Monthly Archives: setembro 2018

No guia eleitoral de ontem, a campanha do senador e candidato ao Governo de Pernambuco pelo PTB, Armando Monteiro, foi pro ataque.

Mostrando o que pode ser o tom da campanha na reta final para o pleito, o programa que foi ao ar afirma que, nos últimos três anos e oito meses, a atual gestão foi alvo de investigações com denúncias de corrupção, que atingiram diretamente o governador Paulo Câmara (PSB), lideranças da sua legenda e assessores do gestor, no âmbito das operações Lava Jato e Torrentes.

O programa eleitoral resgata imagens de 9 de novembro de 2017, o Palácio foi cercado por agentes da Polícia Federal, que entraram na sede do Governo para realizar mandados de busca e apreensão. A Operação Torrentes investiga o desvio de recursos públicos que deveriam ter sido utilizados para ajudar as vítimas da enchente que aconteceu em maio de 2017, na Mata Sul.

Naquela operação,  foram indiciados o coronel da reserva Mário Cavalcanti de Albuquerque, tenente-coronel Laurinaldo Félix Nascimento, coronel aposentado Waldemir José Vasconcelos Araújo, além do coronel Roberto Gomes de Melo Filho.

Entre os civis, o empresário Ricardo José Carício Padilha, também investigado em outras operações da PF, Rafaela Carrazone Padilha, Ítalo Henrique Silva Jaques e Taciana Santos Costa. Todos foram citados pela prática dos crimes de dispensa indevida de licitação e peculato.

O guia de Armando também mostra o ex-diretor da JBS, Ricardo Saud, afirmando ao Ministério Público que negociou pagamento de propina para a campanha de Paulo Câmara em 2014.  A campanha citou ainda a Operação Fair Play, que apura irregularidades na construção da Arena de Pernambuco.

Ao final, Armando entra no programa.  “Tanta mentira levou Pernambuco a andar para trás. O problema não é o nosso estado, é o governador. Mais uma vez é você que vai decidir o futuro de Pernambuco”, disse Armando.

Inaldo Sampaio

                                Inaldo Sampaio Foto: Colunista

Com raras exceções, os governadores eleitos em Pernambuco arrastaram consigo os dois senadores de suas chapas. Os exemplos mais conhecidos são os de 1986 (Arraes, Mansueto de Lavor e Antonio Farias), 2002 (Jarbas, Marco Maciel e Sérgio Guerra) e 2010 (Eduardo, Humberto Costa e Armando Monteiro). Hoje, como há uma disputa apertada pelo governo estadual entre Paulo Câmara e Armando Monteiro, a briga pelas duas vagas do Senado está embolada entre Jarbas Vasconcelos, Mendonça Filho e Humberto Costa. Jarbas se mantém até agora na primeira colocação, mas a distância entre ele e seus dois competidores é muito pequena. Significa que se o atual governador conseguir descolar do patamar em que se encontra, em direção aos quatro dígitos, pode puxar os dois senadores de sua chapa, que são Jarbas e Humberto Costa. Se, todavia, Armando Monteiro continuar na tendência de crescimento detectada pelo Datafolha na semana passada, tem boas chances de levar consigo pelo menos um candidato a senador, que é o deputado Mendonça Filho. Bruno Araújo só seria eleito por um milagre, dado que entrou tarde na campanha e faz um programa eleitoral burocrático, que nem o projeta do ponto de vista administrativo e muito menos político. O deputado Sílvio Costa é o quarto colocado em todas as pesquisas. Mas continua acreditando na vitória devido à sua lealdade aos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff , o que talvez seja um equívoco.

Para não desanimar a tropa
A campanha para o Governo do Estado continua “fria” na maioria dos municípios porque os prefeitos da Frente Popular (que controlam 80% das prefeituras) nada receberam de Paulo Câmara em termos de ajuda financeira. Para tentar motivá-los e criar um “clima de vitória”, todos foram chamados para uma reunião, ontem à noite, na casa de eventos Rose Beltrão.

O engajamento > Velhos amigos de Eduardo Campos resolveram entrar na campanha de Antônio Campos (Podemos) para deputado estadual. Muitos gostariam de ajudá-lo, mas ficam com receio de desagradar ao PSB que controla o governo estadual e a prefeitura do Recife.

Na campanha > Júlio Lossio está tão convencido de que sua expulsão da Rede será anulada pela Justiça Eleitoral que continua fazendo campanha como se nada tivesse acontecido. O nome dele estará na urna eletrônica, assim como o de seus dois candidatos a senador.

O desânimo > É visível o desânimo dos tucanos de Pernambuco em relação à possibilidade de Geraldo Alckmin (PSDB) passar para o 2º turno da eleição presidencial. Ele talvez seja o “homem certo” na hora errada, pois também é palpável o enfraquecimento do PSDB em SP.

A herança > Há menos que ocorra um “tsunami”, o 2º turno será disputado por Haddad (PT) e Bolsonaro (PSL). O petista herdaria a maioria dos votos de Ciro (PDT), Marina (Rede) e Boulos (PSOL), e Bolsonaro os de Alckmin (PSDB), Meirelles (MDB) e Álvaro Dias (Podemos).

Gol contra > A tropa pernambucana de Bolsonaro (PSL), que promoveu uma marcha em favor dele domingo passado, em Boa Viagem, fez um gol contra. O “funk” ofensivo às “mulheres de esquerda” viralizou nas redes sociais e deve ter irritado profundamente o candidato do PSL.

Uber

                              Uber Foto: Arquivo/Uber/Divulgação

Petrolina, no Sertão de Pernambuco, será a primeira cidade a adotar uma legislação municipal para o funcionamento do serviço de aplicativos de transporte, como o Uber. As normas foram anunciadas pelo prefeito Miguel Coelho nesta segunda-feira (24), em reunião com representantes da Uber, e começam a vigorar na terça-feira (25).

Entre os pontos da legislação, está a idade do veículo, que prevê que até 2021 os carros tenham idade máxima de oito anos. Passada esta data, o tempo máximo de uso será de cinco anos. Outra novidade é que os prestadores de serviço terão que adquirir uma licença municipal realizar cursos sobre atendimento ao público, trânsito e segurança. Anualmente, os profissionais deverão renovar a licença junto à Autarquia Municipal de Mobilidade (Ampla). 

