capitão do Exército ainda é ampla, o que torna a missão bastante penosa para o ex-prefeito de São Paulo.

Ainda assim, a estratégia de virar o cenário desfavorável é mantida no discurso do ex-ministro, que tem desembarque previsto em Pernambuco às 16h. Ele concederá uma coletiva de imprensa e realizará um grande ato político na praça do Carmo, no Centro do Recife. O local tem o simbolismo de ter sido palco de diversos pronunciamentos do ex-presidente Lula (PT) em campanhas passadas. Sexta-feira, Fernando Haddad seguirá para eventos partidários na Paraíba e Bahia. Após o périplo pela região, a ideia é encerrar a campanha presidencial em São Paulo.

Na quarta-feira, Fernando Haddad disse que recebeu com entusiasmo o resultado da última pesquisa eleitoral do Ibope, divulgada na noite de terça. Na estimativa das intenções de voto, o instituto de pesquisa captou uma variação negativa de 2 pontos percentuais para Jair Bolsonaro (PSL), de 59% para 57%, e um movimento inverso para Haddad, de 41% para 43%. “(Recebi o resultado da pesquisa) com entusiasmo. Tem muita coisa em jogo no Brasil, e as pessoas começam a acordar”, afirmou, ao citar as manifestações de apoio.

A expectativa nos bastidores do PT é que polêmicas envolvendo o rival – como o declaração do seu filho e deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL) sobre fechar o Supremo Tribunal Federal (STF) – leve o eleitorado mais moderado a repensar o seu voto. Apesar da busca por apoios, nos bastidores, a avaliação da campanha petista é de que dificilmente Haddad conseguirá reverter o cenário desfavorável em tão pouco tempo.

Críticas

Fernando Haddad chamou o adversário, Jair Bolsonaro, de coitado na noite de quarta-feira. Durante ato no Largo do Batata, Haddadcomentou recente declaração do capitão reformado de que negros, homossexuais e mulheres deveriam parar de se fazer de coitados. “Coitado é ele”, disse Haddad, chamando Bolsonaro de deputado improdutivo.

Dizendo que em 28 anos de parlamento Bolsonaro nada fez além de vomitar ódio, Haddad afirmou que o capitão reformado está a “duas entrevistas da derrota”.

Em entrevista à CBN do Rio de Janeiro, quarta-feira, Fernando Haddad endureceu o tom em relação ao adversário Jair Bolsonaro. O petista chamou Bolsonaro de “covarde” e “motivo de piada no exterior” para cobrar a participação do rival nos debates. “Ele (Bolsonaro) não está aqui para dizer na minha cara, para dizer as mentiras que ele fala no WhatsApp”, afirmou. “Ele (Bolsonaro) não dá medo em ninguém, mas o que está por trás dele dá.”

Na entrevista, Bolsonaro ainda fez questão de se posicionar de forma antagônica a temas caros ao presidenciável. Ele se posicionou contra a redução da maioridade penal e disse que pretende inovar no combate à violência. 

Presidenciáveis Jair Bolsonaro e Fernando Haddad

Presidenciáveis Jair Bolsonaro e Fernando HaddadFoto: Tânia Rego e Marcelo Camargo/Agência Brasil

três dias das eleições, os candidatos à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) têm agendas lotadas, mas organizadas de forma bem distinta. Bolsonaro recebe correligionários de diversas áreas, enquanto Haddad intensificou as viagens e irá até esta quinta-feira (26) a três capitais do Norte. Na noite desta quinta-feira (25) ele estará no Recife.

Haddad programou ainda atos políticos em Salvador nesta quinta e, em seguida, irá para João Pessoa. O Nordeste foi a região em que o PT recebeu mais votos no primeiro turno das eleições.

Nos últimos atos e entrevistas, o candidato do PT subiu o tom contra o adversário, aumentando as críticas e acusações. Às vésperas do segundo turno, Haddad voltou a cobrar a participação do candidato do PSL em debates.

