Cafezinho com Marília Arraes

                        Cafezinho com Marília Arraes Foto: Arthur de Souza

Pré-candidata ao Governo do Estado pelo PT, a vereadora Marília Arraes seguiu, ontem, para Petrolândia. A despeito da falta de definição dentro do PT, ela segue circulando pelo Estado. Antes de pegar a estrada e depois de checar se havia combustível na cidade para a qual se dirigia, concedeu entrevista a esta colunista e ao titular do Blog da Folha, Daniel Leite, na coluna digital No Cafezinho. Entre outras coisas, admitiu que sua postulação partiu de uma sugestão do senador Humberto Costa. “Demorei alguns meses para chegar e dizer: ´Tá certo, eu vou, eu topo. Porque, de qualquer forma, eu sou jovem, estou há pouco tempo no partido. E isso não é normal na política, mas como a gente está aqui para quebrar paradigma mesmo…e a base começou a encampar essa ideia…Enfim, foi movimento muito espontâneo que foi criado, a gente terminou aceitando e tá tudo certo´”, narrou a petista. Para ela, a mudança de posição do senador Humberto Costa, que passou a defender uma aliança do PT com PSB, foi “surpresa”. Ela explica o seguinte: “Foi surpresa, até porque Humberto foi, inicialmente, um dos maiores incentivadores, senão o maior incentivador, de a gente ter uma candidatura, de colocar meu nome como candidata do PT. Inclusive, numa época em que nem eu mesma tinha assimilado essa questão de ser candidata a governadora tão cedo”. E acrescenta: “Mas eu respeito a ideia do senador Humberto, apesar de achar que ele está equivocado, senão não estaria me contrapondo a ele. Ele tem direito de fazer essa defesa”. Indagada se, em algum momento, se sentiu “usada”, Marília devolve: “De forma alguma. O senador mudou de opinião. Isso é natural na política, algo que a gente precisa respeitar e entender”. A entrevista vai ao ar, hoje, no Facebook da Folha de Pernambuco e no Blog da Folha.

Jarbas fala em Senado com Geraldo
Como a coluna cantou a pedra, o deputado Jarbas Vasconcelos almoçou, ontem, com o prefeito Geraldo Julio. O encontro estendeu-se até mais de 16h. “Eu disse a ele que era candidato ao Senado”, relatou o emedebista à coluna. E emendou: “Ele disse a mim que ia me ajudar”.

Reservado > O encontro, que seria no Bar do Garoto, acabou ocorrendo na casa de Roberto Pandolfi, ex-secretário de Finanças do Recife. Jarbas informou que a mudança se deu em função do problema dos combustíveis, resultante da greve dos caminhoneiros. “Resolvemos fazer uma coisa fechada”, resumiu.

Fatia grande > Diante do ofício protocolado pela deputada Priscila Krause, solicitando, ao governador Paulo Câmara, que envie à Alepe, projeto de lei antecipando a retomada das alíquotas do ICMS sobre a gasolina e o diesel ao nível do início de sua gestão, o secretário Márcio Stefanni grifa que o ICMS do combustível representa “cerca de 20% da arrecadação”.

Petrobras 1 > Stefanni observa: “Abrir mão do ICMS é abrir mão de políticas públicas em prol de quem? Da Petrobras, que deixou a refinaria (em Suape) a meio caminho, que deixou de comprar navios em Pernambuco”.

PETROBRAS 2 – Ele prossegue: “Para esta mesma companhia, que fez um acordo de 3 bilhões de dólares na corte de Nova York, um acordo extrajudicial. Tem que pensar no povo de Pernambuco. Isso é um problema nacional. Então, a solução tem que vir da União, acionista majoritária da Petrobras”.

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