O médico Denis César Barros Furtado não tem registro para atuar no Rio nem formação em cirurgia plástica

                  Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A Justiça do Rio de Janeiro, por unanimidade, concedeu na noite desta terça-feira (29) o habeas corpus para o médico Denis Cesar Barros Furtado, conhecido como Doutor Bumbum. Preso desde o dia 19 de julho de 2018, o médico responde pela morte da bancária Lilian Calixto, 46, após a realização de um procedimento estético.

Os desembargadores da 7ª vara criminal do Rio decidiram trocar a prisão do médico por medidas cautelares. Entre elas, ele deve ficar em casa à noite e nos dias de folga, enquanto estiver sendo investigado. Ele também está proibido de deixar o Rio de Janeiro.

Lilian era moradora de Cuiabá e morreu no dia 15 de julho de 2018 horas depois de ser submetida a um procedimento estético no glúteo no apartamento do médico, em um condomínio na Barra, zona oeste do Rio. 

Na ocasião, o médico relatou que a paciente não teve reação à aplicação de 300 ml de PMMA (polimetilmetacrilato) na região do glúteo. Ela teria, no relato do médico, ligado mais tarde alegando estar se sentindo mal e foi levada ao hospital privado Barra D’Or. 

Segundo informações da unidade de saúde, ela chegou em estado extremamente grave e mesmo após “manobras de recuperação”, não foi possível reverter o quadro. A paciente acabou morrendo duas horas após atendimento devido a uma embolia pulmonar, causada por uma obstrução em uma artéria do pulmão. 

O médico, que não tem registro para atuar no Rio nem formação em cirurgia plástica, foi preso junto com a mãe, Maria de Fátima Furtado, que atuava como assistente, e a namorada, que era sua secretária.

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