Armando Monteiro no Agreste

                Armando Monteiro no Agreste Foto: Ricardo Labastier

O senador Armando Monteiro optou mesmo por não declarar quem será seu candidato à Presidência da República, mas não passa despercebido pela coligação Pernambuco Vai Mudar que parte considerável do eleitorado do presidenciável Jair Bolsonaro ainda não decidiu em quem votar para governador do Estado. Aliados de Armando, com base em pesquisas, acreditam que esses indecisos podem chegar a 50%. Na Frente Popular, este percentual também não é um dado que se descarte, mas já se faz um cálculo abaixo, algo em torno de 20%. Nítido é que eleitores de Bolsonaro são “anti-PT” e que o PT apoia a candidatura de Paulo Câmara, o que, em tese, inviabiliza o voto dessa massa bolsonarista no socialista. Nacionalmente, Bolsonaro lidera as pesquisas. Segundo a Datafolha, divulgada ontem, ele atinge 35% (tinha 32%), Haddad tem 22% (tinha 21%). A leitura sobre o volume de eleitores de Bolsonaro que vacilam em relação ao candidato a governador se estende ao quesito Senado. Essa semana, Bruno Araújo, que compõe a chapa com Armando, gravou vídeos recebendo apoios de aliados de Bolsonaro no Estado. O primeiro foi com o coordenador de carreatas, Coronel Koury e o segundo com Gilson Machado. O movimento pode somar pontos para Armando. O petebista, se não anunciou voto no presidenciável do PSL, sigla que está no seu palanque, deixou um aceno no ar. Após o debate da TV Globo, na última terça, traçou um perfil do presidenciável que escolheu. Disse o seguinte: “Tem que ser 100% comprometido com democracia, com a estabilidade econômica e com o controle da inflação, gerar emprego, alguém que tenha voz firme na questão da Segurança, porque o Brasil está precisando dar centralidade a esse tema. Tem que ser alguém que valorize a família, tenha olhar sobre os mais pobres e seja patriota”. E vaticinou: “Tenho sentimento de que esse candidato vai estar no 2º turno”. Deixou uma porta aberta.

Sem fechar a porta
Não declarar voto em Jair Bolsonaro, em Pernambuco, é também uma forma de deixar a porta aberta ao eleitor do PT. Armando Monteiro não só esteve com a presidente Dilma Rousseff, de quem foi ministro, até o final, como a acompanhou até o carro. Já tem uma relação estabelecida com o PT.

WhatsApp > Depois que circulou, ontem, um print de whatsApp, de conversa que, supostamente, seria de Mendonça Filho com o prefeito de Paulista, Júnior Matuto, o gestor socialista, à coluna, nega que o referido diálogo tenha existido. “Isso é fake, foi montagem”, crava Matuto.

Com João > No trecho reproduzido, aparecia um pedido de ajuda do democrata para eleger Andrea e Vinícius Mendonça. Matuto grifa: “Eu apoio João Campos, meu senador é Mendonça. Meu outro senador é Jarbas. Para todos, fiz campanha, fiz reunião botei a cara. Inclusive, fiz evento gigante com Mendonça ontem”.

Print > Matuto arremata: “Mendonça não ia printar. Se eu printasse, não apareceria do jeito que apareceu. Meu compromisso é com Mendonça, extamente pelo que fez por Paulista, enquanto ministro. Em momento algum, condicionou. Esse print é como se ele tivesse jogado a toalha e eu ainda acredito na eleição dele”.

Balzaquiana > A Constituição de 1988 faz 30 anos hoje e, pela primeira vez, sua substituição está na pauta das eleições. Cristiano Pimentel, do Ministério Público de Contas, considera “perigoso para o ambiente democrático”. As campanhas de Bolsonaro e Haddad já acenaram para essa possibilidade.

Tabelinha > No debate da Globo, ontem, Henrique Meirelles e Ciro Gomes fizeram tabelinha contra ausência de Jair Bolsonaro.

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