Júnior Cavalcanti

Foto: Beto Barata / Presidência da República

G1

O ministro Luiz Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, deu prazo de 15 dias para a Procuradoria Geral da República (PGR) decidir se denuncia o presidente Michel Temer noinquérito que investiga repasses da Odebrecht ao MDB.

Edson Fachin enviou à procuradora-geral da República, Raquel Dodge, o relatório final da Polícia Federal segundo o qual há indícios de que Temer recebeu vantagem indevida da Odebrecht. A polícia aponta os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

“Tendo em vista que foi acostado aos autos o relatório conclusivo da autoridade policial, dê-se vista dos autos à Procuradoria-Geral da República, para que se manifeste no prazo de 15 dias”, decidiu Fachin.

Pela Constituição, um presidente não pode responder por um crime cometido fora do mandato. Os fatos apurados no inquérito se referem a 2014, quando Temer era vice-presidente da República.

A partir de agora, a PGR pode decidir pelo arquivamento do processo; decidir pelo oferecimento de denúncia; deixar o caso parado para continuidade na primeira instância quando Temer deixar a Presidência ou deixar o caso para análise dos procuradores que atuam na primeira instância.

Se a PGR denunciar Temer, o Supremo Tribunal Federal só poderá analisar a acusação se a Câmara dos Deputados autorizar. Para isso, são necessários os votos de pelo menos 342 dos 513 deputados.

No ano passado, a PGR denunciou Temer duas vezes ao STF pelos crimes de corrupção passiva, organização criminosa e obstrução de Justiça. Nos dois casos, a Câmara rejeitou o prosseguimento dos processos.

O Consórcio de Integração dos Municípios do Pajeú (CIMPAJEÚ) divulgou, nesta terça-feira (11), através do Diário Oficial dos Municípios do Estado de Pernambuco, edital de processo seletivo que visa a contratação de profissionais e formação de cadastro reserva. As inscrições começam nesta quarta-feira (12).

As oportunidades abertas são para as funções de médico do trabalho, clínico geral e secretária. Os pré-requisitos para cada uma das vagas estão disponíveis no edital da seleção a partir da página 100. No total, são oferecidas seis vagas.

O processo seletivo será realizado através de avaliação curricular, de caráter eliminatório e classificatório. Remuneração mensal para os selecionados podem chegar a R$ 3 mil.

Inscrições seguirão abertas até 25 de setembro, na sede do CIMPAJEÚ, localizada na Avenida Manoel Borba, 267, primeiro andar, Centro, Afogados da Ingazeira.

Interessados também poderão realizar as candidaturas através do envio da documentação por e-mail para o endereço: gerencia@cimpajeu.pe.gov.br.

Não há cobrança de taxa de participação. O resultado da seleção estará disponível a partir do dia 2 de outubro. O prazo de validade da seleção será de 12 meses. De acordo com o edital, telefone para contato e mais informações é o (87) 3838-3142.

Foto: Maria Hsu/Fotos públicas

Por Aliny Gama e Carlos Madeiro/Colaboração para o UOL

Entre 2014 e 2017, o número de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza no Brasil cresceu 33%, o que significa 6,3 milhões de novos pobres no país –o equivalente a quase duas vezes a população do Uruguai. O dado é de um estudo inédito feito pela FGV (Fundação Getúlio Vargas).

Entre esses anos, o percentual de pessoas vivendo com menos de R$ 233 ao mês (valor-base referente a agosto de 2018) saltou de 8,38% –o menor percentual já medido– a 11,18% da população.

A pesquisa mostra um avanço contínuo na redução do número de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza nas últimas três décadas, com destaque para dois momentos: o Plano Real, em julho de 1994, e as políticas sociais implantadas a partir de 2003. Segundo o estudo, a desigualdade subiu por 11 trimestres consecutivos –o que não acontecia desde 1989, quando foi registrado um recorde histórico nesse sentido.

“Esse retrocesso não nos faz voltar a 1995 ou a 2003, mas nos fez voltar a 2011. Foi uma década perdida, o que é muito para desigualdade”, afirma o professor Marcelo Neri, responsável pela pesquisa.

O pesquisador afirma que a queda na renda foi impulsionada pela recessão em que o país entrou. “Esse movimento de pobreza está ligado à crise de desemprego, à alta inflação, mas também [é influenciado] pela desigualdade e pela redução de políticas públicas. Com o ajuste fiscal que o Brasil tem que fazer, a capacidade de fazer políticas de combate à pobreza e à desigualdade fica afetada”, diz.

2014, o fim de uma era

Os dados mostram que o último trimestre de 2014 foi “um marco” para o país, e desde lá só foram registradas quedas. “Ali tivemos a menor pobreza, a menor desigualdade, o maior salário médio, o menor desemprego. Então, de lá pra cá a desigualdade aumentou muito, e o bem-estar ficou estagnado como estava em 2012”, afirma.

O bem-estar social é uma fórmula medida com base na renda média do brasileiro associada ao aumento da desigualdade.

No estudo, Neri percebeu que a renda do brasileiro, pela recessão, teve índices semelhantes em 2012 e 2016. De lá para cá, ela cresceu em média R$ 30. “Há uma retomada –mesmo que lenta– da renda média do brasileiro, mas não há uma retomada do bem-estar na mesma velocidade”, comenta. “Para o bem-estar existem duas coisas que levamos em conta: o tamanho do bolo e a desigualdade. E essa desigualdade aumentou desde o final de 2014”, explica.

Para o pesquisador, o país errou ao não investir em políticas específicas para melhorar a renda dos mais pobres nesse período. “Eu vejo pouco debate ligado a pobreza e desigualdade nos últimos 4 anos. Tivemos uma desorganização na economia, temos um problema fiscal sério; mas até quando você está contando os tostões é momento de lançar políticas aos pobres, não só por justiça social, mas também para ajudar a relançar a economia”, afirma.