Em casa, no condomínio na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, Bolsonaro recebe correligionários, entre eles parlamentares e prefeitos, e também aproveita para fazer suas postagens nas redes sociais.

Nas conversas com colaboradores e nas redes sociais, o candidato do PSL, aos poucos, indica como pretende organizar seu governo, se eleito. Nessa quarta-feira (24) integrantes da bancada ruralista afirmaram que Bolsonaro não pretende seguir adiante com o projeto de unir as pastas da Agricultura e do Meio Ambiente.

O recém criado movimento “Sertão Contra o Fascismo”, deu início a uma campanha de assinaturas on-line, que visa expor publicamente as posições do grupo, frente ao debate político que ora é travado, que se coloca contra o fascismo e a favor da democracia.

Para dar o ponta pé inicial na campanha de assinaturas para o manifesto, a coordenação do movimento se dirigiu as duas das principais lideranças políticas do Sertão Pernambucano, o dep. Federal Sebastião Oliveira e o prefeito de Serra Talhada, Luciano Duque, para subscreverem o texto.

“Nós somos de um movimento independente e sem vínculos partidários, e nas últimas semanas buscamos através de diversas iniciativas estabelecer um diálogo com diversos setores sociais organizados da cidade, como o Coletivo Fuáh, Movimento Diverso, MST, EBASTA, e também alguns partidos políticos, como o PT, PSOL, PC do B, PR e PSB.

Dessa forma, procuramos deixar de lado as questões locais, já que esse debate deve ser feito em outro momento por cada grupo político, e nos dirigimos individualmente a Sebastião e a Luciano para assinarem o manifesto, para estabelecer uma frente antifascista na região.

Entendemos que esse é um gesto de maturidade e de grandeza das duas lideranças”, declararam Paulo César Gomes e Manu Silva, coordenadores do movimento.

Ao se posicionar sobre a inciativa, o deputado Sebastião Oliveira, que também é presidente estadual do PR, fez questão de deixar claro o que para ele está sendo no centro debate no momento.

“Creio numa sociedade democrática, justa e que respeite as instituições e as pessoas, independentemente de partido, credo, etnia e gênero. Afinal, o cristão ama o pecador e detesta o pecado e o maior pecado dessa eleição é o ódio! Não ao ódio, sim a democracia!”, disse o Republicano.

O prefeito Luciano Duque estava impossibilitado de dar declarações, mas através da assessoria de imprensa, confirmou a sua adesão e em breve divulgará nota pública em defesa da democracia. Para aderir ao manifesto é só acessar o link abaixo.

Link: https://peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR108618

Promotora quer transferência imediata dos detentos e reforma do prédio

Diante do quadro de insalubridade e risco de fuga, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) recomendou ao secretário estadual de Justiça e Direitos Humanos, Pedro Eurico, a reforma urgente da Cadeia Pública de Itapetim, com transferência de todos os 25 presos para as unidades prisionais em condição de segurança mais próximas desta Comarca, no prazo de dez dias úteis, sob pena das medidas judiciais cabíveis.

O MPPE apurou o elevado grau de probabilidade de existir mais fugas, riscos à vida dos presos e dos policiais, dado as instalações precárias do edifício. “O problema é de longa data, inclusive, já tendo ajustes internos pagos pelos próprios policiais e populares, visando manter a cadeia pública e seus presos próximos de suas famílias, contudo, não há mais condições de manter os presos neste ambiente”, alegou a promotora de Justiça Lorena de Medeiros Santos.

“A situação calamitosa da Cadeia Pública, a qual não apresenta as mínimas condições de segurança e higiene para a detenção dos presos e para o exercício do ofício dos militares que guarnecem o estabelecimento prisional”, complementou ela.

 “A reforma urgente é adequada e necessária, visando que no âmbito extrajudicial seja resolvido o problema, já que está expondo os detentos não só a risco de vida, mas também a tratamento desumano e absolutamente interesse coletivo”, considerou a promotora de Justiça.

