Danilo Paes, 23, e Jussara Rodrigues Silva Paes, 54

                                     Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

Ao questionar a prisão provisória dos suspeitos de envolvimento pela morte do médico cardiologista e advogado Denirson Paes,o advogado Alexandre Oliveira deve entrar com o pedido de habeas corpus nesta segunda-feira (9). Em defesa de Jussara e Danilo Paes, esposa e filho da vítima, o advogado ainda está reunindo os documentos necessários para fazer o pedido.

Em nota, a Polícia Civil informou “que até o presente momento não há nenhum novidade com relação ao caso citado, sendo todas as informações as já conhecidas e amplamente divulgadas”. Ainda comunicou que com o avanço das investigações, as informações serão divulgadas, desde que não prejudiquem o andamento das mesmas.

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Oliveira informou que foi à Colônia Penal Bom Pastor, na Zona Oeste do Recife, onde a Jussara está presa para fazer a entrega do diploma de formação da farmacêutica. De acordo com o advogado, na sexta-feira passada não foi possível reunir todos os documentos porque o expediente da delegacia de Camaragibe foi encerrado mais cedo.

“Preciso do requerimento da delegada pedindo a prisão provisória e também preciso da decisão da juíza que fundamentou o posicionamento. Após essa análise, poderei preparar o habeas corpus, que deve acontecer amanhã (segunda-feira)”, comunicou Oliveira.

Ainda segundo ele, o diploma de formação de Jussara seria entregue neste domingo (8) no Bom Pastor. “Vou levar a cópia da formação para tentar uma cela especial para Jussara”, disse Oliveira, ao complementar que o irmão dela, Indalêcio, conversou com Jussara no último sábado e saiu convencido que ela não participou do crime.

“Não é momento para o mérito se foram ou se não foram Jussara e Danilo os autores. Agora, é preciso dar assistência e articular para que eles respondam ao processo em liberdade, pois mão há nenhuma confirmação”, defendeu o advogado.

Entenda o caso
O corpo do médico cardiologista Denirson Paes, de 54 anos, foi encontrado na última quarta-feira esquartejado e carbonizado dentro de uma cacimba na casa onde ele morava, no condomínio Torquato Castro, na Estrada de Aldeia, em Camaragibe, Região Metropolitana do Recife. As investigações do caso estão a cargo da delegada Carmem Lúcia.

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