Inaldo Sampaio

                                       Inaldo Sampaio Foto: Colunista

O presidente Michel Temer está ausente das eleições deste ano tanto em São Paulo, seu Estado de origem, como no âmbito federal. Sua gigantesca impopularidade faz com que os próprios aliados não o queiram em seus palanques. Caso de Henrique Meirelles e Paulo Skaf, candidatos do MDB a presidente da República e ao governo de São Paulo, respectivamente. Ambos mantêm em relação a ele uma distância regulamentar, pois a lógica política não recomenda aproximação com um presidente cujo governo é rejeitado por 80% dos brasileiros. Ontem, todavia, ao ser entrevistado por uma emissora de rádio de Pernambuco, o presidente entrou sem querer na campanha estadual. Questionado sobre o comportamento político do governador Paulo Câmara, que se diz retaliado por ele pelo fato de o PSB encontrar-se na oposição, o presidente respondeu que o governador está em campanha pela reeleição, sendo necessário compreender sua a posição política. “Mas ele me apoiou desde a questão do afastamento da senhora ex-presidente”, inclusive liberando, sem ele pedir, deputados do PSB para votarem a favor do impeachment de Dilma. Ao fazer tais declarações, o presidente acabou contribuindo para afastar da campanha de Pernambuco esse debate idiota e improdutivo sobre “a turma do Temer” (o palanque de Armando) contra a turma do “não Temer” (o palanque de Paulo). É fato que o PSB apoiou o impeachment para que Michel Temer assumisse o governo e, independente da vontade do PSB, não se pode apagar a história com um pedaço de borracha qualquer.

Bolsonaro no segundo
A Globo deu inestimável contribuição para levar Bolsonaro ao 2º turno ao entrevistá-lo na última terça-feira ao Jornal Nacional. Imaginava-se que a entrevista seria um “desastre” dado o despreparo do candidato, mas ele tirou de letras todas as perguntas de William Bonner e Renata Vasconcelos. Saiu da emissora carregado nos braços e já fala em ganhar a eleição no 1º turno.

As palmas > Sem Jarbas (MDB) e Luciana Santos (PCdoB), candidatos a senador e a vice da Frente Popular, respectivamente, Paulo Câmara foi com Humberto Costa inaugurar o comitê da chapa majoritária em Paulista. O orador mais aplaudido foi o prefeito Júnior Matuto (PSB).

A pressão > Eriberto Medeiros (PP), presidente da Assembleia Legislativa e candidato a deputado federal, está recebendo pressão dos colegas para não “dar o salto” agora e sim candidatar-se à reeleição. Quem mais se empenha neste sentido é Diogo Moraes (PSB).

A promessa > Garanhuns já teve dois representantes na Assembleia Legislativa (Ivo Amaral e José Tinoco) e um na Câmara Federal (Cristina Tavares), mas hoje não tem nenhum. O prefeito Izaías Régis (PTB) garante que dará uma “votação histórica” a Álvaro Porto (PTB), que mesmo não sendo de lá é o porta-voz do Agreste Meridional na Casa de Joaquim Nabuco.

Lógica inversa > Depois que Lula foi preso acusado de corrupção e lavagem de dinheiro, pensava-se que o ex-presidente sairia de cena e que o PT seria massacrado nessas eleições. Lula ampliou sua popularidade e o PT reelegerá os governadores da BA, CE e PI, sem dificuldades.

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