Monthly Archives: outubro 2018

Obesidade é um problema que cresce em todo o mundo e já é considerada uma epidemia

Obesidade é um problema que cresce em todo o mundo e já é considerada uma epidemiaFoto: AFP

Na véspera do Dia Mundial de Combate à Obesidade, celebrado nesta quinta-feira (11), o Brasil segue as discussões sobre a criação do primeiro Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para a obesidade e o sobrepeso no SUS. No mesmo dia da data emblemática do alerta para a doença, o País completa um mês do encerramento de uma enquete com a sociedade civil, profissionais de saúde e população, sobre sugestões para o protocolo. A pauta está com a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias do SUS (Conitec) e já há algumas proposições em análise. Entre elas, a definição etária para tratamento a partir dos 18 anos e a inserção das medicações sibutramina e orlistate, para ajudar na perda de peso, de forma gratuita. 

Em todo o mundo, a obesidade tem crescido e caracterizado uma epidemia. Dados do sistema de vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico (Vigitel) mostraram que a doença cresceu 60% em dez anos – de 11,8% em 2006 para 18,9% em 2016. O protocolo preliminar traz recomendações para usuários atendidos na atenção básica e especializada do SUS. Além da idade mínima para serem elegíveis ao tratamento, o usuário deve ter Índice de Massa Corporal (IMC ) igual ou superior a 25 kg/m2, entre outras exigências. 

protocolo inclui ainda orientação para que os portadores de diabetes tenham acesso a terapia dietética, atividade física, suporte psicológico, terapias combinadas, terapia farmacológica, práticas integrativas e diagnóstico. “Tudo isso está sendo discutido, mas ainda não foi batido o martelo. Contudo, uma das principais implicações é a possibilidade de haver remédio para obesidade no serviço público, o que até agora a gente não tem. Se esse protocolo andar, passaremos a ter esses remédios pagos pelo SUS”, comentou o presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, Fábio Moura. 

Na avaliação do chefe do serviço de obesidade do Hospital das Clínicas de Pernambuco, Álvaro Ferraz, a instituição do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas nacional promoverá uma abordagem positiva e linear com os pacientes em unidades saúde menores, já que nos hospitais de referência, como o HC, já há um fluxo bem definido . “Isso é mais importante para as unidades básicas e hospitais menores, para criar uma sistematização de atendimentos. Hoje o que a gente vê nesses locais é que cada um trata do jeito que quer”, disse. 

Ferraz ainda lembrou que os cuidados com os obesos, na sua maioria, são clínicos, passando por reeducação alimentar e exercícios. Outra parcela precisa de intervenção medicamentosa. Contudo, um grupo importante são os superobesos, para quem a intervenção mais indicada pode ser a cirúrgica, mas que vem em queda vertiginosa de procedimentos por falta de financiamento federal. “No ano passado a gente fez 115 cirurgias. Já este ano não vamos fazer 60”, lamentou Álvaro. 

O HC é um dos quatro hospitais que fazem o procedimento pelo SUS no Estado. O diretor médico do Centro Médico Ermírio de Moraes da Prefeitura do Recife, Silvio Paffer, acredita que será difícil a incorporação ao SUS de drogas caras (com custo médico mensal na casa dos R$ 300). Ele defende a prevenção como melhor e mais econômica forma de combate. “É melhor focar nos processos patológicos antes que eles comecem do que tratar a doença de maneira definitiva”, pontuou.

Presentes

                                           Presentes Foto: Reprodução/Internet

Longe de atingir o patamar de 2014, quando mais de 490 mil pessoas entraram no mercado de trabalho pelas vagas temporárias de Natal, a temporada de contratação deste fim de ano, apesar de apresentar uma melhora, não deve empolgar. Isso porque, o contingente de desempregados no País é muito grande, mais de 12 milhões de pessoas, enquanto a previsão de criação de vagas temporárias deve ficar em 59,2 mil nos setores de comércio e serviços segundo pesquisa divulgada nessa terça-feira (9) pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Em Pernambuco, dados da Associação Brasileira do Trabalho Temporário (Asserttem) sinalizam aumento de 9,9% em relação a 2017, com a criação de 7.594 postos temporários neste ano

O número da Asserttem corrobora a previsão da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL-Recife), que estima criação de 7 mil vagas temporárias na Região Metropolitana do Recife. “O que projetamos de diferente do ano passado é a taxa de aproveitamento desse efetivo, que deve ficar em cerca de 10%. Já o início dessas contratações, por ser um ano eleitoral, deve acontecer entre novembro e dezembro mesmo”, comenta o presidente da CDL-Recife, Cid Lôbo. 