São 25 presos em três celas precárias, ocasionando superlotação. O texto da recomendação cita fissuras nas paredes e no teto das celas,  ferrolhos e dobradiças das grades das celas danificados, insuficiência de cadeados, alvenaria velha com reboco extremamente fragilizado, portões e grades das janelas que demonstram sinais de vulnerabilidade, onde são notadas rachaduras nas paredes de sustentação.

Ainda um corredor entre as celas e o muro da cadeia que facilita sobremaneira uma possível transposição em caso de fuga, bem como janela e grade na parte frontal interna da cadeia que pode servir de apoio e acesso ao telhado do estabelecimento e, consequentemente, à área externa, rede de esgoto com a encanação quebrada, derramando água no interior do pátio externo; presença de baratas e ratos na cozinha e no pátio de banho de sol; infiltrações, quando de precipitações pluviométricas, por todos os compartimentos; esgotos a céu aberto,  buracos decorrentes da ação da chuva, telhado em péssima condição, buracos no piso,  muros externos em via de desmoronamento e instalações elétricas e hidráulicas imprestáveis com risco de um curto-circuito.

Além dos problemas verificados na estrutura física, não há abastecimento de água suficiente para atender a demanda dos reclusos no que diz respeito à higiene pessoal e higienização das celas onde estão alojados. A promotora Lorena de Medeiros Santos lembrou também as últimas investidas de fugas e, em uma delas, com rendição de um policial militar.

TSE

                          TSE Foto: José Cruz / Agência Brasil

Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou nesta terça (23) o envio de tropas federais para 357 localidades a fim de garantir a segurança do segundo turno das eleições, que será realizado no próximo domingo (28).

Os militares vão garantir a tranquilidade do pleito nos estados do Acre, Amazonas, Ceará, de Mato Grosso, do Maranhão, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Pará e Tocantins.

No primeiro turno, as tropas foram enviadas para 513 localidades. A medida é prevista no Inciso XIV do Artigo 23 do Código Eleitoral (Lei nº 4.737/65).

Os pedidos de requisição de militares foram formulados pelos tribunais regionais Eleitorais (TREs), com a finalidade de garantir a normalidade da eleição, o livre exercício do voto e o bom andamento da apuração dos resultados.

No governo Paulo Câmara, já há projeções de redimensionamento. Dirigido por Eduardo da Fonte, o PP está em segundo lugar na Alepe pela proporcionalidade.

No governo Paulo Câmara, já há projeções de redimensionamento. Dirigido por Eduardo da Fonte, o PP está em segundo lugar na Alepe pela proporcionalidade.Foto: Anderson Stevens / Beto Oliveira

Diferente da equação que vem sendo calculada nos corredores do Palácio das Princesas, no PP, pesa a seguinte conta: os progressistas elegeram 10 deputados estaduais, quantitativo equivalente à soma dos parlamentares eleitos pelo PSD (3), PT (3), PR (2), PDT (1) e MDB (1). Contando com o PP, o governo alcança uma bancada de 33 membros na Assembleia Legislativa. Subtraindo o apoio do Partido Progressista, esse número chegaria a 23, o que não representa maioria, considerando os total de 49 cadeiras. Esses números não passam batidos, naturalmente, aos progressistas, o que os leva a nem cogitar ver seu espaço reduzido na gestão socialista. Como a coluna registrou ontem, as previsões de reformulação da administração estadual incluem redimensionamento do PP. Leia-se: redução dos espaços. À equação que vai se desenhando no Palácio das Princesas, não escapa uma variável: a queda nas votações dos deputados Eduardo da Fonte (teve 113.640) e Cleiton Collins (teve 106.394) em relação a 2014 e às projeções feitas. No PP, vem à tona uma memória nesse momento: há quatro anos, Eduardo da Fonte teve 283.567 mil votos, o que não resultou, necessariamente, em espaço imediato. A cota do PP, naquele momento, resumia-se ao Ipem. Essa dimensão foi ampliada significativamente quando o pleito deste ano já se avizinhava. E, aí, o tamanho da bancada do PP na Alepe teve influência no redesenho. A sigla passou a comandar, além do Ipem, o Lafepe, o Porto do Recife, a administração de Fernando de Noronha, a pasta de Desenvolvimento Social, além de Desenvolvimento Econômico, a qual é ligada o Porto de Suape. A arrumação se deu num contexto em que os progressistas possuíam a maior bancada na Alepe, com 14 deputados, enquanto o PSB do governador Paulo Câmara contabilizava 12. O acréscimo ao PP representou redução da cota do MDB. Os dois partidos reivindicavam espaço na chapa majoritária, mas foram os emedebistas que acabaram contemplados, com Jarbas Vasconcelos na corrida pelo Senado. Eduardo da Fonte chegou a ser eleito com 330. 520 mil votos em 2010. Daí, costuma-se recordar, no PP, que, naquele momento, a legenda não ocupava cargos na gestão Eduardo Campos, a despeito do resultado das urnas. 