Manifestação pró-Bolsonaro na Avenida Paulista: ataque em Juiz de Fora não afetou tanto os números do candidato
(foto: Miguel Schincariol/AFP)O número de eleitores que, por algum motivo, não divulgam com antecedência a escolha na urna, pode decidir as eleições presidenciais no país. O voto “envergonhado” passou a ser tratado com maior destaque após a vitória de Donald Trump à presidência dos EUA e, agora, no Brasil, tem potencial para fazer a diferença para o candidato Jair Bolsonaro (PSL). Especialistas divergem, principalmente porque é difícil mensurar o impacto do fenômeno na eleição brasileira.
É o que explica o professor e cientista político da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Geraldo Monteiro. Para ele, que também é coordenador do Centro Brasileiro de Estudos e Pesquisas sobre a Democracia (Cebrad), o voto envergonhado é um fenômeno que se apresenta colado aos candidatos com expressão eleitoral e mais alinhados a pensamentos e propostas consideradas radicais. “Quando ele ganha algum volume, o candidato começa a se deparar com outros públicos, além dos que são fiéis. A vergonha aparece quando, em algumas circunstâncias, o eleitor de centro decide votar em determinado candidato, mas não confessa”, explica. No entanto, o acadêmico acredita que o capitão reformado do Exército está no “patamar esperado”: “Não acredito que as pesquisas surpreendam tanto”, defende.
O professor de ciência política e pesquisador da UnB David Fleischer discorda, e considera que Bolsonaro pode apresentar uma percentagem razoável de votos envergonhados. Ele diz que o presidenciável do PSL está mais para Donald Trump do que para Marine Le Pen, da direita radical francesa. Diferentemente do candidato norte-americano que ganhou as eleições, a candidata à presidência da França não logrou vitória e também não obteve um número expressivo de votos não contabilizados pelas pesquisas eleitorais. “Ele (Bolsonaro) deve ter alguns, temos de esperar pra ver. Mas deve ter mais votos envergonhados do que (Marine) Le Pen”, afirma.
Conforme antecipou o Correio, os votos de quem não se assume eleitor de Bolsonaro e dos indecisos são cobiçados pela alta cúpula da campanha do candidato — estratégia que o deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do candidato, deixou claro. Para conseguir ganhar o máximo possível desses votos, pessoas ligadas ao presidenciável sondaram o marqueteiro político norte-americano Arick Wierson, que trabalhou na campanha do ex-prefeito de Nova Iorque Michael Bloomberg, para traçar novas estratégias e tentar uma vitória no primeiro turno.
“Uma pesquisa feita internamente por mim e por pessoas da minha equipe, desde o dia do ataque, mostram que há entre 8% e 10% do eleitorado que votaria no Bolsonaro, mas não têm coragem de declarar isso”, explica Wierson. O estrategista político destaca ainda que, para agradar a esse eleitorado, a imagem do postulante ao Planalto deverá ser mais “branda e democrática”. O interesse pela mudança, que parte de Eduardo e do irmão Flávio, deixou a equipe achada. Segundo fontes ligadas à campanha, porém, os filhos do militar decidirão a estratégia.
 
Escolha útil
Segundo Paulo Calmon, professor de ciência política da Universidade de Brasília, o “voto útil ou estratégico” também é um fator que precisa ser avaliado. Esse tipo de voto se dá quando o cidadão decide escolher um representante que acredita ter  chance maior de vencer o candidato que ele mais rejeita. Porém, isso só se manifesta mais perto da eleição. “Se o eleitor sentir que Bolsonaro tem mais chance de ganhar do candidato que ele não gosta, ele vai votar no Bolsonaro, por exemplo”, adverte.
A expectativa de que o candidato do PSL conseguisse captar votos a partir da comoção popular, como ocorreu em 2014 após a morte do presidenciável Eduardo Campos, frustrou a previsão de analistas políticos, defende David Fleischer. “Ele não subiu tanto por causa da rejeição”, avalia. No levantamento divulgado pelo Ibope ontem, porém, os números apontam para uma tendência de crescimento do deputado federal.
Inaldo Sampaio

                                             Inaldo Sampaio Foto: Colunista

Amigo do ex-presidente Lula, o petebista Armando Monteiro declarou no início deste ano que votaria nele se candidato fosse novamente. Lula foi declarado inelegível pela Justiça Eleitoral e o PT, por decisão dele, indicou Fernando Haddad para substituí-lo na chapa presidencial. No entanto, Armando ainda não definiu quem irá apoiar em Pernambuco. Está à sua disposição o candidato Ciro Gomes, segundo colocado na mais recente pesquisa do Datafolha, perdendo apenas para Jair Bolsonaro, e com boas possibilidades de chegar ao segundo turno. Ele, Geraldo Alckmin e Fernando Haddad vão travar uma briga de foice pela segunda vaga no segundo turno, dado que a primeira está destinada a Bolsonaro, a menos que ocorra um tsunami. O candidato do PDT é defendido pela maioria dos aliados de Armando por ter um perfil tipicamente de centro-esquerda, o que não agrediria os princípios defendidos pelo candidato a governador. A hora, pois, de abraçá-lo é agora, dado-lhe um segundo palanque em Pernambuco, já que o primeiro lhe foi oferecido pelo candidato Maurício Rands. Adiar essa decisão pode representar perda de “time”, a exemplo do que ocorreu com os candidatos a senador Mendonça Filho e Bruno Araújo em relação a Jarbas Vasconcelos. Viram-no crescer em silêncio e agora tentam desconstruir a sua imagem.

Adeus, politização!
Pernambuco sempre foi tido como uma dos Estados mais politizados do Brasil, mas essa “politização” foi para o espaço. Todo mundo se junta com todo mundo, independente de ideologia, e não acontece absolutamente nada. Em tempos idos, mas não muito idos, o eleitor jamais perdoaria uma aliança de Humberto Costa (PT) com Jarbas Vasconcelos (MDB).

Ato de apoio > Mendonça Filho (DEM) planeja realizar um ato político no Recife, na próxima semana, com todos os prefeitos da Frente Popular que o estão apoiando para o Senado. Pelas suas contas, já são 48, entre eles Professor Lupércio (Olinda) e Marcone Santana (Flores).