Além do setor de comércio, que responde por quase 60% das contratações temporárias, o de serviço também se mostra otimista com a chegada do fim de ano. Segundo o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes seccional Pernambuco, André Araújo, o crescimento das contrações temporárias deve ser de 10%. “No fim do ano sempre há aquecimento na contratação temporária. Os melhores se destacam e acabam sendo aproveitados”, comenta Araújo. 

Considerada uma oportunidade de recolocação profissional mais rápida, a previsão de alta nas contratações temporárias neste fim de ano reforça as conjecturas de retomada da economia brasileira. “Nesses momentos, fica difícil para as empresas investirem em despesas fixas, diante de receitas flutuantes “, afirma o presidente da associação. Na avaliação da economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, os dados sinalizam uma recuperação gradual da economia e injetam otimismo para 2019. “Para um país que há pouco tempo fechava postos de trabalho, esse número serve de alento e oportunidade para muitas pessoas”, afirma ela.

Contraponto
Enquanto o cenário geral é de otimismo, previsão feita em setembro pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismos (CNC) diz que haverá recuo na criação de vagas temporárias. “Estimamos que ao contrário do ano anterior, que abriu 73,9 mil empregos temporários, em 2018, esse número deverá ser de 72,7 mil”, prevê o economista da CNC, Fábio Bentes. Ele atribui o recuo ne geração de vags temporárias aos efeitos da greve dos caminhoneiros. “A paralisação de maio derrubou pela metade as mais positivas projeções de crescimento, e isso influenciará com certeza na criação de vagas no país”, afirma. Seguindo a mesma linha de raciocínio, o economista da Fecomércio-PE, Rafael Ramos, é enfático: “Com base na avaliação do cenário geral, estimo que a queda deve ser de aproximadamente 2,0% na contratação de temporários em 2018”, enfatiza o economista.

João Doria defende o apoio a Bolsonaro no segundo turno das eleições presidenciais

João Doria defende o apoio a Bolsonaro no segundo turno das eleições presidenciaisFoto: Nelson Almeida/AFP

Hostilizado por Geraldo Alckmin durante reunião do PSDB nesta terça (9), o candidato da sigla ao governo de São Paulo, João Doria, disse à Folha de S.Paulo que a reunião terminou “em paz e sem ressentimentos”. “Não saio com nenhuma mágoa”, afirmou. Como mostrou a Folha de S.Paulo, o presidenciável tucano insinuou que o aliado é um traidor.

O embate ocorreu durante encontro em que o tucanato discutiu a posição da sigla neste segundo turno entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). Doria iniciou sua fala pedindo uma salva de palmas para Alckmin, derrotado no primeiro turno da disputa presidencial. O ex-governador, então, fez sinal de não com as mãos. Segundo aliados, Doria interpretou o gesto como um “não precisa”. Já aliados de Alckmin dizem que ele estava mesmo recusando a homenagem.

Durante o encontro, Alckmin também ouviu Doria e outros quadros do partido defenderem o apoio a Bolsonaro -coisa que o candidato paulista fez no próprio domingo (7), logo após a votação. Depois, ele reclamou da falta de planejamento para o segundo turno. Neste momento é que Alckmin teria se irritado.

Doria discursava quando foi interrompido por Alckmin. Neste momento, o tucano disse que o “traidor” ali não era ele. E emendou que também não era falso.

Polarização nacional é confirmada: Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) se enfrentarão no segundo turno da eleição para presidente

Polarização nacional é confirmada: Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) se enfrentarão no segundo turno da eleição para presidenteFoto: AFP

Fator decisivo para levar a eleição presidencial para o segundo turno, que será realizado em 28 de outubro, o Nordeste recebe pouca atenção nos planos de governo de Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL). Com 51% dos votos válidos, o candidato petista teve no Nordeste sua única vitória entre as regiões brasileiras. O pesselista fechou com 26%. Nas capitais, no entanto, cinco registraram mais votos para o capitão reformado (Recife, Natal, Maceió, Aracaju e João Pessoa) e três para o ex-prefeito de São Paulo (Salvador, São Luís e Teresina). Em Fortaleza, a vitória foi de Ciro Gomes (PDT), terceiro colocado no primeiro turno.

No plano de governo de Haddad, a palavra “Nordeste” aparece uma única vez no parágrafo que discorre sobre o Plano Nacional de Redução de Homicídios. De acordo com o texto, boa parte das ocorrências de homicídios no País – que supera a marca de 63,8 mil por ano – acontecem nas capitais do Nordeste e do Norte, especialmente com uso de arma de fogo. O projeto pretende uma “redução expressa” no número de mortes violentas no Brasil. 

Em um eventual governo Haddad, serão adotadas políticas entre vários setores que deem qualidade a serviços públicos em territórios vulneráveis. Os grupos formados por crianças, jovens, negros, mulheres e população LGBTI+ e, prioritariamente, a juventude negra que vive nas periferias e são vítimas de um “verdadeiro extermínio”, receberão mais atenção das políticas públicas.