Os representantes dos aplicativos terão até 1º de janeiro de 2019 para adaptarem seus profissionais à legislação. Após esse período, só poderão rodar os veículos com licenciamento da Prefeitura.

Dias Toffoli

                      Dias Toffoli Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil

O presidente da República em exercício, o ministro Dias Toffoli, sancionou nesta segunda-feira (24) um projeto de lei que cria o crime de importunação sexual e aumenta a pena para estupro coletivo.

Com a entrada da lei em vigor, podem ser enquadrados, por exemplo, homens que se masturbarem ou ejacularem em mulheres em locais públicos. Um caso que tomou proporção nacional recentemente se deu no transporte público em São Paulo.

O projeto foi aprovado em agosto pelo Senado, quando a Lei Maria da Penha completou 12 anos, norma que fortaleceu o combate à violência contra a mulher no Brasil.

Toffoli, que preside o Supremo Tribunal Federal (STF), assumiu temporariamente o Palácio do Planalto devido à viagem de Michel Temer aos Estados Unidos, onde ele participa da Assembleia Geral da ONU, em Nova York. O presidente do Supremo é o quarto da linha sucessória. Como o país está sem vice-presidente e a lei eleitoral veda que os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), assumam o cargo, cabe ao magistrado o exercício. 

importunação sexual é a prática de ato libidinoso na presença de alguém, sem que essa pessoa dê consentimento. Com a sanção, esses atos se tornam crimes sujeitos a punição de 1 a 5 anos de prisão.

Outra mudança com a lei é o aumento de pena em um terço caso crimes de estupro sejam cometidos em local público e transporte público ou se ocorrer à noite, em lugar ermo, com emprego de arma ou meio que dificulte a defesa da vítima. O texto, que altera o Código Penal, também amplia o rigor das punições para casos de estupro coletivo e divulgação de cena de estupro.

Até então, o crime de estupro gerava pena de 6 a 10 anos de prisão. Com a nova lei, o estupro praticado por duas ou mais pessoas vai levar a um aumento das penas de um terço a dois terços.

O mesmo será aplicado para os casos do chamado estupro corretivo, praticado com a finalidade de controlar o comportamento da vítima. Para os casos de divulgação de cena de estupro ou de imagens de sexo sem consentimento, a punição será de 1 a 5 anos de prisão para a pessoa que divulgar, publicar, oferecer, trocar ou vender esse material.

O texto sancionado nesta segunda ainda aumenta a pena de um a dois terços se a pessoa que praticou o crime tiver relação íntima ou afetiva com a vítima, como namorado ou namorada.

Nos casos, estupro ou abuso de menores de 14 anos, a punição será aplicada independentemente de consentimento ou de a vítima já ter mantido relações com a pessoa antes do crime.

Outros casos
Em seu primeiro dia como presidente em exercício, Toffoli sancionou outros três projetos de lei e assinou um decreto. Um deles amplia as situações em que pode haver perda do poder familiar, quando um dos pais perde a guarda da criança.

Antes, isso poderia ser aplicado quando houvesse condenação por crime cometido contra o filho. Agora, isso passa a valer também para quando envolver agressão contra cônjuge ou companheiro, mesmo nos casos de divórcio.

Uma segunda lei sancionada assegura atendimento educacional ao aluno que estiver recebendo tratamento de saúde por tempo prolongado, tanto em casa quanto em hospitais. Por último, Toffoli validou uma norma que amplia de 5 para 20 dias a licença-paternidade para militares das Forças Armadas.

Já o decreto assinado nesta segunda traz detalhes sobre as regras para cumprimento da reserva de ao menos 5% das vagas em concursos públicos federais para pessoas com deficiência.

Embora a cota mínima de 5% já estivesse prevista em lei, o decreto até então vigente precisava de atualização por se basear em legislação já revogada.

Tribunal Superior Eleitoral

                          Tribunal Superior Eleitoral Foto: Divulgação/TSE

Dos 29.101 candidatos que pediram registro, a Justiça Eleitoral rejeitou 1.888, o que representa 6,5% do total. Segundo dados disponíveis no portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 173 candidatos foram julgados inaptos por causa da Lei da Ficha Limpa, entre eles o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que disputaria o Palácio do Planalto pelo PT.

A falta de requisitos para registro – como a não comprovação de pleno exercício dos direitos políticos, alistamento eleitoral e filiação partidária – foi o principal motivo para indeferimento de candidaturas – 75,46% do total de pedidos. Treze candidatos foram considerados inaptos a disputar as eleições por abuso de poder e outros cinco por gasto ilícito de recursos.

A Justiça Eleitoral confirmou 27.213 candidaturas, um crescimento de 4% em relação a 2014, quando 26.162 disputaram as eleições gerais – presidente, governador, senador, deputado federal, estadual e distrital. Até agora, 682 candidatos renunciaram e três morreram.

Embora a corrida presidencial seja a mais discutida no país, a eleição para a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) é a mais disputada: são 40,88 candidatos por vaga. A Câmara Legislativa tem 24 cadeiras e se apresentaram 981 concorrentes. As 26 assembleias legislativas têm 1.035 cadeiras e 17.950 candidatos, o que dá em média 17,34 concorrentes por vaga. Para as 513 vagas na Câmara dos Deputados, são 8.595 postulantes (16,75 por vaga).

Do total de candidatos, 13 disputam a Presidência da República, 202 concorrem a governador dos 26 estados e do Distrito Federal358 postulam o Senado. Neste ano, estão em disputa duas cadeiras de senador por estado, totalizando 54 vagas.

PSL foi o partido que lançou o maior número de candidatos país afora – 1.543, 5,3% do total. Além do presidenciável Jair Bolsonaro, 942 concorrem a deputado estadual, 488 a deputado federal, 24 a deputado distrital, 22 a senador, 14 a governador, 11 a vice-governador e 41 a suplente de senador.

Na sequência vêm o PSOL, com 1.347 concorrentes e o PT, com 1.309 candidatos. Além do presidenciável Guilherme Boulos, o PSOL lançou candidatos a governador em 25 estados. O PT tem candidato a presidente, Fernando Haddad, e disputa 16 governos estaduais.