Vale tudo > Até o início da presente campanha, a Fetape, a CUT e o MST faziam oposição ao Governo do Estado. Hoje, todos apóiam Paulo Câmara. A Fetape tem um candidato a deputado estadual, Doriel Barros e a CUT um candidato a federal, Carlos Veras, ambos pelo PT.

Pra cima > O candidato a senador Bruno Araújo (PSDB), 5º colocado na pesquisa do Ipespe, foi aconselhado por amigos a se atirar de vez na campanha de Alckmin em Pernambuco, já que o tucano ainda pode chegar ao 2º turno, e partir com os dois pés para cima do PT e de Haddad.

Aliança > Izabel Urquisa (PSC), que já disputou a prefeitura de Olinda em duas eleições e por pouco não chegou lá, é candidata a deputada estadual fazendo dobradinha com Vinícius Mendonça (DEM), filho do ex-ministro e candidato a senador Mendonça Filho (DEM).

A vergonha > Se fosse vivo, o ex-senador José Richa (PR), um dos fundadores do PSDB em 1988 junto com a pernambucana Cristina Tavares, estaria morrendo de vergonha pela prisão do filho, Beto, que, como o pai, também governou o Paraná. O pai foi o 1º tucano a solidarizar-se com Arraes em 89 após o então governador de Pernambuco romper com o presidente Sarney.

Na segunda rodada da pesquisa eleitoral para o Senado em Pernambuco, realizada pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe) em parceria com a Folha de Pernambuco, divulgada nesta terça-feira (11), o deputado federal Jarbas Vasconcelos (MDB) aparece na frente na disputa, com 35%das intenções de votos, seguido pelo o senador Humberto Costa (PT), que registra 29%. Em terceiro, o deputado federal Mendonça Filho (DEM) aparece com 25% das menções.

Na sequência, o deputado federal Silvio Costa (Avante) tem 10%, o deputado federal Bruno Araújo (PSDB) tem 8% e o Pastor Jairinho tem 4%. Os entrevistados que declararam que votariam em branco ou nulo somam 22% e 29%no primeiro e no segundo votos, respectivamente.

Os que não sabem ou não responderam são 33%. Já os postulantesEugênia Lima (PSOL), Albanise Pires (PSOL), Adriana Rocha (Rede), Hélio Cabral (PSTU) e Alex Lima Rola (PCO), registraram 1% das intenções de voto, cada. Lídia Brunes (PROS) registrou 0%.

A pesquisa ouviu 800 entrevistados entre os dias 6 e 8 deste mês, usando uma metodologia face a face, e contempla critérios de sexo, idade, instrução, renda e pela condição do município. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos, com um intervalo de confiança de 95,45%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números de protocolo BR-05453/2018 e PE-05575/2018.

Para o Senado, neste levantamento, foi aplicada uma metodologia diferente da utilizada na primeira rodada. Por isso, não confrontamos os resultados. A partir da próxima pesquisa, o comparativo será realizado.  O detalhamento desta pesquisa o leitor poderá conferir na edição, desta quarta-feira (12)  da Folha de Pernambuco.

Haddad é investigado por ter encontrado dono da UTC, Ricardo Pessoa antes e depois de eleito prefeito

PT já colocou na rua as mudanças no material de campanhade Fernando Haddad ao Planalto e adaptou o jingle feito para o ex-presidente Lula, agora pedindo voto no 13, o número do partido. A estratégia é tentar garantir ao máximo atransferência de votos de Lula para Haddad, seu herdeiro político, chancelado nesta terça-feira (11) como candidato oficial do partido ao Planalto.

jingle já começou a tocar no acampamento feito pela militância petista em frente à sede da Polícia Federal em Curitiba. Haddad será ali anunciado candidato ainda nesta tarde.

No lugar de “chama que o homem dá jeito”, em referência ao ex-presidente, agora a música canta “chama que o 13 dá jeito”. Para completar a transmutação de Lula para Haddad, o jingle também repete que “Haddad é Lula lá”, “Haddad é Lula, é o povo”.

A comunicação do partido já vinha trabalhando nos últimos dias nas adaptações dos programas eleitorais de rádio e TV, que mostrarão agora Haddad como candidato. Como mostrou a Folha de S.Paulo no mês passado, durante giro de Haddad pelo Nordeste, os petistas estabeleceram que uma das principais estratégias para a transferência de voto seria o apelo ao voto no 13, o número do PT, visto que a campanha é curta -faltam 25 dias para o primeiro turno- e Haddad ainda é bastante desconhecido na região.

O Ibope divulgou nesta terça-feira (11) o resultado da mais recente pesquisa de intenção de voto na eleição presidencial. Os resultados foram os seguintes:

  • Jair Bolsonaro (PSL): 26%
  • Ciro Gomes (PDT): 11%
  • Marina Silva (Rede): 9%
  • Geraldo Alckmin (PSDB): 9%
  • Fernando Haddad (PT): 8%
  • Alvaro Dias (Podemos): 3%
  • João Amoêdo (Novo): 3%
  • Henrique Meirelles (MDB): 3%
  • Vera (PSTU): 1%
  • Cabo Daciolo (Patriota): 1%
  • Guilherme Boulos (PSOL): 0%
  • João Goulart Filho (PPL): %
  • Eymael (DC): 0%
  • Branco/nulos: 19%
  • Não sabe/não respondeu: 7%

Evolução da intenção de voto

Compare a intenção de voto nos candidatos que ocupam as seis primeiras posições da pesquisa em relação aos levantamentos anteriores:

Pesquisas Ibope / eleição presidencial 2018
Percentuais de intenção de votoJair Bolsonaro (PSL)Ciro Gomes (PDT)Marina Silva (Rede)Geraldo Alckmin (PSDB)Fernando Haddad (PT)Alvaro Dias (Podemos)17-19ago1-3set8-10set051015202530
Fonte: Ibope

Simulações de 2º turno

  • Ciro 40% x 37% Bolsonaro (branco/nulo: 18%; não sabe/não respondeu: 4%)
  • Alckmin 38% x 37% Bolsonaro (branco/nulo: 21%; não sabe/não respondeu: 4%)
  • Bolsonaro 38% x 38% Marina (branco/nulo: 20%; não sabe/não respondeu: 4%)
  • Haddad 36% x 40% Bolsonaro (branco/nulo: 19%; não sabe/não respondeu: 5%)

