Inaldo Sampaio

                                   Inaldo Sampaio Foto: Colunista

Carlos Lupi é um fenômeno na política nacional. Herdou de Brizola um partido político (PDT), de tamanho e prestígio razoáveis, e tem feito dele o que bem entende. Não há diretórios constituídos em nenhum dos 27 estados, apenas comissões provisórias, o que lhe permite decretar intervenção se uma de suas ordens for descumprida. A força do cargo deu-lhe chance para ser ministro do governo Dilma e de indicar outros pedetistas para o primeiro escalão do governo federal, como o deputado André Figueiredo (CE), por exemplo. Agora, por sua condição de “dono” de um partido, começou a falar grosso na eleição presidencial. Ele acolheu no PDT o ex-ministro Ciro Gomes e fez dele candidato a presidente da República. Ambos estão desesperados por uma aliança com o PSB, para tirar Ciro do isolamento, mas o partido que já foi presidido por Arraes e Eduardo Campos está rachado sobre essa questão. Uns querem de fato marchar com o ex-ministro, como o governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, por achá-lo o candidato mais próximo do ideário do PSB. Mas há também o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, que já anunciou apoio ao PT. Como a paciência de Lupi está se esgotando, ele deu um ultimato ao PSB: ou fecha com Ciro ou o PDT estadual cairá fora da Frente Popular. Convém não duvidar de suas palavras, pois na campanha de 2014 ele procedeu dessa mesma forma. Interveio no diretório do PDT em Pernambuco por ter-se recusado a fazer parte da aliança que apoiou Armando Monteiro. Portando, todo cuidado é pouco!

Reunião dos Campos/Arraes
A ministra Ana Arraes (TCU) reuniu sábado, em seu almoço de aniversário, parte das famílias Campos e Arraes, que estão divididas nessas eleições. Seu filho, Antonio Campos, candidato a deputado estadual pelo Podemos, organizou a lista de convidados. Um deles foi Marília Arraes, que deve ser candidata a governadora pelo PT.

Perfil agregador > Eriberto Medeiros (PP) é uma das raras unanimidades da Assembleia Legislativa e isso muito contribuiu para ter seu nome lançado para o cargo de presidente. Tão agregados quanto ele era o ex-presidente José Marcos de Lima (PR) no governo Jarbas Vasconcelos.

Voz discordante > O médico Aluízio Coelho, 2º colocado na eleição para prefeito de Araripina em 2016, vai disputar um mandato de deputado estadual pelo PSC, mas já avisou ao presidente André Ferreira que não apoiará Armando Monteiro (PTB), e sim Marília Arraes (PT).

Cópia 1 > O programa “Prefeitura nos bairros”, da 1ª passagem de Jarbas Vasconcelos pela prefeitura do Recife (1986-1988), está sendo copiado, com sucesso, pelo prefeito de Iguaracy, José Torres Filho (PSB), conhecido popularmente como “Zeinha”. É a terra de Maciel Melo.

Cópia 2 > Mensalmente, o prefeito instala o governo numa das comunidades do município, levando médicos, dentistas, pessoal para tirar carteira de identidade, etc. Todos vão num ônibus. Ao final, uma feijoada para os adultos e sorvete de graça para a criançada.

Chefe da tropa > O prefeito Geraldo Júlio (PSB) vai comandar a campanha de Paulo Câmara, no Recife, retribuindo o que o governador fez por ele em 2016 (reeleição). Além disso, a imagem do governo municipal, perante a população, é melhor que a do governo estadual.

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