Bolsonaro e Haddad 

Pela primeira vez, petista bateria candidato do PSL no segundo turno

O Ibope divulgou nesta segunda-feira (24) o resultado da mais recente pesquisa de intenção de voto na eleição presidencial. O nível de confiança da pesquisa é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem a realidade, considerando a margem de erro, que é de 2 pontos, para mais ou para menos.

Os resultados foram os seguintes: Jair Bolsonaro (PSL) tem 28% contra 22% de Fernando Haddad (PT). Ciro Gomes (PDT) chegou a 11%, seguido de Geraldo Alckmin (PSDB), com 8%, Marina Silva (Rede), com 5%, João Amoêdo (Novo), 3%. Com 2% Alvaro Dias (Podemos) e Henrique Meirelles (MDB).

Guilherme Boulos (PSOL) tem 1%. Não pontuaram Cabo Daciolo (Patriota), Vera Lúcia (PSTU), João Goulart Filho (PPL) e Eymael (DC). Brancos e nulos são 12%. Não sabem ou não responderam 6%.

Em relação ao levantamento anterior do instituto, divulgado na terça-feira (18) Jair Bolsonaro se manteve com 28%; Haddad foi de 19% para 22%;Ciro se manteve com 11%; Alckmin foi de 7% para 8%; Marina passou de 6% para 5%. Os indecisos foram de 7% para 6% e os brancos ou nulos, de 14% para 12%.

Rejeição: o Instituto também perguntou: “Dentre estes candidatos a Presidente da República, em qual o (a) sr. (a) não votaria de jeito nenhum? Mais algum? Algum outro?”. Neste levantamento, portanto, os entrevistados podem citar mais de um candidato. Por isso, os resultados somam mais de 100%.

Os resultados foram:
Bolsonaro: 46%
Haddad: 30%
Marina: 25%
Alckmin: 20%
Ciro: 18%
Meirelles: 11%
Cabo Daciolo: 11%
Eymael: 11%
Boulos: 11%
Vera: 10%
Alvaro Dias: 9%
Amoêdo: 9%
João Goulart Filho: 9%
Poderia votar em todos: 2%
Não sabe/não respondeu: 7%

Simulações de segundo turno
Haddad 43% x 37% Bolsonaro (branco/nulo: 15%; não sabe: 4%)
Ciro 46% x 35% Bolsonaro (branco/nulo: 15%; não sabe: 4%)
Alckmin 41% x 36% Bolsonaro (branco/nulo: 20%; não sabe: 4%)
Bolsonaro 39% x 39% Marina (branco/nulo: 19%; não sabe: 4%)

Sobre a pesquisa: a margem de erro: 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Foram entrevistados: 2.506 eleitores em 178 municípios. A pesquisa foi feita dias 22 e 23 de setembro e registrada no TSE sob número BR-06630/2018. O nível de confiança é de 95%. Contratantes da pesquisa: TV Globo e “O Estado de S.Paulo”

O conselheiro substituto Luiz Arcoverde Cavalcanti Filho enviou um “Alerta de Responsabilização” ao presidente da Câmara Municipal de Timbaúba e presidente da UVP, Josinaldo Barbosa de Araújo, acerca da impossibilidade de acumulação remunerada do cargo de presidente com o cargo efetivo de Auxiliar Legislativo, podendo resultar em sanções e imputação de débito por valores indevidamente percebidos quando do exame de sua prestação de contas.

O conselheiro informa ainda em seu ofício que o Ministério Público de Contas (MPCO) acompanhará o cumprimento deste “Alerta”, que foi embasado em parecer emitido pela procuradora geral do MPCO, Germana Cavalcanti Laureano.

Por meio de despacho encaminhado ao gabinete do conselheiro, que é o relator das contas da Câmara Municipal de Timbaúba do exercício financeiro de 2018, a procuradora afirma que o processo se originou de uma denúncia formulada por Lusivan José Suna de Menezes acerca da suposta falta de transparência na Câmara de Vereadores. Ele fez um requerimento ao presidente solicitando informações sobre o número de funcionários efetivos e contratados daquela Casa, incluindo remuneração, o qual não teria sido respondido adequadamente.

PORTAL – O presidente respondeu que as informações solicitadas constavam do Portal da Transparência e sobre o fato de ter vínculo efetivo com a Câmara, invocou o artigo da Constituição que lhe asseguraria o direito de acumular o cargo com o de vereador, recebendo os dois salários, desde que haja compatibilidade de horário.

O Ministério Público de Contas constatou que as informações solicitadas pelo denunciante estão, de fato, disponibilizadas no Portal da Transparência, tais com relação de servidores efetivos e contratados, cargos ocupados por cada um, data de admissão e respectivas remunerações.

Falta apenas o setor de lotação de cada qual, bem como o quantitativo de cargos existentes na estrutura do Poder Legislativo Municipal, “falha que pode ser sanada com a expedição de recomendação para que a Presidência da Casa complemente as informações a fim de robustecer a transparência de que já dispõe”, diz a procuradora do MPCO.

O instituto Time Big Data diviuglou mais uma rodada de pesquisa para disputa pelo Senado. O novo cenário apontou um crescimento de Mendonça Filho (DEM) que agora chega a 30%. Jarbas Vasconcelos (MDB) chega aos 33%, Humberto Costa (PT), tem 26%, Bruno Araújo (PSDB) tem 14%, Silvio Costa (Avante) 11%, Pastor Jairinho (Rede) 4%, Adriana Rocha (Rede) 2%, Outros 2%. Indecisos Voto 1, 9%, Brancos/Nulos Voto 1, 15%, Indecisos Voto 2, 33%, Brancos/Nulos Voto 2, 21%.

O Instituto Real Time Big Data divulgou a segunda rodada de pesquisas para governador e senador de Pernambuco. Foram 1.000 questionários entre os dias 21 e 22 de setembro e possui margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos. O registro da pesquisa é: PE-03887/2018.

Na pesquisa estimulada Paulo Câmara aparece com 34% das intenções de voto contra 30% de Armando Monteiro, Julio Lossio 5%, Maurício Rands 4%, Dani Portela 2%, Outros 1%, Brancos e nulos 15%, indecisos 9%.

No cenário espontâneo para governador, Paulo Câmara (PSB) aparece com 22%, Armando Monteiro (PTB) 19%, Maurício Rands (PROS) 2%, Julio Lossio (Rede) 2% e Dani Portela (PSOL) 1%, Brancos e nulos 15% e indecisos 39%. Simone Fontana (PSTU) não pontuou.