Rejeição

O Ibope também mediu a taxa de rejeição (candidatos nos quais o eleitor diz que não votará de jeito nenhum). Nesse item, os entrevistados puderam escolher mais de um nome. Veja os índices:

  • Bolsonaro: 41%
  • Marina: 24%
  • Haddad: 23%
  • Alckmin: 19%
  • Ciro: 17%
  • Meirelles: 11’%
  • Cabo Daciolo: 11%
  • Eymael: 11%
  • Boulos: 11%
  • Vera: 11%
  • Amoêdo: 10%
  • Alvaro Dias: 9%
  • João Goulart Filho: 8%
  • Poderia votar em todos: 2%
  • Não sabe/não respondeu: 11%

Evolução da rejeição

Compare a taxa de rejeição dos candidatos que ocupam as seis primeiras posições em relação aos levantamentos anteriores do Ibope:

Taxa de rejeição / candidatos a presidente 2018
Percentual de rejeiçãoJair Bolsonaro (PSL)Marina Silva (Rede)Ciro Gomes (PDT)Geraldo Alckmin (PSDB)Fernando Haddad (PT)Alvaro Dias (Podemos)17-19ago1-3set8-10set01020304050

17-19ago
● Alvaro Dias (Podemos): 11
Fonte: Ibope

Sobre a pesquisa

  • Margem de erro: 2 pontos percentuais para mais ou para menos
  • Entrevistados: 2.002 eleitores em municípios
  • Quando a pesquisa foi feita: de 8 a 10 de setembro
  • Registro no TSE: BR-05221/2018
  • Nível de confiança: 95%
  • Contratante da pesquisa: Ibope Inteligência

A cidade de Sertânia recebe nos dias 21, 22 e 23 de setembro o projeto Cine Sesi Cultural. A iniciativa leva cinema de forma gratuita às cidades do interior do Brasil. O objetivo é promover a inclusão cultural através desta arte permitindo a sua democratização.

Em Sertânia o projeto tem o apoio do Governo Municipal e o roteiro do Cine Sesi exibirá os filmes Pequeno Segredo, O Filho Eterno e O Touro Ferdinando. As exibições acontecerão a partir das 18h30min no pátio da Igreja Matriz Imaculada Conceição. Isso tudo é oferecido ao ar livre com projeção de qualidade técnica e artística.

O projeto existe há quase 17 anos e já percorreu 12 estados brasileiros permitindo que milhares de pessoas que nunca assistiram a um filme no cinema tivessem essa oportunidade. Trata-se de uma mostra itinerante que já passou por mais de 700 cidades e beneficiou cerca de cinco milhões de espectadores.

Roteiro dos filmes:

Pequeno Segredo – A Família Shurmann já viveu as mais fabulosas aventuras. Nenhuma delas tão intensa e amorosa quanto a comovente relação com a menina Kat, uma criança frágil, mas de muita personalidade. Baseado em fatos reais.

O filho eterno – Roberto e Cláudia aguardam a chegada do primeiro bebê. Mas a alegria do pai vira incerteza com a descoberta de que o filho tem síndrome de Down. Uma jornada de superação em busca do significado da paternidade.

O Touro Ferdinando – Grande e forte, mas de temperamento doce, Ferdinando é escolhido por engano para as touradas. Sua verdadeira luta é provar que não se deve julgar ninguém pela aparência.

Em encontros com representantes do comércio e da construção civil, nesta terça-feira (11), o candidato a governador pela coligação Pernambuco Vai Mudar, senador Armando Monteiro (PTB), defendeu que a retomada da geração de emprego no Estado depende de um governo ágil e menos burocratizado.

“A palavra-chave é inovação.  Para reduzir o custeio, é preciso apostar nas novas tecnologias e digitalizar os processos para que a máquina possa trabalhar não a serviço de si própria mas de quem mais necessita: o povo, que precisa voltar a acreditar em um futuro melhor”, declarou Armando.

Pela manhã, Armando realizou palestra e respondeu a perguntas de empresários do varejo, em sabatina promovida pela Federação das CDLs de Pernambuco, pela Câmara de Dirigentes Lojistas do Recife e pelo Sindicato dos Lojistas do Recife, na Boa Vista.

Sobre a desburocratização da estrutura estatal, Armando propôs um choque de tecnologia. “O governo tem que ser digital.  Precisamos criar uma interface com as empresas para que possamos expedir licenças e certidões com maior celeridade”, afirmou o candidato, reforçando que está avaliando a formatação de uma estrutura ligada ao gabinete do governador para tratar da desburocratização.

À tarde, em debate promovido pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil, também na Boa Vista, Armando mais uma vez defendeu a redução dos entraves burocráticos como um instrumento importante para a retomada do crescimento econômico.

CONTRIBUINTE – Armando voltou a defender um ambiente menos hostil para atração de novos empreendimentos e geração de empregos. Para tal, propôs a criação de um Conselho Estadual de Defesa do Contribuinte, que tenha uma composição paritária com representantes do Fisco e da sociedade civil. “Pretendemos criar ainda o Código de Defesa e Garantias do Contribuinte, que depende da aprovação da Assembleia Legislativa”, reforçou.

G1

O Partido dos Trabalhadores (PT) anunciou nesta terça-feira (11) que Fernando Haddad concorrerá à Presidência da República pela legenda no lugar do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que teve o registro de candidatura rejeitado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O prazo dado pelo TSE para o partido apresentar à Justiça Eleitoral o substituto de Lula terminava às 19h desta terça-feira. Na chapa original, Haddad era o vice de Lula. Na nova formação, a candidata à vice-presidência será Manuela D’Ávila, do PCdoB.

O anúncio foi feito em Curitiba, onde Lula está preso desde 7 de abril,cumprindo pena de 12 anos e 1 mês de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso da Lava Jato envolvendo o triplex em Guarujá (SP).

Pela manhã, a executiva nacional do partido se reuniu em um hotel na capital paranaense. Haddad participou do encontro e chegou à Superintendência da PF, onde Lula está preso, às 15h30.