Dois dígitos
Na história recente, lembram progressistas, nenhum partido sem ser o do governador, fez dois dígitos (10 membros) na Alepe, o que deixa o PP em segundo lugar, na Casa, pela proporcionalidade. O PSB fez 11, o PCdoB fez um deputado e o SD fez um. 

Montagem >O governador tem avisado que só levará o tema à mesa em dezembro, mas, nos corredores do Campos das Princesas, as projeções referentes a ajustes no primeiro escalão já circulam.

Na Alepe > Pela oposição, elegeram-se 16 deputados: PSDB (1), PSC (5), Avante (1), DEM (3), PTB (2), PRTB (1), PSOL (1), PRB (1), PHS (1). O PP chegou a ser afagado pela oposição antes do pleito.

Casa de José… > No buraco frio da Câmara Municipal, as movimentações visando à formação das chapas para disputa de espaços na Mesa Diretora já são anotadas.

….Mariano > Uma das composições, já dada como certa, é a liderada pelo atual presidente, Eduardo Marques que busca a reeleição, tendo o vereador Chico Kiko concorrendo à vice-presidência e Romerinho Jatobá à primeira secretaria.

Cenas >A campanha de 2018, em seu rol de ineditismos, incluiu, ontem, uma discussão entre os candidatos a governador de São Paulo, João Dória e Márcio França, em torno de um vídeo envolvendo orgia. O tucano aponta “montagem”. O atual governador negou, no Twitter, que tivesse a ver com divulgação de supostas cenas íntimas do adversário: “Dória não deve medir os outros pela sua régua! São Paulo não merece este constrangimento”.

Black Fiday

          Black FidayFoto: Rafael Furtado/ Folha de Pernambuco/Arquivo

Em menos de um mês, mais precisamente no dia 23 de novembro, o comércio eletrônico brasileiro comemora mais uma edição da Black Friday. De acordo com estimativas da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (Abcomm), neste ano, a expectativa é que em um único dia o e-commerce movimente R$2,87 bilhões, 16% a mais que o mesmo evento em 2017.

Segundo o presidente da Abcomm, Mauricio Salvador, a cada ano a Black Friday ganha mais relevância e se consolida como um dos principais eventos para o varejo. A data também serve como uma antecipação das vendas de fim de ano como o Natal. “A estimativa da Abcomm é de que cerca de 33% das compras na Black Friday sejam pessoas antecipando as compras de presentes de Natal. Com esse cenário, muitas lojas virtuais já preparam seus estoques esperando um ritmo agressivo nas vendas”, afirma o dirigente.