No segundo turno Paulo Câmara teria 40% contra 38% de Armando Monteiro, brancos e nulos 17% e indecisos 5%.

No quesito rejeição Paulo Câmara teria 45%, Armando Monteiro 30%, Maurício Rands 19%, Julio Lossio 17%, Simone Fontana 17%, Dani Portela 17%, Ana Patricia Alves 15%.

Sandy não faz pronunciamento de cunho político

Sandy não faz pronunciamento de cunho políticoFoto: Reprodução

A cantora Sandy desmentiu neste domingo (23) informação que circula nas redes sociais de que ela declarou apoio ao candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL).Em nota, a assessoria de imprensa da cantora afirma que se trata de fake news e que ela não fez qualquer declaração de teor político.
Circula nas redes sociais uma foto de Sandy acompanhada da frase: “Quem me conhece e acompanha minha vida e minha carreira desde criança, sabe perfeitamente o porquê de eu concordar com os valores defendidos pelo Bolsonaro”.A imagem falsa informa que Sandy teria dado a declaração durante um show no dia 18 de agosto deste ano, em Curitiba (PR).

A assessoria de imprensa negou a frase e explicou que a cantora ainda não fez show em Curitiba. “Trata-se de fake news. Não fizemos show em Curitiba neste ano ainda. Tampouco a artista fez algum tipo de declaração com teor político”, afirmou Rogéria Takata, assessora de imprensa da cantora. Sandy tem show marcado em Curitiba no dia 28 de setembro. Com informações da Folhapress.

Agência da Caixa Econômica Federal

Agência da Caixa Econômica FederalFoto: Tânia Rego/Agência Brasil

Esta é a última semana para que todos os cotistas dos fundos dos programas de Integração Social (PIS) e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) saquem o benefício fora dos critérios previstos em lei. O prazo termina na sexta-feira (28).

Conforme determina a Lei 13.677/2018, a partir do dia 29 de setembro os saques voltarão a ser permitidos somente para os cotistas que atendam a um dos critérios habituais: pessoas com 60 anos ou mais, aposentados, herdeiros de cotistas, pessoas em situação de invalidez ou acometidos por doenças específicas.

Cerca de R$ 17 bilhões já foram pagos aos trabalhadores que atuaram entre 1971 e 1988 na iniciativa privada (com carteira assinada) ou no serviço público, desde o início do processo de flexibilização dos saques do Fundo PIS/Pasep, em outubro de 2017, até agora. Do público potencial de 28,5 milhões de pessoas que havia em 2017, mais de 15,5 milhões de trabalhadores já receberam os recursos, ou seja, 55% do total.

As pessoas com menos de 60 anos representavam, em outubro de 2017, a maior parte dos cotistas do Fundo PIS/Pasep, somando 16,3 milhões de trabalhadores. De acordo com os últimos dados do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, até o último dia 16 cerca de 5,7 milhões de cotistas nessa faixa etária ainda não haviam se dirigido às agências da Caixa Econômica Federal ou do Banco do Brasil para buscar o benefício.

Divergências no cadastro
Dos R$ 17 bilhões já pagos aos cotistas, cerca de R$ 8,5 bilhões foram entregues aos trabalhadores por meio de depósito automático na conta corrente, ou seja, sem a necessidade de ir à agência bancária. De acordo com o Ministério do Planejamento, isso foi possível devido aos créditos feitos pelo Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal aos seus correntistas e a uma parceria envolvendo a Febraban, a Caixa, o Banco do Brasil e mais oito instituições: Bradesco, Itaú, Santander, Bancoob, Sicredi, Banestes, BRB e Mercantil.

Devido a questões de segurança e a divergências cadastrais, cerca de 5 milhões de cotistas com CPFs válidos não receberão os depósitos automáticos. Por isso, o ministério alerta que cotistas com menos de 60 anos, interessados em ter acesso imediato ao dinheiro, devem procurar as agências da Caixa e do Banco do Brasil até a próxima sexta-feira (28).

Quem tem direito
Para saber o saldo e se tem direito ao benefício, o trabalhador pode acessar os sites do PIS e do Pasep. Para os cotistas do PIS, também é possível consultar a Caixa Econômica Federal no telefone 0800.726.0207 ou nos caixas eletrônicos da instituição, desde que o interessado tenha o Cartão Cidadão. No caso do Pasep, a consulta é feita ao Banco do Brasil, nos telefones 4004-0001 ou 0800.729.0001.

Têm direito ao saque as pessoas que trabalharam com carteira assinada antes da Constituição de 1988. As cotas são os rendimentos anuais depositados nas contas de trabalhadores, instituídas entre 1971, ano da criação do PIS/Pasep, e 1988.

Quem contribuiu após 4 de outubro de 1988 não tem direito ao saque. Isso ocorre porque a Constituição, promulgada naquele ano, passou a destinar as contribuições do PIS/Pasep das empresas para o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), que paga o seguro-desemprego e o abono salarial, e para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Em discurso de pouco mais de seis minutos, Haddad culpou opositores e o governo Michel Temer pela desaceleração da economia

Em discurso de pouco mais de seis minutos, Haddad culpou opositores e o governo Michel Temer pela desaceleração da economiaFoto: Reprodução/Instagram

Durante atos em Juazeiro (BA) e Petrolina (PE) , Fernando Haddad (PT) reforçou o apelo a eleitores de baixa renda e repetiu discurso usado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seu padrinho político; ele disse que nos governos de seu partido, “pobre se tornou cidadão”.

Haddad, que foi ministro da Educação de Lula, afirmou que “o Brasil atrasou muito” o acesso ao ensino superior e que a defasagem foi corrigida pela sigla.

“Se não fosse um nordestino sem curso superior, isso não teria acontecido até hoje. Aliás, não é só na universidade. O pobre entrou no avião, entrou no restaurante, entrou no banco, entrou em todo canto, porque o pobre se tornou cidadão, como tem que ser”, declarou.

O eleitorado de menor renda impulsionou o crescimento de Haddad nas pesquisas até aqui. Em um mês, ele passou de 3% para 20% das intenções de voto no segmento que recebe até dois salários mínimos. O petista está empatado nesse grupo com Jair Bolsonaro (PSL), que tem 19%.