Após se reunir com o ex-presidente, Haddad deixou o prédio da PF por volta das 17h15 e falou para a militância que esperava do lado de fora. Subiram o palanque com ele a candidata a vice Manuela D’Ávila, a ex-presidente Dilma Rousseff, a presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffman e outros membros do partido.

Gleisi apresentou Haddad como candidato a presidente pelo PT e “representante de Lula” na eleição e Manuela como vice. Segundo Gleisi, Lula afirmou que “o PT, mesmo sem ele, deveria apresentar um candidato à presidente da República”. Luiz Eduardo Greenhalgh, um dos fundadores do partido, leu uma carta de Lula.

A 45° Operação de Repressão Qualificada, denominada de ‘Carcará da Serra’, foi deflagrada na manhã desta terça-feira (11) com o objetivo de desarticular integrantes de grupos criminosos voltados às práticas de tráfico de drogas e associação para o tráfico em Serra Talhada.

Nela, estão sendo cumpridos cinco mandados de prisão e outros 12 de busca e apreensão domiciliar.

De acordo com a Polícia Civil, as investigações contra essas organizações criminosas já vinham acontecendo desde abril deste ano. Todos os mandados foram expedidos pela Vara Criminal da Comarca de Serra Talhada.

Foram acionados 70 policiais civis, entre delegados, agentes e escrivães. A ‘Carcará da Serra’ está sendo coordenada pela Diretoria Integrada Especializada (DIRESP) e supervisionada pela Chefia de Polícia Civil.

Detalhes – A operação teve apoio da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil de Pernambuco (DINTEL). Os detalhes sobre a ‘Carcará da Serra’ serão divulgados ainda na manhã desta terça-feira na sede da 21° Delegacia Seccional de Serra Talhada.

O governador Paulo Câmara (PSB) cresceu cinco pontos percentuais e aparece isolado na liderança, na segunda pesquisa de intenção de voto realizada pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (IPESPE), em parceria com a Folha de Pernambuco.

Na disputa pelo Governo do Estado, Paulo aparece com 35%, seguido do senador Armando Monteiro Neto (PTB), que oscilou um ponto percentual dentro da margem de erro, chegando a 25%. O levantamento foi feito entre os dias 6 e 8 de setembro.

A pesquisa ouviu 800 entrevistados, usando uma metodologia face a face, e contempla critérios de sexo, idade, instrução, renda e pela condição do município. A margem de erroé de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos, com um intervalo de confiança de 95,45%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números de protocolo BR-05453/2018 e PE-05575/2018.

A primeira pesquisa realizada pela parceria IPESPE/Folha ocorreu entre os dias 11 e 13 de agosto, servindo como base comparativa para o levantamento atual. O número de indecisos aumentou de 8% para 11%, enquanto o número de Brancos e Nulos caiu, de 27% para 23%.

O candidato do Pros, o ex-deputado federal Maurício Rands oscilou negativamente dentro da margem de erro e aparece com 2%. O ex-prefeito de Petrolina, Julio Lossio (Rede), também oscilou negativamente, surgindo com 2% das intenções de voto no estudo mais recente. A candidata do Psol, Dani Portela, registrou apenas 1%. Já Ana Patrícia Alves (PCO), que não apareceu na primeira escuta, obteve 1% das menções.

Foto: Paulo Paiva/DPDebates, gravação de vídeos, entrevistas, palestras e encontros com lideranças são alguns dos eventos que os candidatos ao governo do estado de Pernambuco participarão nesta terça-feira (11). O primeiro turno das eleições acontece no dia 7 de outubro e o segundo turno no dia 28 do mesmo mês. Os eleitores poderão votar das 8h às 17h. Confira a agenda completa dos candidatos:
Armando Monteiro (PDT)
10h –  Sabatina CDL-Recife
12h30 – Almoço/debate Siduscon-PE
19h – Encontro com Lideranças no Bairro do Arruda
Simone Fontana (PSTU)
12h25 – Entrevista na Rádio Paudalho
14h – Acompanha as candidatas do PSTU à deputada federal Kelly Silva e deputada estadual  Valéria Félix no debate com candidatas mulheres
Local: Sindsep (rua Fagundes Varela)
Dani Portela (PSOL)
09h – Entrevista Rádio Olinda
%u200B14h – Debate com candidatas a Deputada Estadual e Deputada Federal%u200B
Local: Sindicato dos Servidores Públicos Federais (Sindsep) | Rua João Fernandes Vieira, 67, Boa Vista
19h – Palestra – Violência contra mulher: suas consequências na educação e na saúde
Local: Comitê PSOL | Rua Feliciano Gomes, 134, Derby
 
Mauricio Rands (PROS)
8h30 – Entrevista para Rádio Lagoa Grande
10h – Debate no Colégio Vera Cruz
15h – Gravação de vídeos para redes sociais
17h – Plenária com os agentes comunitários de saúde e de controle de endemias (auditório da Igreja da Soledade)
 
Paulo Câmara (PSB)
Recife
14h – Palestra na Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL)  
Local: Rua do Riachuelo, 105 – Edf. Círculo Católico – 1º andar – auditório do Sindilojas – Boa Vista (em frente à Estação do BRT)
Olinda
22h15 – Entrevista Roda Viva 
Local: TV Nova Nordeste – R. Puma, 903 – Ouro Preto
 
Julio Lossio (REDE)
12h – Entrevista ao NE 1
Local: Rede Globo
14h – Encontro com representantes da UNICEF para entrega de Propostas
Local: Rua Henrique Dias, s/n, edifício do IRH, térreo. Derby
18h50 – Entrevista ao Jornal da Tribuna 
Local: TV Tribuna. Av. Sen. Nilo Coelho, 2595 – Ouro Preto, Olinda 
Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência BrasilEm novo levantamento, divulgado na noite desta segunda-feira (10), o candidato à presidência pelo PSL, Jair Bolsonaro, continua com o maior índice de rejeição na corrida pelo Planalto. Segundo o Datafolha, 43% dos eleitores dizem que não votam de forma alguma no presidenciável.  De acordo com a pesquisa, a rejeição é maior entre as mulheres (49%), jovens (55%), eleitores com curso superior (48%) e no Nordeste (51%).
A recusa pelo candidato é evidenciada nas pesquisas com intenção de voto para o segundo turno das eleições, que acontece no dia 28 de outubro. O instituto revela que Bolsonaro fica em segundo lugar se comparado a todos os outros concorrentes. Confira no gráfico a intenção de votos nos candidatos no segundo turno:
Com informações da Folha de S.Paulo
Inaldo Sampaio

