Comércio na semana que comemora o Dia das Mães

Comércio na semana que comemora o Dia das MãesFoto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

Dia das Mães deste ano mostrou o porquê da data ser considerada a segunda melhor para o varejo brasileiro, atrás apenas do Natal. Segundo sondagem realizada pelo Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), o faturamento foi de R$ 57,2 bilhões, 4% a mais do que apurado o ano passado. Em Pernambuco, segundo a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDLs), as vendas tiveram, em média, alta de 5% em relação 2017.

Para o presidente da Federação das CDLs, Eduardo Catão, o resultado nas vendas em todo o Estado superou a expectativa. “Estávamos trabalhando com um resultado entre 4% e 4,5% de aumento nas vendas, mas tivemos retornos positivos dos lojistas em cidades como Palmares, Timbaúba, Santa Cruz do Capibaribe e Arcoverde, que indicaram um aumento médio de 5%, no aumento das vendas, o que nos deixa satisfeitos e confiantes”, disse Catão.

No Recife, o percentual de aumento para o período ficou dentro da expectativa. “Trabalhamos com a previsão de crescimento de 5%. Porém, mesmo diante dessa projeção razoável após as fracas vendas do ano passado, é sempre muito bom ter a confirmação positiva”, destaca o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas do Recife (CDL-Recife), Cid Lôbo.

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Na avaliação dos economistas ouvidos pela reportagem, o resultado local e o nacional corroboram com uma tendência de evolução no retorno do consumo. “A confiança das famílias vem se recuperando nos últimos meses. O Dia das Mães é muito importante em questão de sinalização de consumo, pois é a segunda data mais importante para o varejo”, comenta o economista do Instituto Fecomércio-PE, Rafael Ramos. Para ele, o crescimento mostra que a recuperação é real e amplia o otimismo em relação ao Dia dos Namorados, São João, Dia dos Pais e Natal.

Para o economista e especialista em cenários econômicos, Tiago Monteiro, os números deste ano apontam para a inversão da curva negativa do varejo como um todo, que vinha de uma queda de -4,3% (2015) e de -6,2% (2016), mas que ainda assim, não é suficiente para indicar uma retomada de fato. “A questão é que o crescimento, mesmo positivo, ainda é bem frágil e incipiente para instigar um investimento mais robusto por parte do empresário e, ao mesmo tempo, o consumidor ainda não está à vontade com gastos mais agudos, corroborando a insegurança dos empresários”, analisa Monteiro.

Prazo

Após quatro anos consecutivos de queda nas vendas a prazo na semana do Dia das Mães, os sinais de retomada da economia e da oferta de crédito – mesmo que ainda tímidos – estimularam o brasileiro às compras este ano. De acordo com o indicador calculado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), o volume de vendas parceladas cresceu 2,86% em relação ao mesmo período do ano passado.

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