O PT acredita que ele ainda pode crescer mais entre esses eleitores, principalmente devido à popularidade de Lula. Quase metade dos entrevistados dessa faixa de renda não sabe que Haddad é apoiado pelo ex-presidente.

Em discurso de pouco mais de seis minutos, Haddad culpou opositores e o governo Michel Temer pela desaceleração da economia. “Nós não estaríamos vivendo a crise que estamos vivendo hoje se o nosso projeto não tivesse sido sabotado por esses golpistas que estão aí”, disse, em referência aos políticos que apoiaram o impeachment de Dilma Rousseff. A seu lado, estava Paulo Câmara (PSB), governador de Pernambuco que apoiou a derrubada da então presidente em 2016.

O petista disse que o Nordeste ainda cresce “porque é difícil frear uma locomotiva a 120 [quilômetros] por hora”. “Hoje, ela ainda está a 80, mas, se a gente bobear, ela vai a 40 e para”, emendou.

Em entrevista após o evento de campanha, Haddad afirmou que sua proposta de isenção de imposto de renda para quem ganha até cinco salários mínimos não prejudicará as contas públicas. “Isso não vai acontecer em função do fato de que nós vamos tributar dividendos. Hoje, quem recebe dividendos não paga imposto de renda. Só paga o trabalhador. Então isentar o trabalhador cobrando de quem tem como pagar vai equilibrar a conta”, disse.

Durante os atos, Haddad adotou um discurso apaziguador para tentar fazer frente a Jair Bolsonaro (PSL), com quem pode travar um embate direto no segundo turno.
“Eu vejo os outros candidatos fazendo ataques na televisão, e a nossa campanha é só proposição, só amor, só paz, que é o que o brasileiro quer”, declarou em discurso feito em Juazeiro, antes de sair em carreata.

Mais tarde, completou: “Estou vendo que o calor está subindo muito e a nossa campanha não vai entrar nessa. Vamos discutir propostas e respeitar os adversários, que também têm o direito de pensar diferente. Ataque pessoal, da maneira como estão fazendo, acho que não vai levar o Brasil a lugar nenhum”.

A campanha petista tem evitado mirar seus adversários diretos até agora. Na eleição de 2014, o PT fez ataques duros a Marina Silva (então no PSB) e Aécio Neves (PSDB) quando os dois ameaçavam a vitória de Dilma.

Haddad repetiu uma crítica que já havia feito a Hamilton Mourãovice de Bolsonaro. “Não sei se vocês ouviram o vice do Bolsonaro falar que essa delinquência é porque as mães e avós estão educando sozinhas. […] Se tem mãe sozinha, vamos cuidar, vamos respeitar e não estimular preconceito”, disse.

Jair Bolsonaro, presidenciável do PSL

Jair Bolsonaro, presidenciável do PSLFoto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

hashtag EleNão, que critica a candidatura presidencial do capitão reformado Jair Bolsonaro (PSL), ganhou o apoio de diversas celebridades brasileiras nas últimas semanas, incluindo nomes como Patrícia Pillar, Bruna Marquezine e Chay Suede. 
Nos últimos dias, contudo, o movimento parece ter ganho uma dimensão mais internacional

Isso porque algumas celebridades internacionais acabaram aderindo à campanha em suas redes sociais, sobretudo no ramo da música. A cantora Nicole Scherzinger, por exemplo, famosa pela sua participação no grupo Pussycat Dolls, tuitou: “Para todos meus fãs no Brasil: Estou mandando tanto amor. Levantem-se pela igualdade, respeito e amor. Não deixem de votar nas próximas eleições presidenciais e sejam ouvidos”.

O cantor Dan Reynolds, por sua vez, vocalista da banda Imagine Dragons, retuitou uma matéria crítica a Bolsonaro publicada no jornal New York Times, com a legenda: “Isso não representa o Brasil que conheço e amo”. A mesma matéria foi retuitada pela cantora e modelo inglesa Dua Lipa e pela cantora e compositora americana de hip-hop Kehlani. Ambas usaram a hashtag EleNão e Kehlani ainda escreveu: “Fique firme Brasil”. 

DJ americano Diplo e a drag queen e participante do reality show “RuPaul’s Drag Race” Shangela também publicaram a hashtag em suas redes sociais. Shangela ainda misturou inglês e português para escrever: “Para todos os meus fãs no Brasil… é importante estar envolvido e deixar sua voz ser ouvida. Não deixe de votar nas próximas eleições presidenciais e defenda a igualdade, o respeito e o amor. Eu amo todos vocês. Te Amo”.

Aedes aegypti

Aedes aegyptiFoto: Rafael nedder meyer/Fotopress

Um estudo desenvolvido a partir da análise de milhares de moléculas levou pesquisadores à identificação de lipídios que podem indicar a evolução da dengue para sua forma mais grave, a hemorrágica. Segundo os cientistas, foi possível observar que o vírus ajuda a promover a adição de fosfato às proteínas do sangue, aumentando a quantidade de fosfotidilcolinas. Esses lipídios agem contra a coagulação, e a presença excessiva deles acaba por desbalancear os processos que evitam ashemorragias.

O estudo, que foi desenvolvido pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Escola de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), revelou marcadores que facilitam o diagnóstico da dengue hemorrágica.

A investigação é resultado do doutorado do pesquisador Carlos Fernando Odir Rodrigues, sob orientação do professor Rodrigo Ramos Catharino, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unicamp.

Reconhecimento internacional
Transformada em artigo publicado na revista Scientific Reports, a pesquisa descreve a evolução da dengue hemorrágica a partir da análise de 20 pacientes tratados no Hospital de Base da da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp).

De acordo com o estudo, o vírus assume o controle do metabolismo das células infectadas para atender às necessidades de replicação viral. Essa atuação gera aumento da fosfotidilcolina, que dificulta a coagulação do sangue e é um indicativo da febre hemorrágica.

Com essa constatação, os pesquisadores acreditam que, em breve, será possível identificar a ocorrência da forma mais grave da doença a partir de exames de sangue. A expectativa é que a descoberta também ajude no desenvolvimento de vacinas e no aperfeiçoamento dos tratamentos.