                                                  Inaldo Sampaio Foto: Colunista

Se o comando da campanha de Armando Monteiro tivesse ouvido os conselhos do deputado Álvaro Porto, talvez a disputa pelas duas vagas de senador em Pernambuco estivesse em outro patamar. Em discurso na Assembleia Legislativa há cerca de dois meses, o representante do PTB dizia ser necessário mostrar na TV o que o senador Humberto Costa dizia do deputado Jarbas Vasconcelos, e vice-versa, para golpear os dois. O senador chamava Jarbas de “golpista”, por ter votado a favor do impeachment de Dilma Rousseff, ao passo que o deputado chamava o petista de “perdedor de eleições”, em alusão aos insucessos eleitorais que coleciona nas eleições que disputou. Como o mundo dá muitas voltas, e a política mais ainda, Humberto e Jarbas hoje são aliados e ameaçando conquistar as duas vagas do Senado pela Frente Popular. Assustado com essa possibilidade, o também candidato Mendonça Filho, que foi vice-governador de Jarbas, ensaiou leves ataques ao ex-aliado, mas sem colocar as suas digitais. Diz que Jarbas pertence ao partido de Temer, que votou a favor do impeachment, e que chamou o bolsa família de “o maior programa de compra de votos do mundo”. Tudo verdade. Mas talvez seja tarde demais para afastá-lo do pódio. Mais expansivo e mais brigão, coube ao “outsider” Sílvio Costa chamar Jarbas para o confronto desferindo-lhe ataques no campo pessoal: “mau caráter”, “oportunista”, e por aí vai. A Jarbas, certamente, essa briga não interessa, pois ela só favoreceria ao deputado, que também está no jogo pela disputa de uma cadeira no Senado.

Pelo voto no 13
Enfim, Lula se convenceu de que não pode ser candidato a presidente da República e deve anunciar hoje Fernando Haddad como candidato do PT. Em Pernambuco, os aliados de Haddad vão pedir aos eleitores que “votem no 13” porque o tempo é curto para massificar o nome dele.

Salada > Em Pernambuco, a salada em relação à campanha para o Senado deixa os eleitores confusos. Em São José do Egito, o ex-deputado José Marcos, vice-presidente estadual do PR, vota em Armando pra governador, Humberto Costa (PT) e Bruno Araújo (PSDB) para senador.

Sem campanha > Raro é o prefeito de Pernambuco, do governo e da oposição, que está fazendo campanha para senador. Eles pedem votos pra governador, deputado estadual e federal. E priu. Não pedem votos para presidente, porque não adianta, e muito menos para senador.

Exceção > Os 3 principais grupos de Floresta apóiam Paulo Câmara pra governador – Rodrigo Novaes (PSD), Kaio Maniçoba (SD) e o prefeito Ricardo Ferraz (PRB), mas sobrou um líder com Armando Monteiro: o ex-candidato a prefeito Cacá Ferraz, filho do ex-deputado Afonso Ferraz.

Recomendação > Candidato a deputado estadual pelo Podemos, o advogado Antônio Campos diz que seu voto para presidente é de Álvaro Dias. Mas defende que as esquerdas se unam em torno do candidato Ciro Gomes (PDT), o único que pode derrotar Bolsonaro (PSL) no 2º turno.

A decepção > Sem ter quem faça sua campanha em Pernambuco, o candidato Geraldo Alckmin (PSDB) vai ter uma votação melancólica no Estado. Não existe campanha dele em canto nenhum. Vai sobrar para Bruno Araújo, que está fazendo sua campanha de senador e deixando a de Alckmin em 2º plano.

Devem ser imunizadas meninas de 9 a 14 anos e meninos na faixa etária de 11 a 14 anos

Devem ser imunizadas meninas de 9 a 14 anos e meninos na faixa etária de 11 a 14 anosFoto: Paullo Allmeida/Folha de Pernambuco

Ministério da Saúde (MS) fez uma nova convocatória para avacinação de crianças e adolescentes contra o HPVvírus que pode levar a alguns tipos de câncer, como os de colo uterinogarganta e pênis. A chamada foi nacional. No País, estima-se que 20,6 milhões de adolescentes deveriam se vacinar. A cobertura de imunização da segunda dose está em 41,8% para meninas e 13% para meninos, percentual considerado baixo. O imunizante só tem eficácia completa com duas dosesadministradas com intervalo de seis meses. Em Pernambuco, a expectativa é vacinar 403,6 mil meninas de 9 a 14 anos e 534,9 mil meninos de 11 a 14 anos este ano.

Segundo o Ministério da Saúde, de 2013 a 2018, 75,8% das meninas pernambucanas com idades 9 a 14 anos tomaram a primeira vacina contra o HPV, mas o índice cai drasticamente quando se contabiliza a dose de reforço: 47,6%. Entre os meninos a situação ainda é pior. Apenas 34,1% foramimunizados na primeira etapa e 11,6% receberam a segunda dose, entre 2017 e 2018, quando a proteção foi incluída no calendário vacinal dos meninos.

A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI) no Recife, Elizabeth Azoubel, comentou que, desde que foi instituída a rotina do HPV no esquema vacinal, há uma luta para convencer a população adulta a vacinar os filhos. “Houve uma reação psicogênica contra a vacina. Ou seja: se uma pessoa diz que passou mal após a vacina, outras começam a dizer o mesmo. É uma reação em cadeia. O adolescente é muito sugestionado e procuram muito sobre o assunto na internet, que está cheio de grupos antivacina que só falam coisas negativas sobre ela”, comentou.