O petista também fala sobre aumentar significativamente o esclarecimento da autoria dos casos de homicídios e latrocínios. Haddad ainda promete a retomada da revitalização de bacias hidrográficas como a do rio São Francisco, que é “uma prioridade de integração nacional“. O programa de construção de cisternas, afirma o plano do petista, será ampliado.

Já o plano de governo de Bolsonaro cita a região como uma “potência energética” ao apresentar soluções para os problemas de energia do Brasil. “Com Sol, vento e mão de obra, o Nordeste pode se tornar a base de uma nova matriz energética limpa, renovável e democrática“, diz o texto.

Segundo o projeto do candidato de extrema-direita, toda a cadeia produtiva relacionada à produção da energia eólica será expandida. Também serão feitas parcerias com universidades locais para desenvolvimento de novas tecnologias. Na segunda-feira (8), Bolsonaro agradeceu a votação no Nordeste em uma publicação em sua página no Twitter. O petista celebrou o dia do nordestino e também agradeceu a região.

Após o resultado do primeiro turno, o Nordeste e o povo nordestino foram alvos de ataques xenofóbicos e agradecimentos nas redes sociais. Com uma parcela de mais de 39 milhões de eleitores aptos a votar, a segunda maior região do Brasil deve ser mais uma vez rota frequente dos presidenciáveis na campanha em busca da vitória no segundo turno. 

Fernando Haddad

                            Fernando Haddad Foto: Ricardo Stuckert/Fotos Públicas

candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, pediu apoio ao PSOL para o combate à disseminação de notícias falsas contra ele nas redes sociais, as chamadas fake news. Em reunião com os dirigentes do partido na tarde dessa terça-feira (9), Haddad afirmou que a proliferação de notícias falsas é uma das principais ameaças à sua candidatura.

Um grupo de militantes do PSOL se reuniu nesta tarde para discutir antídotos contra fake news. Recém-eleito deputado pelo PSOL do Rio, Marcelo Freixo admitiu, no entanto, não saber como ajudar.

Na conversa, ele lembrou ter sido vítima da divulgação de notícias falsas durante a disputa pela Prefeitura do Rio. Uma delas foi a distribuição de uma gravação falsa, em que seu imitador informava a intenção de trocar o sexo das crianças nas escolas da cidade.

Após o encontro, o PSOL oficializou o apoio a Haddad na disputa presidencial. O candidato derrotado do PSOL, Guilherme Boulos, declarou apoio integral a Haddad.

“É uma encruzilhada entre a democracia e o autoritarismo, entre a civilização e a barbárie, entre a defesa dos direitos e a destruição dos direitos sociais”, disse.

Nesta quarta-feria (10), Haddad deverá se reunir com dirigentes do PSB. É esperada uma reunião com Ciro Gomes na quinta-feira (11).

Bolsonaro

                    Bolsonaro Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) já tem um esboço de pelo menos 9 dos 15 nomes para ocupar a Esplanada dos Ministérios. Além do economista Paulo Guedes, anunciado para a Fazenda caso o capitão reformado seja eleito, o desenho inclui dois generais da reserva do Exército e um astronauta. O coordenador da campanha, deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), é o preferido para chefe da Casa Civil, pasta que acumularia também a relação com o Legislativo, hoje tema que está sob os cuidados da Secretaria de Governo.

A promessa de Bolsonaro é reduzir os 29 ministérios a 15. Ele tem prometido não negociar os cargos em troca de apoio no Congresso. Nessa lógica, Educação abarcaria as pastas de Cultura e Esportes e seria administrada por Stravos Xanthopoylos, um dos principais conselheiros de Bolsonaro para educação. Xanthopoylos é diretor de relações internacionais da Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed) e ex-integrante da Fundação Getulio Vargas. É conhecido na campanha como “o grego”.

Para a Saúde, um nome cotado é o de Henrique Prata, presidente do Hospital do Câncer de Barretos. Bolsonaro e ele são bastante amigos. O deputado já fez mais de uma visita ao hospital administrado por Prata, além de ter destinado emendas parlamentares para a instituição. Outra aposta para a pasta é Nelson Teich, empresário e médico oncologista do Rio. Paulo Guedes, apelidado de “Posto Ipiranga”, assumiria, em caso de vitória no 2º turno, o Ministério da Economia, pasta que reuniria Fazenda e Planejamento. Há uma indefinição sobre o futuro do Ministério de Indústria e Comércio Exterior: se ele seria agregado à Economia ou se mantido como pasta independente.

Para comandar os Transportes, Bolsonaro tem preferência por Osvaldo Ferreira, general quatro estrelas da reserva. O militar tem coordenado uma série de reuniões em Brasília que dão suporte para a construção de um plano de governo. Ele comanda as propostas para infraestrutura. Outro general da reserva, Augusto Heleno já foi anunciado pelo candidato como seu eventual ministro da Defesa. Heleno mantém uma relação de proximidade com a família do capitão reformado e é o principal ponto de contato do grupo de Brasília com o candidato.