A partir do diagnóstico mais rápido e preciso, deve ainda aumentar a sobrevida dos pacientes, uma vez que o atendimento já poderá ser direcionado desde os estágios iniciais. A evolução para a variedade hemorrágica está ligada vários fatores, como a quantidade de vírus no organismo e a reação do sistema imunológico do doente.

Contaminação
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que a dengue afete 390 milhões de pessoas por ano em todo o mundo. Em junho, o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), do Ministério da Saúde, apontou que 1,1 mil municípios brasileiros, 22% do total, tinham risco de surto de dengue, zika e chikungunya.

Nas capitais, apenas São Paulo, João Pessoa e Aracaju estavam em condições consideradas satisfatórias e tinham poucas chances de enfrentar esse tipo de problema.
Até julho, haviam sido confirmadas 77 mortes causadas pela dengue em todo o país. Ao todo, foram registrados 148 casos da doença considerados graves e 1,7 mil ocorrências com sinais de alarme.

Dirceu, quando esteve em Itapetim em 2011

O ex-ministro José Dirceu, que pode voltar a ser preso por sua condenação no caso do Mensalão, acusado de formação de quadrilha não se rende e continua afirmando ser inocente. “O Supremo diz que não sou chefe de quadrilha, por isso estou livre”.

Falando à jornalista Aline Moura, do Diário de Pernambuco, ele relembrou o período da década de 70 em que morou ou visitou cidades do Sertão do Pajeú e Paraíba.

“Tínhamos um companheiro que morava em São Vicente (distrito de Itapetim), entre São José do Egito e Patos, na Paraíba, o João Leonardo da Silva Rocha. Quando eu voltei duas vezes para o Brasil eu tinha cobtatc com ele”, disse.

“Eu ficava também entre Caruaru, Campina Grande, Patos, Cajazeiras, Juazeiro, Salgueiro, Arcoverde e Serra Talhada. Vivi  um tempão porque tínhamos que fazer contato. Eu estava clandestino no Brasil lutando contra a ditadura em 1971”, disse.

Em abril de 2011 José Dirceu, que usava o codinome Daniel, na vida clandestina, esteve  no Sítio Baixio, em São Vicente, distrito de Itapetim, para ver a casa onde viveu clandestino João Leonardo da Silva Rocha, o Zé Careca, planejando montar uma base militante rural, e participar da inauguração da praça com o nome do amigo.

Zé Careca foi um dos 15 presos políticos libertados e expatriados para o México, em 1969, em avião (Hércules 56) da Força Aérea Brasileira, em troca do embaixador americano sequestrado no Rio de Janeiro, Charles Elbrick.

Voltando a entrevista, Dirceu defendeu o nome de Haddad. “Tem plenas condições de ser presidente. Essa coisa de poste e tentativa de desqualificá-lo”. Também afirmou acreditar que não acredita que a maioria do país vai fazer opção pelo projeto do partido nessa eleição.

G1

Uma investigação feita pela Polícia Federal (PF) reforça a versão de que Adélio Bispo de Oliveira agiu sozinho para dar uma facada no candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, no último dia 6 de setembro em Juiz de Fora (MG).

A informação foi divulgada pelo jornal “Folha de S.Paulo” e confirmada pelo G1 junto à assessoria da PF.

Um dia após o crime, o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, disse que a PF trabalhava com a hipótese de Adélio ter atuado como “lobo solitário”.

Os investigadores também afastaram a hipótese de que Adélio teria recebido pagamento em sua conta bancária para executar o ataque ao presidenciável.

De acordo com a PF, o recurso encontrado na conta do agressor tem origem “sustentável”, de uma rescisão trabalhista, e de remuneração pelo período que trabalhou como garçom.

Um cartão de crédito internacional encontrado com Adélio nunca foi utilizado, conforme a investigação, e foi emitido automaticamente pelo banco em que o agressor tem conta.

O computador pessoal de Adélio, segundo a PF, é antigo e estava quebrado, tendo sido utilizado pela última vez em 2017. Além disso, dos quatro celulares encontrados com o agressor, somente dois funcionavam e nenhum foi comprado nas semanas que antecederam o ataque a Bolsonaro.

Para a PF, Adélio tinha condições financeiras próprias de pagar, de forma antecipada, a hospedagem em uma pensão de Juiz de Fora.

Os policiais também investigaram pessoas citadas em redes sociais que seriam cúmplices de Adélio e teriam repassado a faca ao agressor. No entanto, os investigadores descartaram essas suspeitas.

Às quatro pesquisas registradas no estado: haja coração

Se você acompanha atentamente a campanha eleitoral em Pernambuco, torce pra um lado, para outro, está indeciso ou diretamente envolvido neste processo eleitoral, prepare o coração.

Nada mais nada a que quatro institutos de pesquisa vão divulgar números da corrida eleitoral em Pernambuco. De acordo com dados do TSE, Datafolha, Ibope, Ipespe e Real Time Big Data registraram a realização das entrevistas.

A última pesquisa Datafolha saiu na quinta-feira (20). Nela,  Paulo Câmara (PSB) apareceu com 35% e Armando Monteiro (PTB), com 31%. Dois dias antes, a pesquisa Ibope mostrou o governador e candidato a reeleição Paulo Câmara(PSB) com 33%, seguido do petebista Armando Monteiro (PTB) com 25%.

Dia 11 saiu a pesquisa de intenção de voto realizada pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (IPESPE), em parceria com a Folha de Pernambuco. Na disputa pelo Governo do Estado, Paulo apareceu com 35%, seguido do senador Armando Monteiro Neto (PTB), que oscilou um ponto percentual dentro da margem de erro, chegando a 25%. O levantamento foi feito entre os dias 6 e 8 de setembro.

No final de agosto e início de setembro, o Instituto Real Time Big Data no cenário estimulado, mostrou Paulo Câmara com 26%, seguido de Armando Monteiro 23%, Maurício Rands 6%, Julio Lossio 5%, Dani Portela 2% e Ana Patricia Alves com 2%. Brancos e nulos 25% e indecisos 11%.

Outra expectativa importante é para a disputa ao Senado. Os últimos levantamentos mostram Jarbas (MDB) um pouco descolado dos demais enquanto Humberto Costa e Mendonça Filho brigam pela segunda vaga.