Elizabeth destacou que o imunizante contra o HPV é seguro e aplicado sem intercorrência em várias partes do mundo. Ela ainda comentou que alguns pais negam a vacina aos filhos porque acreditam que isso vai antecipar a vida sexual de crianças e adolescentes, o que é um uma visão enviesada dos benefícios à saúde. “Tudo isso contribui para os índices baixos. Ela é uma vacinacaríssima, custa cerca de R$ 450 na rede privada. O adolescente iniciando a imunização cedo é melhor, porque há uma resposta maior da vacina”, explicou. 

A coordenadora do PNI ainda destacou que essa é a segunda chamada nacional feita pelo MS para a vacina, em 2018. A primeira foi em março. Agora, seis meses depois da primeira dose o alerta maior é para o reforço. Contudo as crianças e adolescentes que ainda não tomaram a primeira dose ainda podem ser imunizadas. O público escolhido para essa proteção gratuita no SES são as meninas de 9 a 14 anos e os meninos de 11 a 14 anos.

Pesquisas

Segundo levantamento realizado pelo projeto POP-Brasil em 2017, a prevalência estimada do HPV no Brasil é de 54,3 %. O estudo entrevistou 7.586 pessoas nas capitais do país. Os dados da pesquisa mostram que 37,6 % dos participantes apresentaram HPV de alto risco para o desenvolvimento de câncer. O estudo indica, ainda, que 16,1% dos jovens têm uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) prévia ou apresentaram resultado positivo no teste rápido para HIV ou sífilis. Os dados finais deste projeto serão disponibilizados no relatório a ser apresentado ao Ministério da Saúde até o final do ano.

Estudos internacionais também apontam o impacto da vacinação na redução do HPV. Nos EUA, dados mostram uma diminuição de 88% nas taxas de infeção oral por HPV. Na Austrália, a redução da prevalência de HPV passou de 22.7% (2005) para 1.5% (2015), entre mulheres de 18-24 anos. Outro estudo internacional mostra que, entre homens de 18 a 70 anos, os brasileiros (72%) têm mais infecção por HPV que os mexicanos (62%) e norte-americanos (61%).

Adélio Bispo de Oliveira, suspeito de atacar Bolsonaro com uma faca

Adélio Bispo de Oliveira, suspeito de atacar Bolsonaro com uma facaFoto: Cortesia/WhatsApp

Em audiência de custódia realizada na sexta-feira (7), um dia após ter esfaqueado o candidato a presidente Jair Bolsonaro(PSL), Adelio Bispo de Oliveira, 40, afirmou que sua motivação teve viés político e religioso.

“Eu como milhões de pessoas, pelo discurso da pessoa referida [Bolsonaro], me sinto ameaçado literalmente. Me sinto ameaçado como tantos milhões de pessoas pelos discursos que o cidadão [Bolsonaro] tem feito. Aquela certeza de que, cedo ou tarde, [ele] vai cumprir aquilo que está prometendo tão veementemente pelo país todo contra pessoas como eu exatamente”, disse Oliveira.

A pergunta sobre a motivação de Oliveira foi feita pela própria defesa, segundo vídeo da audiência divulgado pela revista Crusoé nesta segunda (10). No início da oitiva, a juíza Patrícia Alencar Teixeira de Carvalho, da 2ª Vara da Justiça Federal de Juiz de Fora, explica que o objetivo não é falar do crime em si, mas das circunstâncias da prisão.

defesa, porém, insiste na pergunta, já que a motivação poderia determinar se o caso permaneceria na esfera da Justiça Federal ou não. Durante a audiência, Oliveira se mostra calmo, mas é impreciso em algumas respostas.

“Um incidente, um imprevisto, que terminou, digamos assim, de forma problemática. Discordâncias em certos pontos… Não saberia me expressar, mas o fato ocorreu. Houve um ferimento. Embora pretendíamos pelo menos dar uma resposta, um susto, alguma coisa dessa natureza e aconteceu”, disse.

Os advogados perguntaram ainda se Oliveira usava algum tipo de remédio controlado. Ele respondeu já ter feito uso de três, mas que atualmente não toma nenhum. “Tem um bom tempo que não vou ao médico.”

Respondendo à juíza sobre sua prisão, Oliveira disse ter sido espancado por militantes mesmo quando já estava no chão imobilizado pela polícia. Ele reclama de dores nas costelas que o impedem de falar mais alto.

“Fui preso depois de um certo incidente, houve um tumulto, uma confusão muito grande, fui espancado”, disse. Oliveira afirmou ter sido levado para um comércio, que a polícia determinou que fosse aberto para recolhê-lo da confusão. Ali, diz, foi interrogado e, depois, foi levado num carro de polícia até a delegacia da Polícia Federal de Juiz de Fora.

Oliveira afirmou ainda que houve policiais que o ameaçaram e tiveram tom autoritário. Ele conta ter levado um soco antes de entrar na viatura.

O agressor disse que não fez contato com a família, embora um policial estivesse disposto a ajudá-lo nisso. “Até porque eu não tinha o número de cor, tinha na agenda do celular, que tinha sido levado.”

Segundo o relato de Oliveira, por volta das 3h, ele foi levado para o Ceresp, um presídio de Juiz de Fora, onde foi intimidado por alguém que descreveu como “líder” do local e por agentes penitenciários.

Oliveira disse ter sido chamado de “bicha”, “viado”, e que seria colocado na cela para “ser estuprado por um negão”. Também relatou ter sido colocado contra a parede e sofrido pisões nos pés descalços. “Disse que eu tinha tentado matar os sonhos dele, o presidente dele”, contou.

Embora a cela fosse projetada para dois detentos, ele era o sétimo dentro do espaço. Oliveira afirmou que os companheiros de cela o trataram bem: “Dentro da cela, o pessoal era muito humano, todo mundo no mesmo barco, todo mundo cometeu um delito, um erro, todo mundo se respeita.”

