Inaldo Sampaio

                        Inaldo Sampaio Foto: Colunista

A Câmara dos Deputados votaria ontem o Projeto de Lei Complementar que regulamenta a criação, fusão e incorporação de municípios. A “urgência” para votação do projeto foi aprovada há uma semana por 337 votos a favor, 36 contra e duas abstenções. No entanto, como se noticiou no dia seguinte que a Câmara iria criar 200 novos municípios, e por consequência 200 novas prefeituras e câmaras municipais, parcela expressiva da opinião pública voltou-se contra o projeto, fazendo com que muitos deputados que votaram a favor da “urgência” mudassem de opinião, ficando contra o mérito da matéria. Ora, o Brasil está há muitos anos sem uma lei que regulamente a criação de novos municípios e não pode proibir indefinidamente a emancipação de distritos. O projeto é muito bem feito porque estabelece critérios para a criação de novos municípios – número mínimo de habitantes, contribuição “xis” para a renda estadual, plebiscito, etc. Com isto, evita-se o que ocorreu na Paraíba, alguns anos atrás, quando, de uma tacada só, foram criados 50 novos municípios, a maioria deles com população e economia inferiores à do distrito de Pão de Açúcar (Taquaritinga do Norte), no Agreste pernambucano. O argumento de que a emancipação “cria novas despesas para o país” é inverídico porque o bolo tributário (FPM) rateado com as prefeituras não se altera. Se o distrito tem condições de caminhar com suas próprias pernas, por que não emancipá-lo? Injusto, por exemplo, é condenar um distrito como Castelo dos Sonhos, que fica a mil km de distância de Altamira (PA), a viver eternamente como distrito, abandonado, privando sua população de serviços públicos essenciais. O projeto não prevê “farra” emancipacionista. É tecnicamente bem feito, justo, responsável e oportuno.

Contra Jarbas, não!
Atribui-se ao deputado Mendonça Filho (DEM) a autoria de uma frase que, sendo verdadeira, pode alterar o jogo sucessório estadual: “Contra Jarbas eu não disputo”. O nome de Mendonça pode ser anunciado no próximo dia 28 como candidato a senador pela oposição e se o anúncio confirmar-se é porque ele tem informações de que Jarbas não disputará pela Frente Popular.

A rejeição > Mendonça Filho (DEM), como ministro da Educação, ajudou muito Pernambuco, mas pesa contra ele, eleitoralmente, o fato de ter sido auxiliar de Temer. Isso certamente será levado em conta por ele antes de decidir se se candidata ou não a um cargo majoritário.

Tô fora! > Bruno Araújo (PSDB) manteve-se indeciso até abril entre disputar a reeleição ou uma cadeira de senador. Mas há cerca de 20 dias comunicou ao petebista Armando Monteiro Neto que optou pela reeleição. Ele também foi ministro de Temer e isso influenciou sua decisão.

Tabu >
 Apesar da crise em que os pequenos municípios se encontram, o prefeito de Canhotinho, Felipe Porto (PSD), tem 89% de aprovação, segundo pesquisa da Censo, empresa dirigida pela pernambucana Rosana do Vale. Lá, de 90 para cá, a Frente Popular numa ganhou uma eleição.

O adeus > Morreu ontem em Petrolina, aos 75 anos de idade, vítima de infarto fulminante, o ex-prefeito (três vezes) de Ibupi Valdemar Vicente de Souza (PP). O prefeito Chico Siqueira (PSB) decretou luto oficial por três dias. O sepultamento será hoje no distrito de Serrolândia.

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