Náutico já treinou nos Aflitos neste ano

Náutico já treinou nos Aflitos neste anoFoto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

Náutico ainda não tem data confirmada para voltar aos Aflitos. No entanto, o alvirrubro não deve se preocupar. A promessa é de que ainda neste ano a equipe retorne à velha casa, como parte de um grande evento, que deverá contar até mesmo com um time de fora do Brasil. De acordo com o presidente da agremiação, Edno Melo, restam apenas poucos detalhes para que o Timbu defina precisamente o dia em que voltará ao Eládio de Barros Carvalho. No tocante às reformas, elas estão praticamente finalizadas e tudo indica que o time vermelho e branco entre no campo da Rosa e Silva na segunda quinzena de dezembro.

“O que posso dizer é que já finalizamos praticamente 90% das obras. Falta pouca coisa só”, adiantou o mandatário alvirrubro, que não esconde a ansiedade pelo retorno aos Aflitos. “Ainda faltam as licenças, os laudos técnicos das autoridades de segurança, mas já dei entrada em tudo e amanhã (hoje) os bombeiros vão estar lá no estádio para realizar uma vistoria”, acrescentou. Foi inclusive na gestão de Edno Melo que se iniciou a campanha chamada “Voltando para casa”, que arrecadou doações de torcedores para custear os reparos no estádio, que necessitava de uma série de reformas para ser reaberto.

O adversário que vai marcar a reabertura dos Aflitos ainda não está decidido, mas o clube espera fechar o acerto com um time estrangeiro nos próximos dias. “O time oponente provavelmente vai ser um de fora (do Brasil). Estamos tentando ver o custo, porque a gente tem que trazer um adversário que caiba no custo do Náutico, para não fazermos nenhuma loucura”, explicou o presidente, ciente das dificuldades financeiras. “Até porque o Náutico não está em condições de fazer nenhuma despesa extra. Estamos conversando com dois clubes do exterior”, assegurou Edno Melo, sem revelar a origem dos clubes.

No início do próximo ano, em 17 de fevereiro, a tabela da Copa do Nordeste 2019 tem o confronto Náutico Santa Cruz marcado, com o Timbu como mandante. Por mais que o Clássico das Emoções seja um duelo de maiores proporções e o estádio dos Aflitos esteja inaugurado há pouco tempo, não há a intenção de realizar o jogo em outro local. “A princípio, todos os jogos do Náutico na próxima temporada acontecerão nos Aflitos. Agora, em uma situação que for favorável, rentável para o Náutico, a gente pode consultar a Arena (de Pernambuco). Mas, de antemão, todos os jogos serão nos Aflitos“, garantiu o presidente alvirrubro.

Os candidatos à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT)

Os candidatos à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT)Foto: Tânia Rego e Marcelo Camargo/Agência Brasil

A quatro dias do segundo turno, os prazos do calendário eleitoral correm mais rápidos. Esta quinta-feira (25) é o último dia para atos políticos. O horário, entretanto, é mais prolongado. Os candidatos à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) têm atuado de maneiras distintas.

Haddad intensificou os atos de campanha, saindo de São Paulo rumo ao Rio de Janeiro e cidades do Nordeste. A previsão é de que até sexta-feira (26) ele ainda participe de atos em Belo Horizonte e cidades de Pernambuco, do Rio Grande do Norte e da Bahia.

Bolsonaro tem permanecido em casa, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, onde costuma receber correligionários e simpatizantes. Na terça-feira (23), parlamentares e prefeitos de vários partidos o visitaram para prestar solidariedade às vésperas das eleições.

No dia 26, o calendário eleitoral é claro: é o último dia para a veiculação de propaganda eleitoral gratuita. Porém, até sábado (27), véspera das eleições, a legislação permite propaganda “mediante alto-falantes ou amplificadores de som”, distribuição de material gráfico e a promoção de caminhada, carreata, passeata e carro de som.

No dia 28, é o dia da votação. Os eleitores devem se dirigir aos postos das 8h às 17h. No caso do Distrito Federal e de 13 estados, os eleitores escolherão o presidente da República e o governador. Apenas no Rio Grande do Norte, há uma candidata concorrendo às eleições, que é Fátima Bezerra (PT).