Uma ação que foi impetrada na Justiça, ainda no governo do ex-prefeito Carlos Evandro, pode trazer dor de cabeça para o prefeito Luciano Duque e até deixa-lo isolado na Câmara de Vereadores.

Cerca de R$ 30 milhões provenientes do Fundeb já estão depositados numa conta jurídica, para depois ser repassado para os cofres da Prefeitura de Serra Talhada e rateados entre professores e servidores, e parte ser investido na educação.

Na última segunda-feira (14), com a Câmara lotada de professores, os 17 vereadores foram unânimes em afirmar que são a favor do rateio por completo. O dinheiro ainda não foi liberado, mas os parlamentares querem do prefeito a garantia que após liberação, o montante caia na conta dos professores.

Na tribuna, o professor e vereador Sinézio Rodrigues, lamentou o fato de até agora Luciano Duque, segundo ele, ter se recusado a debater o assunto.

“O sindicato encaminhou em 2016, ofício ao prefeito pedindo pra ele se posicionar, em relação ao que ele iria fazer com esse dinheiro, porque o prefeito embora não tivesse dinheiro em conta, ele (Luciano Duque) poderia informar o que iria fazer com esse dinheiro. Carlos Evandro veio aqui e disse o que iria fazer com o dinheiro, iria ratear com os professores para eles comprarem casas e carros, mas Luciano Duque não respondeu”, criticou Rodrigues, afirmando que o prefeito foge do assunto

Na oposição, também há desconfiança se o rateio será feito ou não, como acertado ainda na gestão de Carlos Evandro.

“Teve uma reunião e houve vazamento de informações. Já chegou a mim que o prefeito disse: ‘Olhem, o governo está afundando, a oposição está unida e vocês não estão defendendo o governo”, relatou o vereador Antonio de Antenor, do PR.

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