No inicio da manhã deste sábado, dia 22 de setembro, na avenida Inocêncio Lima, próximo ao cemitério, na cidade Custódia, um homem conhecido por “Gordo” filho de Caíta, foi assassinado por elementos ainda não identificados.

Segundo informações exclusivas que chegaram ao Tribuna do Moxotó, dois elementos chegaram em um prédio primeiro andar onde a vítima se encontrava e ao perceber a presença dos seus algozes, a mesma pulou o prédio e ao pular teria se machucado  na queda e os acusados desceram do prédio  e executaram a vítima a golpes de faca peixeira.

Devido os ferimentos a vítima faleceu ali mesmo, seu corpo foi encaminhado para o IML da cidade de Arcoverde.

Ciro Gomes (PDT)

Ciro Gomes (PDT)Foto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

O candidato do PDT ao Planalto, Ciro Gomes, disse nesta sexta (21) que é razoável que se suspeite das intenções de “alguns institutos de pesquisa“. “Em um país onde se compra até deputado é razoável que a gente suspeite de que alguns institutos de pesquisa não estejam propriamente levantando números”, disse. 

Questionado por um repórter se estava dizendo que institutos como o Datafolha e o Ibope são comprados, Ciro disse que não afirmou isso.  “O que eu quis dizer é que ele [Geraldo Alckmin, PSDB] terá muito mais votos do que esses números que você está repetindo”, disse Ciro ao repórter, que tinha questionado sobre os números do Ibope no estado de São Paulo, onde as intenções de voto são lideradas por Jair Bolsonaro (PSL), seguido de Alckmin Fernando Haddad.

Ciro deu as declarações em Pindamonhangaba, interior de São Paulo, cidade onde ele e Alckmin nasceram. Segundo o pedetista, os institutos de pesquisa serão “desmoralizados completamente” depois que saírem os resultados do primeiro turno.

“Dourar a pílula” Questionado sobre a decisão do TRE-CE (Tribunal Regional Eleitoral do Ceará), que barrou a candidatura a deputada estadual de sua irmã, Lia Ferreira Gomes (PDT), por estar com título de eleitor cancelado, Ciro disse que a lei “não protege os descuidados”.

Ele afirmou, contudo, que espera que o Supremo Tribunal Federal (STF) relativize a situação de quase 4 milhões de brasileiros que estão com o título cancelado por não terem realizado o cadastramento biométrico obrigatório. O PSB entrou na última quarta (19) com uma ação no STF para impedir o cancelamento do título de eleitores nessa situação.

“O Supremo vai julgar em 72 horas se nós vamos deixar 4 milhões de brasileiros sem direito de votar, 1 milhão deles só no estado da Bahia, o que inverte os resultados de uma forma muito central. Talvez por isso seja importante a gente dar, desta vez, uma dourada na pílula, e o Supremo vai saber fazer”, disse. “Se não ela [sua irmã] vai pagar por esse descuido.”

A última pesquisa Datafolha para o governo de Pernambuco, que mostra um empate técnico entre o governador e candidato a reeleição, Paulo Câmara (PSB) e o senador e candidato a eleição, Armando Monteiro (PTB), que aparece com 31%, contra 35% do socialista, empatados, portanto, na margem de erro, que é de 3%, acirrou a disputa e inflamou os ânimos das duas campanhas que iniciaram uma guerra de notas e acusações. 

Nesta sexta-feira (21), a troca de farpas teve início com uma nota da campanha de Armando acusando os adversários de desespero e iniciarem uma “campanha suja, mentirosa e baseada em fake news”. Segundo a campanha de Armando, a frente Popular estaria disseminando notícias falsas para atingir a imagem de Armando. 

Em resposta a nota da Coligação Pernambuco Vai Mudar, a Frente Popular, repudiou o que chamou de “desrespeitosa e mentirosa nota” e  chamando o grupo de Armando de “a turma de temer”, disse que “os elementos listados dizem respeito justamente às práticas desse grupo, que diuturnamente espalham boatos e mentiras contra o governador Paulo Câmara, em uma campanha difamatória”.  

A reta final da campanha promete ser uma guerra de acusações. Saindo do campo das ideias e proposta, para ataques de ambos os lados, na tentativa de desprestigiar o adversário. Confira as notas, na íntegra:

Nota da Coligação Pernambuco Vai Mudar

Com o crescimento de Armando Monteiro nas pesquisas e a aproximação do dia da eleição, os adversários iniciaram uma campanha suja, mentirosa e baseada em fake news e na distorção da realidade. O desespero dos adversários se traduz em jornais de seus apoiadores distribuídos gratuitamente em sinais de trânsito, vídeos disparados nas redes sociais e peças de caráter anônimo circulando pelo WhatsApp.

A coligação Pernambuco Vai Mudar repudia esses ataques inescrupulosos e denuncia à sociedade essa tentativa de enganar o povo pernambucano.

Para o atual governador, vale tudo para não perder o poder. Até atacar os familiares de Armando. Isso é inaceitável e não faz parte do jogo democrático. Trata-se de um expediente dos mais baixos, repudiável em quaisquer circunstâncias.

Na busca pela manutenção dos privilégios que já duram 12 anos, os adversários recorrem à distribuição de panfletos e materiais impressos na calada da noite, na replicação do que há mais reprovável no jogo eleitoral: a mentira. Não é a primeira vez que os adversários usam desse expediente, abusando das fake news.

O atual governador foi um dos principais articuladores da chegada de Temer ao poder, liberando seus secretários para retomarem seus cargos na Câmara Federal para votarem a favor do impeachment. Foi o PSB o fiel da balança: 29 dos seus deputados votaram para levar Temer ao Planalto.

Na tentativa de mistificar e enganar o eleitor, o atual governador de Pernambuco atendeu a constantes chamamentos de Temer e tendo, inclusive, gravado um vídeo oficial defendendo a reforma trabalhista. Como na linguagem popular, o atual governador age como se batesse uma carteira e gritasse “pega ladrão”.

A coligação Pernambuco Vai Mudar insiste em chamar a atenção do povo pernambucano para que não se deixe enganar por falsas promessas. Em 2014, isso já aconteceu, com um desfile de mentiras em forma de promessas que, hoje, vemos, não se cumpriram e transformaram Pernambuco numa pálida sombra do que o nosso Estado já foi. Em 2018, os adversários, sentindo o crescimento do sentimento de mudança, querem fazer o mesmo. Mas o povo de Pernambuco, independente, altivo e consciente, não vai deixar a história se repetir como farsa”.

