Inaldo Sampaio

                                Inaldo Sampaio Foto: Colunista

O Brasil convive há cinco dias com uma paralisação de caminhoneiros. Mas dificilmente ela irá além deste final de semana. O governo não aguenta conviver por muito tempo com esta paralisação. Por isso, ou arranja uma saída para a greve ou será derrubado não por um golpe militar como o de 64 e sim pelo povo nas ruas como ocorreu com Dilma em 2016. Os caminhoneiros não aceitam mais a política de preços da Petrobrás, que pode até ser boa para a empresa mas é péssima para eles, que ainda sofrem os efeitos da recessão. Daí terem cruzado os braços no início desta semana para exigir do governo a retirada de tributos federais que incidem sobre o preço do diesel. Isto obrigou Temer a convencer o até então inflexível presidente da estatal, Pedro Parente, a rever a política de reajustes da empresa, ainda que momentaneamente, e o presidente do Senado, Eunício Oliveira, a realizar uma sessão extra nesta sexta-feira para aprovar matéria que lhe dará os meios para atender aos pleitos da categoria. Há de se convir que ou o presidente faria isto ou corria o risco de ser escorraçado do Palácio do Planalto. Afinal, alguém acredita que numa democracia um governo consegue sustentar-se com aviões na pista dos aeroportos sem poder decolar por falta de combustível, postos de gasolina sem o produto para vender, rodovias federais bloqueadas, ônibus sem poder circular por falta de diesel, hospitais sem oxigênio e ameaça de desabastecimento? Greve de caminhoneiros num país em que 90% de suas cargas são transportadas por rodovias era para estar sempre nas previsões do governo federal. Mas nem disto o seu serviço de inteligência (Abin) foi capaz.

De saco cheio
Do deputado Romário Dias (PSD), ontem, na Assembleia Legislativa, em discurso sobre a greve dos caminhoneiros: “Ninguém aguenta mais ver 70% do noticiário das televisões mostrando quem roubou mais e quem roubou menos, quem pegou 20 anos de cadeia ou quem pegou dez. É hora de dar um novo rumo ao Brasil”.

Deixa comigo > Cansado de pedir ao DER para recuperar as estradas de Itapetim que foram fortemente danificadas pelas fortes chuvas que caíram no sertão nos meses de março e abril, o prefeito Adelmo Moura (PSB) resolveu bancar o conserto com dinheiro da prefeitura.

O tabu > O presidente licenciado do CREA, Evandro Alencar, vai tentar nessas eleições ser o primeiro filho do Araripe a eleger-se para a Câmara Federal. Ele é filho de Araripina e está filiado ao PRTB. O vice-prefeito Bringel Filho (PSDB) desistiu de se candidatar.

Pelo mundo > Mesmo tendo sido abandonado pelos prefeitos de Cabrobó, Salgueiro e Afrânio, todos do MDB, que contaram com o seu apoio para se eleger, Raul Henry continua candidato a deputado federal. Ontem iria a Sertânia, mas desistiu por causa da greve dos caminhoneiros.

Na dúvida > Sílvio Costa (Avante) ainda não sabe se será convidado ou não por Armando Monteiro (PTB) para ser candidato a senador pelas oposições. Ele gostaria mesmo de se candidatar na chapa de Marília Arraes, caso o PT não a impeça de disputar o governo estadual.

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