Para a pasta de Ciência e Tecnologia, o mais cotado é Marcos Pontes, astronauta brasileiro, que chegou a ser cotado para vice da chapa do PSL. Pontes é o segundo suplente do deputado Major Olímpio (PSL-SP), recém-eleito para o Senado. Para o Ministério da Justiça, o nome do presidente interino do PSL, Gustavo Bebianno, é o mais cotado. Ele é formado em direito pela PUC-Rio e comanda a estratégia jurídica da campanha.

Bebianno, contudo, tem negado que vá ocupar o cargo em caso de vitória do presidenciável. Outro nome sondado internamente é o de Antonio Pitombo, advogado de Bolsonaro em ações que o deputado responde no STF (Supremo Tribunal Federal). O ruralista Nabhan Garcia, presidente da UDR (União Democrática Ruralista), é o principal nome para o Ministério da Agricultura, pasta que reuniria também o Meio Ambiente. O empresário do interior paulista é amigo de longa data do candidato e tem acompanhado de perto o processo de sua recuperação desde a facada sofrida em 6 de setembro, em Juiz de Fora (MG).

Antes mesmo do início oficial da campanha, Bolsonaro prometia anunciar os 15 nomes que gostaria que integrassem seus ministérios, em caso de vitória. A corrida presidencial avançou para o segundo turno e essa ideia ficou para trás. “Quando você anuncia, deixa um feliz e todos os outros descontentes”, afirma Heleno, que chegou a ser cotado para vice, mas acabou impedido por sua legenda, o PRP. Apesar de alguns desses nomes já terem sido mencionados como ministros por Bolsonaro, o único anunciado é Guedes para comandar a equipe econômica.

Apesar de desencontros recentes em discursos entre ele e Bolsonaro, o economista deu o selo de confiança de que a campanha precisava para conquistar, até aqui, o apoio do mercado financeiro.

Com a confirmação de Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, os demais partidos começaram a definir a posição que adotarão no pleito.

No primeiro turno, Bolsonaro obteve 49,2 milhões de votos (46,03%) e Haddad, 31,3 milhões (29,28%). O segundo turno está marcado para o dia 28.

Até o momento, quatro partidos já definiram qual posição adotarão no segundo turno. PP e Novo decidiram pela neutralidade. Isso significa que as siglas não apoiarão formalmente nem Bolsonaro nem Haddad. O PTB definiu apoio a Bolsonaro. Já o PSOL decidiu apoiar a candidatura de Haddad.

Novo: O partido confirmou nesta terça-feira (9) que não vai apoiar nem Fernando Haddad (PT) nem Jair Bolsonaro (PSL). No entanto, a sigla declarou, em nota aos militantes, que é “absolutamente” contrária ao PT, que, segundo o Novo, “tem ideias e práticas opostas às nossas”.

PP: A sigla divulgou um documento nesta terça em que declara que manterá postura de “absoluta isenção e neutralidade” no segundo turno. A legenda integra o chamado bloco do “Centrão” e no primeiro turno do pleito havia participado da coligação do candidato do PSDB, Geraldo Alckmin.

PSOL: O partido declarou que irá apoiar o candidato do PT, Fernando Haddad, no segundo turno. A decisão foi tomada pela Executiva Nacional do partido após reunião na segunda (8).

PTB: Em nota divulgada nesta terça, o partido anunciou apoio a Bolsonaro. Segundo a nota, as propostas econômicas do candidato do PSL são o principal motivo do apoio.

G1

O presidente do PSDB, Geraldo Alckmin, informou nesta terça-feira (9) que o partido não apoiará Jair Bolsonaro (PSL) nem Fernando Haddad (PT) no segundo turno da eleição presidencial. Segundo ele, a legenda também não vai compor o governo de quem vencer.

O anúncio foi feito por Alckmin após reunião da Executiva Nacional do PSDB. Ex-governador de São Paulo, ele disputou a eleição presidencial pela segunda vez e ficou em quarto lugar – recebeu 5.096.349 votos (4,76%).

Segundo Alckmin, a cúpula do PSDB decidiu liberar os diretórios estaduais da legenda e os filiados para fazer a escolha que quiserem.

Segundo Alckmin, o filiado ao PSDB que anunciar apoio a Haddad ou a Bolsonaro o fará em “caráter pessoal, não em nome do partido”.

Durante a campanha presidencial, o tucano tentou se apresentar como “terceira via”, ou seja, a alternativa a Bolsonaro e a Haddad, afirmando que os dois candidatos representavam o “radicalismo” de direito e de esquerda.

A mesma estratégia foi adotada por Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede) e Henrique Meirelles (MDB).