Nota oficial da Frente Popular 

A Frente Popular repudia a desrespeitosa e mentirosa nota da coligação Pernambuco Vai Mudar, que tem à frente o senador Armando Monteiro Neto. Os elementos listados pela Turma de Temer em Pernambuco dizem respeito justamente às práticas desse grupo, que diuturnamente espalham boatos e mentiras contra o governador Paulo Câmara, em uma campanha difamatória via telefonemas anônimos e fake news – instrumentos próprios de quem prevê a derrota.

Primeiro, Armando deveria explicar aos eleitores como a sua longa história de fracassos como gestor dialoga com a sua atuação elitista no Congresso Nacional, quando, por exemplo, votou pela retirada de direitos do trabalhador na reforma combinada entre o desastroso Governo Temer e suas bancadas na Câmara e no Senado.

Vale lembrar aos pernambucanos que essa reforma foi proposta pelo PTB, partido de Armando, ao presidente Temer, que entregou o Ministério do Trabalho aos petebistas desde que assumiu o poder.

A coligação de Armando decidiu pelo caminho da desonestidade com os fatos, envergonhando Pernambuco e nossa tradição de fazer política com altivez.

Reafirmamos o nosso compromisso com a verdade, a transparência e o respeito ao povo de Pernambuco. Vamos continuar em frente, com nossa campanha propositiva, prestando contas aos cidadãos e discutindo o futuro do nosso Estado”. 

Paraná Portal

Ao deixar a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima rebate a crítica de que a operação foi seletiva, mas admite que a investigação encontrou mais amparo enquanto tinha o PT como principal alvo. Ele critica a mudança de postura do ministro Gilmar Mendes, do STF, responsável pela libertação de vários investigados.

Considerado um estrategista na operação, Santos Lima pediu afastamento da força-tarefa para aguardar a aposentadoria, que deve sair em março do ano que vem. O procurador define a Lava Jato como uma investigação de combate a um sistema de corrupção na política.

Segundo ele, uma percepção equivocada de que era dirigida exclusivamente ao Partido dos Trabalhadores chegou até a favorecer a operação. O procurador diz que o ministro Gilmar Mendes abandonou uma postura histórica depois do impeachment da presidente Dilma Rousseff, do PT.

“A percepção de que você, ao investigar o governo do PT, atendia aos ideais dessa parcela da população gerou essa vinculação. É uma vinculação que aconteceu e que nunca foi estimulada por nós. Essa própria percepção equivocada que parte da população teve também nos salvou em alguns momentos… até o impeachment da Dilma, o ministro Gilmar Mendes tinha uma posição bastante favorável à Lava Jato e ele muda completamente depois, por exemplo”, explica

Santos Lima reconhece que alguns segmentos da sociedade se apropriam do discurso da Lava Jato por motivações políticas. Segundo ele, há candidatos envolvidos na investigação que usam o combate à corrupção como mote de campanha.

“Tem muita gente envolvida na Lava Jato fazendo discurso de combate à corrupção e devolução do dinheiro aos cofres públicos. Eu não vou chegar e dizer ‘fulano de tal, você devia devolver dinheiro primeiro então’… a gente não vai entrar nesse bate-boca.”

Com 54 anos, Carlos Fernando dos Santos Lima era o mais experiente da equipe de 13 procuradores da Força Tarefa Lava Jato. Ele se emociona ao falar dos amigos com quem agora deixa de conviver diariamente.

“É uma tristeza me afastar do convívio diário dos procuradores. Nós somos 13 e suportamos quatro anos e meio de intensa pressão. É um momento díficil se afastar de pessoas de que você gosta”, se emociona.

Natural de Curitiba, Santos Lima atua na Procuradoria Regional da República da 3.ª Região, em São Paulo, onde permanece até a aposentadoria. Depois disso, deve trabalhar como consultor na área de compliance, um sistema preventivo para garantir práticas de conformidade legal. Santos Lima diz não ter pretensões político-partidárias.

Para o lugar dele na força-tarefa, foi nomeado o procurador Felipe D`Elia Camargo, que era do Ministério Público Federal em Joaçaba, em Santa Catarina.

Nesta sexta-feira (21), o candidato ao governo de Pernambuco pela Rede Sustentabilidade, Julio Lossio foi expulso do partido. A legenda assimfica sem candidato no estado.

Anteriormente, a Executiva Nacional da Rede Sustentabilidade divulgou um alerta informando que o candidato poderia sofrer abertura de processo disciplinar, consequente expulsão do quadro partidário e o cancelamento de candidatura ao governo do estado de Pernambuco.

Dos 25 integrantes, 21 participaram da votação e por unanimidade, ele foi expulso do partido.

A nota foi divulgada, na última quarta-feira (19), após encontro entre Lossio, o postulante a deputado federal Coronel Meira (PRP) e Gilson Machado Neto (PSL), ambos apoiadores da candidatura à Presidência da República de Jair Bolsonaro (PSL).

Ao Diario de Pernambuco, Lossio afirmou: “nunca vi você expulsar alguém sem dar o direito de defesa. A Rede está voltando para a época em que pertenciam ao Partidão onde executavam as pessoas que desagradavam a eles. Vamos discutir isso em todas as instâncias. Nossa candidatura foi construída e legitimada pelas pessoas e pelo próprio partido e temos a maioria da rede ao nosso lado como você viu no documento”, acusou.

A carta, da qual ele se refere foi enviada, nessa quinta-feira (20) a executiva nacional, como forma de mostrar apoio de integrantes locais. Nela, havia assinatura de 44 pessoas filiadas à sigla, incluindo a chapa majoritária completa, candidatos a deputado federal e estadual pela legenda. No entanto, da executiva estadual, que tem 19 integrantes, apenas cinco assinaram.

A Rede é um partido que não tem presidente, no lugar dele, existe o porta-voz. Os dois porta-vozes de Pernambuco não apoiaram a nota de Lóssio divulgada na quinta-feira.

Hoje o candidato tinha comandado uma carreata na sua base natal, Petrolina. Depois foi comunicado da decisão.