Inaldo Sampaio

                                             Inaldo Sampaio Foto: Colunista

Amigo do ex-presidente Lula, o petebista Armando Monteiro declarou no início deste ano que votaria nele se candidato fosse novamente. Lula foi declarado inelegível pela Justiça Eleitoral e o PT, por decisão dele, indicou Fernando Haddad para substituí-lo na chapa presidencial. No entanto, Armando ainda não definiu quem irá apoiar em Pernambuco. Está à sua disposição o candidato Ciro Gomes, segundo colocado na mais recente pesquisa do Datafolha, perdendo apenas para Jair Bolsonaro, e com boas possibilidades de chegar ao segundo turno. Ele, Geraldo Alckmin e Fernando Haddad vão travar uma briga de foice pela segunda vaga no segundo turno, dado que a primeira está destinada a Bolsonaro, a menos que ocorra um tsunami. O candidato do PDT é defendido pela maioria dos aliados de Armando por ter um perfil tipicamente de centro-esquerda, o que não agrediria os princípios defendidos pelo candidato a governador. A hora, pois, de abraçá-lo é agora, dado-lhe um segundo palanque em Pernambuco, já que o primeiro lhe foi oferecido pelo candidato Maurício Rands. Adiar essa decisão pode representar perda de “time”, a exemplo do que ocorreu com os candidatos a senador Mendonça Filho e Bruno Araújo em relação a Jarbas Vasconcelos. Viram-no crescer em silêncio e agora tentam desconstruir a sua imagem.

Adeus, politização!
Pernambuco sempre foi tido como uma dos Estados mais politizados do Brasil, mas essa “politização” foi para o espaço. Todo mundo se junta com todo mundo, independente de ideologia, e não acontece absolutamente nada. Em tempos idos, mas não muito idos, o eleitor jamais perdoaria uma aliança de Humberto Costa (PT) com Jarbas Vasconcelos (MDB).

Ato de apoio > Mendonça Filho (DEM) planeja realizar um ato político no Recife, na próxima semana, com todos os prefeitos da Frente Popular que o estão apoiando para o Senado. Pelas suas contas, já são 48, entre eles Professor Lupércio (Olinda) e Marcone Santana (Flores).

Vale tudo > Até o início da presente campanha, a Fetape, a CUT e o MST faziam oposição ao Governo do Estado. Hoje, todos apóiam Paulo Câmara. A Fetape tem um candidato a deputado estadual, Doriel Barros e a CUT um candidato a federal, Carlos Veras, ambos pelo PT.

Pra cima > O candidato a senador Bruno Araújo (PSDB), 5º colocado na pesquisa do Ipespe, foi aconselhado por amigos a se atirar de vez na campanha de Alckmin em Pernambuco, já que o tucano ainda pode chegar ao 2º turno, e partir com os dois pés para cima do PT e de Haddad.

Aliança > Izabel Urquisa (PSC), que já disputou a prefeitura de Olinda em duas eleições e por pouco não chegou lá, é candidata a deputada estadual fazendo dobradinha com Vinícius Mendonça (DEM), filho do ex-ministro e candidato a senador Mendonça Filho (DEM).

A vergonha > Se fosse vivo, o ex-senador José Richa (PR), um dos fundadores do PSDB em 1988 junto com a pernambucana Cristina Tavares, estaria morrendo de vergonha pela prisão do filho, Beto, que, como o pai, também governou o Paraná. O pai foi o 1º tucano a solidarizar-se com Arraes em 89 após o então governador de Pernambuco romper com o presidente Sarney.

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