“Nós não nos sentimos representados nem por um nem pelo outro. Falamos isso a campanha inteira. Só estamos repetindo de forma coerente aquilo que nós falamos na campanha. […] É evidente que o partido não estará em governo nenhum”, declarou.

Nesta terça-feira, Alckmin disse que, na opinião dele, o PSDB deve fazer oposição tanto a Haddad quanto a Bolsonaro.

UOL Notícias

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) pediu ao eleitor católico que escolha candidatos em votações de segundo turno que ajudem a preservar, e não a destruir, sistemas democráticos. A CNBB também havia se posicionado publicamente no primeiro turno das eleições gerais, quando pediu ao eleitorado católico que evitasse votar em candidatos que pregavam discursos de ódio e a violência.

Em entrevista ao Portal Uol Notícias nessa segunda-feira, 8, o secretário-geral da entidade e bispo auxiliar de Brasília, dom Leonardo Steiner, afirmou que esse é um tema que os próprios padres podem abordar nas celebrações religiosas, com a ressalva de que, por lei, não podem se manifestar, nessas ocasiões, a respeito de candidaturas. Mesmo o posicionamento nas missas é orientado pelos bispos.

“Os padres não podem, pela legislação, defender um ou outro candidato, mas podem falar sobre a importância da preservação da democracia”, disse. “Quem orienta padres nas paróquias, entretanto, é o próprio bispo”, ressalvou.

“Que o católico observe se candidatos pregam mais ou menos democracia”

Steiner evitou se posicionar sobre a polarização que envolve a disputa entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), candidaturas alinhadas a campos ideológicos opostos.

“Temos duas candidaturas à Presidência, mas somos a favor é da democracia. O que pedimos é que o eleitor católico observe se os candidatos pregam mais ou menos democracia; se buscam a convivência fraterna com base da educação, no respeito e justiça social, ou não”, declarou.

“Não podemos votar com o coração cheio de ódio, nem pensando que vamos mudar o Brasil de uma hora para outra: não existem salvadores da pátria, mas uma democracia que precisa ser permanentemente construída”, definiu o religioso. Ele reforçou: “Como cristãos, somos sempre pessoas de esperança, e a pessoa de esperança vai construindo a democracia”.

O secretário-geral da CNBB também enfatizou a importância de os eleitos serem fiscalizados pelos eleitores, bem como por entidades da sociedade organizada, tanto de cargos executivos quanto legislativos. Por outro lado, criticou a avalanche de notícias falsas que marcou o primeiro turno da campanha e disse esperar, nesta etapa, “menos notícias falsas, e mais notícias verdadeiras” – sobretudo por meio de “um debate mais amadurecido” das propostas dos candidatos.

Indagado sobre um perfil mais conservador também das casas legislativas, Steiner resumiu: “Vamos ter que esperar o resultado desse segundo turno e ver como as forças políticas se movimentam, para, só então, ver se essa renovação veio para o bem, ou não”, disse. “Mas creio que cometemos um erro: falamos muito pouco do Senado e das câmaras e não nos concentramos tanto nos candidatos à Presidência”, arrematou.

Na sexta, 5, que antecedeu a votação, em texto da própria CNBB, o secretário-geral alertara: “Não podemos continuar com bancadas, precisamos reafirmar partidos. (…) Por isso a necessidade de uma boa escolha. Votarmos em pessoas que estejam dispostas a discutir as questões do Brasil como a educação, o meio ambiente, a saúde, a convivência. Votar em pessoas apresentem projetos que ajudem a ter um Brasil para todos”, afirmara.

Evangélicos com Bolsonaro

Se por um lado a Igreja Católica não firmou apoio a nenhum presidenciável, segmentos do setor evangélico, especialmente os neopentecostais, já fecharam com Bolsonaro antes mesmo de a votação de domingo, 6. No final do mês passado, por exemplo, o líder da Igreja Universal do Reino de Deus, Edir Macedo, anunciou apoio ao capitão reformado do Exército.

Dias depois, Bolsonaro daria entrevista à TV Record, de Macedo, para ser veiculada no mesmo horário do debate que a TV Globo promoveria com os presidenciáveis – ao qual Bolsonaro faltou alegando impedimento médico.

A Primeira Câmara do Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) esteve reunida nesta terça (9) e julgou a Prestação de Contas dos gestores da Prefeitura Municipal de Ingazeira, referente ao exercício financeiro de 2015.

Como interessados Miguel Melo dos Santos, Luciano Torres (Ordenador de Despesas), Fabiana Martins Torres, Jarbas Pereira Torres (Contador), Poliana Viana de Moraes e Marcos Antônio de Souza Medeiros.

No julgamento, a Primeira Câmara do Tribunal de Contas, à unanimidade, julgou irregulares as contas relativas ao exercício financeiro de 2015, aplicando multa e imputando débito.

