Paulo Câmara  Armando Monteiro

Paulo Câmara Armando Monteiro Foto: Divulgação

No primeiro dia de guia eleitoral, no horário da noite, o senador Armando Monteiro Neto já ficou sem direito de exibir o seu programa ontem. Isso porque duas decisões do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) favoreceram a coligação da Frente Popular, que acusou propaganda irregular, montagens e truncagens, com notícias falsas. Nos bastidores das campanhas, lideranças sublinhavam como inusitado o primeiro filme do petebista já ceder espaço a imagens do adversário. “Nunca vi isso no primeiro programa”, destacava uma fonte, em reserva. A observação se dá porque, em geral, as estreias ocorrem com exibição de biografias em clima mais ameno e os embates ficam para um segundo momento. Coordenador Jurídico da Frente Popular, Carlos Neves assinala: “As notícias são montadas para colocar Paulo como se fosse candidato de Temer, o que é grande mentira. Temer tem dois ministros candidatos a senador, um líder do governo defendendo a candidatura de Armando. Eles usam a impopularidade de Temer para criar vínculo com Paulo e depois pegar todo esse material e jogar na propaganda”. Carlos Neves anota ainda que “o prefeito deles disse que Paulo era candidato de Temer. Eles deturpam a realidade através de estados que não existiram.

Inclusive, aparece Lula pedindo, agora, voto para Armando, o que é impossível por vários fatores”. As decisões do TRE em relação à inserção e ao guia foram dadas por dois desembargadores diferentes: Karina Albuquerque e Itamar Pereira. Em nota, a coligação Pernambuco Vai Mudar registrou que o programa não foi ao ar “por um equívoco do fornecedor de mídia, que repetiu conteúdos que eram distintos entre os dois horários reservados para a propaganda”. E questionou “a determinação da campanha do atual governador em judicializar a eleição já no primeiro dia da propaganda de Rádio e TV”, acusando Paulo Câmara e o PSB de tentar “vencer no tapetão”. O movimento da Pernambuco Vai Mudar de “bater” no adversário já no primeiro dia retrata a polarização que se estabeleceu na disputa e o uso das imagens de Lula nos filmes dos dois lados reforça a concorrência para colar a imagem na do ex-presidente, que figura, em Pernambuco, na casa dos 60% de intenções de voto e vem dando, ainda que à distância, o tom do embate. Enquanto isso, a rejeição, na casa dos 90% de Temer, vem sendo tratada como a “batata quente” do pleito.

De Pernambuco
Tem assinatura pernambucana a campanha de João Amoêdo, presidenciável pelo Partido Novo. A recifense Cumbuca assina toda a comunicação do candidato que tem rendido boas respostas dos eleitores, sobretudo no âmbito digital.

Likes > No Facebook, por exemplo, o aspirante ao Planalto já soma 2,1 milhões de seguidores. Ainda nessa rede, segundo levantamento da FGV/DAPP, Amôedo lidera o número de curtidas, são 4,9 milhões – 1,6 mi a mais que Lula, segundo lugar na lista.

Aceno 1 > Diante da proposta de Bruno Araújo de chamar os postulantes ao Senado para o debate, sugerindo que emissoras promovam encontros , Jarbas Vasconcelos acena de forma positiva.

Aceno 2 > “Acho que qualquer proposta para debater sempre é interessante. A pessoa não pode fugir de debate, a não ser que seja uma coisa esquisita. Debate é sempre bem vindo”, defende Jarbas.

STF em pauta > Da Rede, a candidata Adriana Rocha, que concorre ao Senado, defende que os ministros do STF tenham mandato igual ao do senador. “Se hoje é de oito anos, seriam oito anos para os ministros do Supremo”, propõe ela, que é conselheira federal da OAB. O que é bom disso? “Você não cria um reinado. Aqueles mais antigos viram verdadeiros reis”, explica.

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