Presentes

                                           Presentes Foto: Reprodução/Internet

Longe de atingir o patamar de 2014, quando mais de 490 mil pessoas entraram no mercado de trabalho pelas vagas temporárias de Natal, a temporada de contratação deste fim de ano, apesar de apresentar uma melhora, não deve empolgar. Isso porque, o contingente de desempregados no País é muito grande, mais de 12 milhões de pessoas, enquanto a previsão de criação de vagas temporárias deve ficar em 59,2 mil nos setores de comércio e serviços segundo pesquisa divulgada nessa terça-feira (9) pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Em Pernambuco, dados da Associação Brasileira do Trabalho Temporário (Asserttem) sinalizam aumento de 9,9% em relação a 2017, com a criação de 7.594 postos temporários neste ano

O número da Asserttem corrobora a previsão da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL-Recife), que estima criação de 7 mil vagas temporárias na Região Metropolitana do Recife. “O que projetamos de diferente do ano passado é a taxa de aproveitamento desse efetivo, que deve ficar em cerca de 10%. Já o início dessas contratações, por ser um ano eleitoral, deve acontecer entre novembro e dezembro mesmo”, comenta o presidente da CDL-Recife, Cid Lôbo. 

Além do setor de comércio, que responde por quase 60% das contratações temporárias, o de serviço também se mostra otimista com a chegada do fim de ano. Segundo o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes seccional Pernambuco, André Araújo, o crescimento das contrações temporárias deve ser de 10%. “No fim do ano sempre há aquecimento na contratação temporária. Os melhores se destacam e acabam sendo aproveitados”, comenta Araújo. 

Considerada uma oportunidade de recolocação profissional mais rápida, a previsão de alta nas contratações temporárias neste fim de ano reforça as conjecturas de retomada da economia brasileira. “Nesses momentos, fica difícil para as empresas investirem em despesas fixas, diante de receitas flutuantes “, afirma o presidente da associação. Na avaliação da economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, os dados sinalizam uma recuperação gradual da economia e injetam otimismo para 2019. “Para um país que há pouco tempo fechava postos de trabalho, esse número serve de alento e oportunidade para muitas pessoas”, afirma ela.

Contraponto
Enquanto o cenário geral é de otimismo, previsão feita em setembro pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismos (CNC) diz que haverá recuo na criação de vagas temporárias. “Estimamos que ao contrário do ano anterior, que abriu 73,9 mil empregos temporários, em 2018, esse número deverá ser de 72,7 mil”, prevê o economista da CNC, Fábio Bentes. Ele atribui o recuo ne geração de vags temporárias aos efeitos da greve dos caminhoneiros. “A paralisação de maio derrubou pela metade as mais positivas projeções de crescimento, e isso influenciará com certeza na criação de vagas no país”, afirma. Seguindo a mesma linha de raciocínio, o economista da Fecomércio-PE, Rafael Ramos, é enfático: “Com base na avaliação do cenário geral, estimo que a queda deve ser de aproximadamente 2,0% na contratação de temporários em 2018”, enfatiza o economista.

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