Fátima mostrou disposição para ajudar o namorado na campanha de deputado federal

Fátima mostrou disposição para ajudar o namorado na campanha de deputado federalFoto: Divulgação

A apresentadora Fátima Bernardes é a maior doadora física da campanha do amado, Túlio Gadêlha. Fátima aparece com uma doação de R$ 5 mil, atrás apenas da Direção Nacional, que doou R$ 50 mil para a campanha do candidato a deputado federal pelo PDT. Em seguida, aparece o pai da apresentadora, Amâncio Bernardes, militar, sub-oficial da Força Aérea, que doou R$ 4.500. Na lista, tem ainda Rafaela Brites, esposa de Felipe Andreoli, que ajudou com R$ 400. 

Em tempo: Segundo a legislação eleitoral, cada pessoa física pode contribuir com, no máximo, 10% do rendimento bruto do ano anterior.

Fernando Haddad visitou Lula na sede da PF em Curitiba

Fernando Haddad visitou Lula na sede da PF em CuritibaFoto: Nelson Almeida/AFP

O ex-presidente Lula bateu o martelo e autorizou que Fernando Haddad seja oficializado como candidato do PT ao Planalto nesta terça-feira (11), em frente à sede da Polícia Federal em Curitiba, onde está preso desde abril.

Em detalhes fechados nesta segunda-feira (10), durante conversas dentro de sua cela com o próprio Haddad e advogados, Lula decidiu que o anúncio da troca na chapa petista será feito após reunião da executiva nacional sigla, na capital paranaense.

Ladeado pelos dirigentes da sigla, com o objetivo de mostrar união, Haddad fará um pronunciamento à militância e também haverá a leitura de uma carta escrita pelo ex-presidente.

Lula pediu a colaboração de diversos aliados, que enviaram mensagens a ele sobre como fazer a substituição do posto. Haddad passou o dia em conversas com o padrinho político, ajustando os detalhes que constam da carta e de seu discurso. Nesta terça (11), encerra-se o prazo dado pela Justiça Eleitoral para que o PT faça a troca de Lula na cabeça de chapa do partido ao Planalto.

A defesa do ex-presidente ainda aguarda recursos no Supremo Tribunal Federal (STF), mas petistas admitem que as ações são apenas formalidades para embasar o discurso de que lutaram até o fim para tentar garantir a candidatura de Lula.

Uma ala do PT, ligada à presidente da sigla, Gleisi Hoffmann (PR), insistia em esticar a corda dos prazos até o último minuto, mas a ordem foi não arriscar a viabilidade da chapa.

Candidato não participou de entrevista ao G1, que aconteceria em seguida

O candidato ao governo pela coligação Pernambuco Vai Mudar, senador Armando Monteiro (PTB), falou em segurança na sabatina na tarde desta segunda 10, durante o NETV1, na Rede Globo Nordeste. “Nós vamos assumir a coordenação, restabelecer a autoridade e resgatar o Pacto pela Vida”, afirmou Armando ao apresentador Márcio Bonfim.

“O tema da segurança é central: 16.400 pernambucanos perderam a vida nos últimos três anos e meio. Esse ano nós já temos 2.800 mortes. Nós temos 1.600 assaltos a ônibus registrados esse ano. E uma média de quase seis estupros por dia”, citou Armando.

“Vamos criar o Comando Cidadão vinculado diretamente ao Gabinete do Governador. Coordenar as ações. Motivar os policiais, oferecendo a eles, naturalmente, condições mais adequadas, criando centrais de comando e inteligência, implantando as patrulhas rurais, porque hoje quem mora no interior de Pernambuco também vive sobressaltado”.

Armando criticou a falta de comando do governador Paulo Câmara, que segundo ele, permitiu o aumento dos índices de criminalidade.

O candidato também propôs a substituição dos policiais militares que atuam em funções administrativas por quadros oriundos das Forças Armadas. “Podemos ampliar os efetivos, colocando em funções administrativas, por exemplo, egressos do serviço militar. Em vez de você ter policiais treinados fazendo funções administrativas, na retaguarda, vamos liberá-los para que eles possam ir para rua. E vamos colocar nessas funções jovens ou pessoas egressas do serviço militar. É uma medida prática, que implica em usar o efetivo, que já é da folha do Estado. Não significa aumento de gastos”, arrematou.

Ausência no debate do G1 PE:  o candidato não participou da entrevista ao G1 marcada para esta segunda-feira (10), no Recife. Durante o NE1, Armando concedeu entrevista ao jornalista Márcio Bonfim, da TV Globo, mas informou logo em seguida que não participaria da sabatina do G1, marcada para as 13h, alegando compromissos de campanha.

As regras foram apresentadas e aceitas por representantes dos candidatos em reunião no dia 6 de setembro. O representante do PTB estava presente e assinou a ata se declarando ciente das regras e da ordem das entrevistas.

Foto: Sérgio Lima/Poder360

G1

A Polícia Federal avaliou que áudios entregues por Alvaro Novis, um dos delatores da Lava Jato, reforçam a tese de que a Odebrecht entregou dinheiro a um amigo do presidente Michel Temer como contrapartida a benefícios para a empresa.

No relatório entregue ao Supremo Tribunal Federal na semana passada, a PF disse ter encontrado indícios de que Temer cometeu os crimes decorrupção passiva e lavagem de dinheiro. Segundo a PF, Temer recebeu R$ 1,4 milhão dos R$ 10 milhões que teriam sido acertados.

Caberá à Procuradoria Geral da República avaliar o que a Polícia Federal informou e decidir se oferece denúncia.

Os áudios foram entregues no âmbito do inquérito que apura o suposto repasse de R$ 10 milhões da Odebrecht para o MDB a pedido de Temer. Segundo delatores da Odebrecht, o valor foi acertado em 2014, num jantar no Palácio do Jaburu.

Quando o conteúdo das delações se tornou conhecido, a assessoria de Temer afirmou “repudiar com veemência as falsas acusações” dos delatores, acrescentando que as doações da construtora foram por transferência bancária e declaradas à Justiça Eleitoral. “Não houve caixa 2 nem entrega em dinheiro a pedido do presidente”, dizia a nota.

O G1 procurou a assessoria de Temer novamente nesta segunda-feira (10) e aguardava resposta até a última atualização desta reportagem.