Os valores da multa e do ressarcimento ainda serão informados no Diario Oficial. As informações são do Afogados On Line.

NE 10

As cidades de Pesqueira, Belo Jardim e Arcoverde, ficarão sem representação na Assembleia Legislativa (Alepe) e na Câmara Federal nos próximos quatro anos, após as eleições gerais deste ano.

Os candidatos a deputado federal e estadual das três cidades não conseguiram votos suficientes para se eleger. No âmbito estadual, Andréa Mendonça (DEM), de Belo Jardim, teve 24.608 votos, mas não conseguiu ser eleita. O deputado estadual João Eudes (PP), de Pesqueira, tentava a reeleição e conseguiu 25.584 votos, mas não foram suficientes.

Eduíno (PP), de Arcoverde, conquistou 22.351 votos, mas também não se elegeu. Luciano Pacheco (Pros) angariou 8.849 votos e não conseguiu ser eleito.

Para o cargo de deputado federal, Vinícius Mendonça (DEM), filho de Mendonça Filho, conseguiu 54.131 votos, mas não se elegeu. O candidato de Arcoverde, Zeca Cavalcanti (PTB), fez 57.755 votos, mas não foi eleito. Pesqueira não teve candidato a deputado federal.

Bernardo Mello Franco – O Globo

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso não admite em nenhuma hipótese apoiar o candidato Jair Bolsonaro (PSL) no segundo turno da eleição presidencial.

“Nenhum dos dois é do meu agrado, mas o Bolsonaro está excluído. Não tem sentido”, afirmou ao blog.  “O Bolsonaro não tem jeito. É uma folha seca que vai com o vento. E a ventania está forte”, acrescentou.

FH é avesso ao discurso autoritário do capitão, que já defendeu seu fuzilamento em 1999. Na campanha, ele se irritou com ideias como a convocação de uma Assembleia Constituinte de notáveis e o aumento do número de vagas no Supermo Tribunal Federal. “Sou completamente contra tudo isso”, disse o tucano.

O ex-presidente deixou claro que não seguirá os colegas de PSDB que têm se aproximado de Bolsonaro. O candidato do partido ao governo paulista, João Doria, já declarou apoio ao capitão.

“Eu não acompanho, né? O PSDB teve um candidato que perdeu a eleição. Agora o partido precisa se reunir para conversar. As pessoas começam a falar antes da hora? Eu tenho um defeito: sou institucional”, disse.

Haddad: FH ainda não decidiu se vai ficar neutro ou declarar apoio a Fernando Haddad. “O PT levou o Brasil ao buraco econômico. O Haddad começou a campanha vestindo a máscara do Lula”, criticou. “Quem ganhou a eleição tem que dizer o que vai fazer com o país. Por que eu vou sair correndo para apoiá-lo? Vou esperar”, disse.

O tucano criticou o apoio dos petistas ao governo da Venezuela. Ele ressaltou, no entanto, que não vê risco de o partido seguir a receita de Nicolás Maduro. “Há exagero em afirmar que o PT vai transformar o Brasil na Venezuela. Não tenho esse catastrofismo”, disse.

Até aqui, os petistas não procuraram FH em busca de apoio. “O pessoal do PT é bastante nariz para cima”, comentou o ex-presidente.

Agência Africa

                               Agência Africa Foto: Reprodução/Internet

agência Africa suspendeu seu diretor de negócios, José Boralli, depois que ele compartilhou um post preconceituoso, na noite de domingo, em seu perfil no Instagram.

Diante dos resultados do primeiro turno, que mostraram vitória de Fernando Haddad no Nordeste, Boralli reproduziu na plataforma: “Nordeste vota em peso no PT. Depois vem pro Sul e Sudeste procurar emprego!”. Acrescentou em seguida o comentário “Se liga aí Nordeste!!!”.

Posteriormente, escreveu: “Fiz um post no calor do momento e peço sinceras desculpas a todos que se sentiram ofendidos. Não reflete minha opinião. Eu errei […] Peço desculpas. Em especial aos nordestinos, tantos [com] que eu inclusive trabalho, minha eterna admiração e respeito”.

Nesta segunda (8), os dois copresidentes da agência, Sergio Gordilho e Márcio Santoro, assinaram comunicado interno, dizendo que “um funcionário da Africa postou um comentário infeliz e preconceituoso” e que a empresa “tomará as medidas cabíveis em relação a esse caso, que fere o código de conduta”. À tarde, Boralli já não compareceu aos compromissos na agência.

Gordilho e o fundador da Africa, o publicitário e colunista da Folha de S.Paulo Nizan Guanaes, são baianos. Na nota, a agência acrescenta: “Nascemos da diversidade. Acreditamos nela e a defendemos, acima de tudo. Não respeitá-la seria arranhar nossa biografia e nossos RGs, na maioria nordestinos. O comentário desse funcionário não coincide com nossa crença, não está à altura da nossa história”.

