João Campos foi confirmado entre os deputados titulares na CCJ

                                        Foto: Chico Ferreira

Quatro deputados federais pernambucanos serão titulares da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, o primeiro colegiado que vai analisar a reforma da previdência. Três deles são contra as novas regras das aposentadorias: Danilo Cabral (PSB), João Campos (PSB) e Renildo Calheiros (PCdoB). O Pastor Eurico (Patriota) defende ajustes. “A previdência será o primeiro desafio. Acho que a estratégia da oposição vai passar pela obstrução. Como vamos analisar uma reforma que mexe na vida de todos os trabalhadores, de jovens a idosos, sem debater a questão dos militares?”, questiona João Campos.

Para Danilo Cabral, ainda não há um termômetro de como partidos do governo e da oposição vão atuar na CCJ. “O cronograma de análise da reforma no Congresso está muito mais submetido a essa articulação para a consolidação da base governista. O governo está começando, ao contrário do que disse na campanha, a se fazer valer dos velhos e tradicionais métodos de cooptação. Do velho toma lá, dá cá. A primeira medida foi essa liberação de R$ 1 bilhão em emendas.”

Renildo Calheiros diz esperar que a tramitação siga o trâmite normal, dando tempo para que se possa discutir a matéria. 

“Vou votar contra. O projeto como chegou aqui é muito ruim para assalariados e trabalhadores. As mudanças são todas no sentido de diminuir o valor do benefício e dificultar a aposentadoria, que é o maior mecanismo de assistência social”, explica.
Na visão do Pastor Eurico, o debate vai transcorrer de acordo com o regimento. “Posições contrárias e favoráveis fazem parte do processo. Eu defendo que haja reforma. Quanto a maneira proposta pela equipe do governo, acho que algumas situações serão melhor trabalhadas”, defende.

Outros cinco pernambucanos serão suplentes da comissão: André de Paula (PSD), Augusto Coutinho (SD), Silvio Costa Filho (PRB), Tadeu Alencar (PSB) e Túlio Gadelha (PDT). “Um ponto relevante que não podemos permitir é a desconstitucionalização da Previdência, pois facilitará mudanças posteriores, sem segurança legal e sem debates”, ressalta Gadelha.

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