Inaldo Sampaio

                             Inaldo Sampaio Foto: Colunista

Pode parece mentira, mas não é. Câmara e Senado aprovaram este ano, sem nenhum voto contra, o projeto que inscreve o nome de Miguel Arraes no Livro dos “Heróis da Pátria”, honraria a que tiveram direito até agora Dom Pedro I, Tiradentes, Zumbi dos Palmares, Ana Néri, Joaquim Nabuco e Santos Dumont. O projeto foi de autoria da bancada federal do PSB como forma de homenagear o centenário de nascimento do ex-governador, que transcorreu em 2016. O relator do projeto na Comissão de Cultura da Câmara foi a deputada Luciana Santos, hoje candidata a vice-governadora na chapa da Frente Popular. O deputado Tadeu Alencar, contraparente do ex-governador, disse na ocasião que considera Miguel Arraes “o líder popular mais importante da história do Brasil”. Pois bem, a Lei foi sancionada ontem no Palácio do Planalto pelo presidente do STF, ministro Dias Toffoli, então no exercício da Presidência da República. Estavam na solenidade a filha Ana Lúcia, ministra do TCU e o filho desta, Antonio Campos, além de outras autoridades como o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha. Nem sinal de Paulo Câmara, Luciana Santos, Tadeu Alencar, Geraldo Júlio, Sileno Guedes e outros próceres da Frente Popular que não se cansam de fazer uso da imagem e do nome do ex-governador em seus programas eleitorais. Ah, sim! Também estavam lá o publicitário Édson Barbosa, que atuou nas duas campanhas de Eduardo Campos e o ministro José Múcio Monteiro Filho, que apesar de ter sido derrotado por Arraes na eleição de 86 teve a grandeza de ir à solenidade para reverenciar a memória dele. São coisas difíceis de entender, mas acontecem.

Retrato do momento 
Em que pese ainda encontrar-se em desvantagem no Ipespe em relação a Paulo Câmara (PSB), Armando Monteiro (PTB) disse ontem à sua militância que nunca esteve “tão animado” para ganhar esta eleição como está agora. Tem consciência de que seu guia eleitoral melhorou muito nos últimos 8 dias e de que acertou o “tom” do discurso em relação ao Governo do Estado.

O campeão > Se a eleição fosse hoje, o campeão de votos no Brasil para governador seria Camilo Santana (PT-CE, que, segundo o Ibope, teria 86% dos votos válidos. O candidato do senador Tasso Jereissati, General Teóphilo (PSDB), tem apenas 6% das intenções de voto.

Custo alto > Júlio Lossio, expulso da Rede mas ainda em campanha, tem informações de que Pernambuco gastou em 2017 cerca de R$ 1 bilhão apenas com vítimas de acidentes de moto. E que 43% desses acidentes ocorrem nos finais de semana, graças especialmente ao álcool.

Erro político > O senador e candidato à reeleição, Cristovam Buarque (PPS-DF), acha que seu partido cometeu um erro político ao se aliar ao PSDB para apoiar Geraldo Alckmin. Esse erro seria comparável ao do PSB de Pernambuco, que no 2º turno de 2014 apoiou Aécio Neves.

O novo PT > Como o brasileiro tem memória curta, Fernando Haddad já está sendo visto por representantes do setor financeiro com o homem que surgiu na hora certa para “renovar” o PT, depois que seus principais líderes, entre eles o ex-presidente Lula, foram parar na cadeia.

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