O comunicado encerra dizendo: “Continuaremos vigilantes em relação a qualquer atitude, seja ela de quem for ou onde for, que venha a ferir os nossos valores”.

Jair Bolsonaro

                                 Jair Bolsonaro Foto: Mauro Pimentel/AFP

Para se consolidar como o candidato antipetista no segundo turno,Jair Bolsonaro (PSL) pretende participar de debates presidenciais, atacar o PT e seus escândalos de corrupção e dizer que não terá governabilidade se o seu adversário,Fernando Haddad (PT), for eleito. Filho do capitão reformado, Flavio Bolsonaro (PSL-RJ) comemorou nesta segunda-feira (8) o resultado das urnas e, em especial, destacou o crescimento da bancada do PSL no Legislativo. A legenda passou de 7 para 52 cadeiras na Câmara e de 0 para 4 assentos no Senado.

“Isso significa que o Jair Bolsonaro já iniciará o próximo governo, se Deus quiser, com a grande e ampla base de apoio e mostra que o lado oposto, o lado das trevas, dificilmente terá governabilidade. É mais um ingrediente para que todos avaliem que o caminho melhor é com Bolsonaro na Presidência”, afirmou Flavio, que foi eleito no domingo (7) senador pelo Rio de Janeiro.

De acordo com ele, Bolsonaro já demonstrou interesse em comparecer aos eventos, mas a definição depende de uma avaliação médica, prevista para terça (9) ou quarta-feira (10). O primeiro duelo entre os presidenciáveis no segundo turno está marcado para quinta-feira (11), na TV Bandeirantes.

“A verdade vai ser esfregada na cara do PT, e nós vamos ter a oportunidade de esclarecer àqueles que ainda estão se deixando enganar por um projeto de poder falacioso, mentiroso e corrupto que é do PT”, afirmou Flavio Bolsonaro (PSL-RJ).
No último enfrentamento entre os postulantes ao Palácio do Planalto, Bolsonaro foi criticado por seus concorrentes por sua ausência. Ao mesmo tempo em que a TV Globo transmitia o debate na última quinta (4), a TV Record transmitiu uma entrevista exclusiva com o candidato do PSL.

O núcleo da campanha de Bolsonaro avalia estratégias a serem adotadas para a disputa no segundo turno. Por enquanto, a ordem é seguir o discurso de ataques ao PT, criticar a confiabilidade das urnas e defender o combate à corrupção. A exposição do candidato em eventos públicos ainda é avaliada. Enquanto um grupo defende sua aparição em locais públicos, a saída do deputado federal para votar na manhã de domingo (7) gerou preocupações.

Ele se queixou de desconforto relacionado à bolsa de colostomia após ter sido cercado por jornalistas e apoiadores na saída da seção eleitoral. Bolsonaro ainda está em processo de recuperação após ter sido esfaqueado no início de setembro e passar por duas cirurgias. “O Jair com o foco, usando o seu forte, que são as redes sociais. Ele vai ter uma visita dos médicos dele para determinar se ele vai poder ir para a rua em algum momento, se ele vai poder sair de casa. Então o próximo fator importante vai ser essa perícia dos médicos que vão dizer até onde ele pode ir e até onde ele não pode ir”, disse.

Caso a avaliação seja de que o candidato do PSL tem condições de fazer viagens, deve ser priorizada a região Nordeste, única não visitada por ele durante a campanha e reduto de voto tradicionalmente petista.

Polarização nacional é confirmada: Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) se enfrentarão no segundo turno da eleição para presidente

Polarização nacional é confirmada: Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) se enfrentarão no segundo turno da eleição para presidente Foto: AFP

Um após o primeiro turno, as campanhas dos presidenciáveis Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro começam a se preparar para as próximas 3 semanas. Os debates envolvendo os dois concorrentes ao Palácio Planalto já devem ter início na próxima quinta-feira (11), às 22h, na Band. Seis debates estão marcados até o final da campanha.

Em seguida, a TV Gazeta/Estadão pretende colocar ambos frente a frente, às 18h, no domingo (14). No outro dia, na segunda-feira (15), os adversários se reencontram no debate da RedeTV!, às 22h. 

O Sistema Brasileiro de Televisão (SBT) deve realizar o confronto na quarta-feira (17), às 17h45. No domingo (21), será a vez da Record, às 22h, transmitir mais um embate pela corrida presidencial. Finalmente, a TV Globo fará o seu tradicional encontro entre os candidatos, às 21h30, da sexta-feira (26). Os brasileiros vão às urnas novamente no domingo (28).

Plenário da Alepe

Plenário da Alepe Foto: Rafael Furtado/Folha de Pernambuco

A onda de renovação provocada pela ressaca eleitoral que está varrendo a política brasileira atingiu em cheio a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Dos 46 parlamentares que concorreram à reeleição para um dos 49 assentos na Alepe, 18 não foram eleitos. Outros três deputados – André Ferreira (PSC), Bispo Osssesio Silva (PRB) e Sílvio Costa Filho (PRB) – também deixarão a Casa de José Mariano para, a partir de 1º de janeiro, ocupar vagas na Câmara dos Deputados, em Brasília. Além desses, outros três deputados não concorreram à reeleição: Pedro Serafim (PSDC), por motivos de saúde; Nilton Mota (PSB), que coordenou a vitoriosa campanha do governador Paulo Câmara; e Júlio Cavalcanti (PTB). Somadas, essas saídas representam um índice de renovação de 49%. 

Na nova legislatura, a Frente Popular (MDB, PSB, PSD) terá a maior bancada, com 15 deputados, dentre os quais a delegada Gleide Ângelo (PSB), que foi eleita com a maior votação deste pleito: mais de 412 mil votos. A segunda maior bancada, com 13 integrantes, é da coligação “Pernambuco em 1º Lugar” (PMN, PP, PR, SD), cujo campeão de votos foi o pastor Cleiton Collins (PP), que obteve 106.394. A coligação “Juntos por um Pernambuco Melhor” (DC, PMB, PSC), por sua vez, elegeu cinco representantes e é a terceira maior bancada da Alepe. Juntas, as duas bancadas somam 28 parlamentares, têm maioria dos votos na casa e podem constituir uma importante base de apoio paralmentar para o Palácio das Princesas, garantindo-lhe maioria nas votações. 

A maior bancada de oposição é a da coligação “Pernambuco Vai Mudar” (DEM, PODE, PSDB, PTB), que contará com sete representantes. As coligações “Avança Pernambuco” (PHS, PRTB, PSL, PV) e “O Pernambuco que Você Quer” (AVANTE, PDT, PROS) conquistaram, cada uma, 2 vagas na assembleia estadual. A coligação “A Esperança Não Tem Medo (PCB, PSOL), elegeu a chapa feminista Juntas, para um mandato coletivo formado por cinco mulheres. Não se coligaram PT, com três vagas, e PCdoB, com uma vaga, esta última, ocupada pelo ex-prefeito João Paulo. A bancada feminina, cresceu 50% e passou de 6 para 9 parlamentares.

Composição da nova legislatura da Alepe

G1

Quase 30 milhões de eleitores não compareceram às urnas neste domingo (7), segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O nível de abstenção, de 20,3%, é o mais alto desde as eleições de 1998, quando 21,5% do eleitorado não votou.

Em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, o índice de abstenção também subiu, dois pontos percentuais, em relação ao último pleito, passando de 19,5% para 21,5%. Em número de eleitores, isso representa mais de 850 mil pessoas, de 6,2 milhões em 2014 para 7,1 milhões este ano.

Em 1994, o percentual havia sido ainda maior: 29,3%, o que significa que 1 em cada 3 eleitores aptos não compareceram.

A abstenção tem crescido desde 2006. Na ocasião, 16,8% dos eleitores não votaram. Quatro anos depois, o índice subiu para 18,1%, e chegou aos 19,4% nas eleições presidenciais passadas, em 2014.

Em número de eleitores, a porcentagem desse ano representa 29,9 milhões de pessoas. No primeiro turno de 2014, 27,7 milhões de votantes se abstiveram do voto.

Dos 26 estados, mais o Distrito Federal, o Mato Grosso aparece com o maior índice de abstenção, com 24,6%. Isso significa que 1 em cada 4 eleitores aptos a votar não votaram.

Na direção oposta, o estado com o menor número de abstenções foi Roraima, 13,9%.

São Paulo foi estado com o maior aumento no número de eleitores que não votaram, com quase 870 mil ausências a mais, na comparação com as eleições de 2014. Em proporção, são dois pontos percentuais a mais, de 19,5% para 21,5%.

No entanto, o Distrito Federal foi o local com o maior aumento percentual de abstenções, passando de 11,7% em 2014 para 18,7% este ano. O Amapá aparece como a segunda maior alta, de 10,4% para 16,7%.

Na comparação com o primeiro turno das eleições de 2014, cinco estados tiveram redução proporcional das abstenções.

A maior delas foi no Piauí, que passou 18,9% há 4 anos para 15,7% neste ano. O Ceará saiu de 20,1% para 17,3%. A Paraíba registrou 17,6% de abstenções em 2014. Esse ano, o índice foi de 15%. Em Pernambuco, abstenção de 17,9%.  O Pará teve queda de 21,1% para 20% este ano. Por fim, Santa Catarina teve redução de 0,1% nas abstenções, de 16,4% para 16,3%.